sábado, 25 de junho de 2011

A arte dos small talkers



By Leonardo Zelig

Depois de algumas reflexões nas últimas semanas, constatei que estou virando um mestre em small talk. Para aqueles que não estão familiarizados com a expressão, small talk é uma espécie de conversa fiada que indivíduos apelam só pra não dar vazão a silêncios constrangedores entre seus semelhantes. Os casos mais comuns são: “Putz, como tá quente,né?” ou “Brasília tá tão seca nessa época do ano...”.

O small talk é amplamente utilizado em elevadores e em situações que você acaba de conhecer a pessoa e não possui elementos em comum para dialogar com fluência. No meu cotidiano, tenho notado que cada vez mais as pessoas tem adotado esse tipo de ferramenta para sobreviver nas interações sociais, uma pena. Daí, graças a esse vício, noites inteiras são regadas a conversas sobre o clima, sobre a umidade relativa do ar ou sobre banalidades irritantes da vida.

Obviamente tal comportamento se estendeu para as baladas. Dessa forma, não é raro você ter que enrolar num small talk de meia hora pra conseguir beijar a garota. A situaçào se agrava mais ainda se os interesses entre as pessoas são divergentes, tipo eu gosto de ouvir The Police e Genesis e ela gosta de escutar Fernando e Sorocaba no volume máximo. Sem pontos em comum, o casal acaba apelando pra frivolidades do cotidiano:

- Sabe, eu queria ganhar muito dinheiro e não trabalhar... - Rapaz
-Eu também...Não trabalhar seria ótimo... - Moça
-Mas, sabe, as coisas seriam muito mais fáceis... – Rapaz.
-Eu concordo. Seriam muitos mais fáceis... – Moça.
- Mas, então...Você curte sair na balada? – Rapaz.
-Eu gosto, mas não saio tanto... – Moça.
-Não, é? – Rapaz.

Como vocês podem notar, uma conexão não foi alcançada pelos pombinhos neste exemplo. É necessário ainda registrar que a moça utiliza a técnica de rapport para impulsionar o diálogo inexistente. O rapport, no caso, consiste em repetir a última coisa que o outro locutor falou, dando a falsa impressão que ambos interlocutores estão mantendo um diálogo coerente e fluído:

Exemplo:

-Puxa. O trânsito da cidade está caótico, né?
-Sim. O trânsito da cidade está muito caótico...

Com essas ferramentas infernais de interação social temos sido confrontados com verdadeiras relações sociais construídas inteiramente na base do small talk. O inevitável aconteceu, os small talkers se proliferaram como gremlins e não há nada que se possa fazer a respeito disso.

Um evento emblemático foi quando eu fui a uma pequena reunião de comemoração e os convidados só falavam de cadeiras confortáveis, bolos gostosos e comentários elogiosos sobre o buffet da festa.

Haja paciência!

sábado, 7 de maio de 2011

Se Ferrando na Nova Zelândia

Por Conrado Malaquias

Aqui estou eu em Wellington, Nova Zelândia tentando descolar umas gatinhas estrangeiras. A experiência tem sido muito interessante, até então, pois estou tendo a oportunidade de analisar de perto as semelhanças e diferenças da cultura de balada e pegação estrangeira com a brasileira. Eis algumas das minhas observações até agora:

Levemente decepcionado com as nativas. Antes de vir pra cá, assisti a este documentário. Obviamente fiquei animado com a suposta promiscuidade da mulher kiwi. Porém, esse comportamento aparentemente não se aplica às neo-zelandesas de Wellington. Elas se vestem levadamente – decotão e saia muito, muito curta – dançam na pista como loucas, mas na hora que o mancebo vai chegar rola o tradicional: “I just wanna dance with my friends!” ou a versão inglesa do aff: “I don`t think so!” Parecem até as mulheres de...oh meu deus...BRASILIA!!! NAAAAAAAAAAAAAAO!!

Conversar pra que? Felizmente, nem tudo esté perdido. Wellington é uma cidade que tem gente do mundo todo e, digamos, o povo da Europa é muito animado. A galera vai pra pista, se esfrega um no outro até não poder mais, olha no olho e pimba! Negócio fechado. Sem conversinha, sem caô, No regrets/ Just love. Observei essa situação ocorrer pelas baladas daqui algumas vezes e, sério mesmo, nenhuma informação foi trocada: sem nomes ou perguntas como "da onde você veio?Pra onde você vai?O que você faz?", nada disso. O lado ruim dessa historia é a facilidade para espalhar DST`s, mas com isso a gente se preocupa depois!

A dificuldade do molejo brasileiro no estrangeiro. Como não é possível estar 24 horas por dia em boates barulhentas convivendo com horny européias, ás vezes você tem que abrir a boca e convencer a gatinha ali, na lábia. E ai, a coisa complica. Considero meu inglês altamente satisfatório e não tenho nenhuma dificuldade em me comunicar, porém, sinto que para esses assuntos do coração, a língua de Shakespeare pode ser muito bonita e romântica, mas não tem aquela essência safada, maliciosa da língua do MC Catra. “E ai, princesa...vamo ali?”, “Tá demais hoje em gata?”, “ô la em casa!” e outras pérolas da cafajestagem brasileira não soam tao legais quando traduzidas para o inglês. Uma pena.

Transar em inglês é muito legal! Nunca tinha nem ficado com uma estrangeira antes dessa viagem. Com a barreira linguística ja mencionada acima, estava já me entristecendo com a possibilidade dessa pequena aventura terminar sem relações sexuais envolvendo este pobre mancebo. Mas ás vezes, meus amigos e amigas, a vida sorri pra você. Conheci a gatinha por ai, conversamos, tomamos alguns drinks, ela tava na minha, eu na dela, e pronto, negócio fechado. Como todo homem de bem, sou um grande entusiasta da escola pornô de cinema, imaginem então a minha felicidade ao ouvir aqueles tao familiares “fuck me”, “right there”, “oh, that`s good” e etc. Foi legal.

Por enquanto é isso. Algumas vitórias, muitas derrotas, mas sempre seguindo em frente. A experiência está sendo válida e enriquecedora, e tenho muito a agradecer Brasilia – uma cidade de nível hard – por isso. Nenhum toco vai me fazer parar. Afinal, não é nada que eu já não tenha ouvido before! Cheers!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Greatest Hits!

By Leonardo Zelig

Assistindo pela trigésima vez ao filme Alta Fidelidade (High Fidelity), do Stephen Frears, pude relembrar o quanto somos guiados por músicas num romance ou em alguma fase da vida. O personagem Rob Gordon, interpretado como um brilhante “cool guy” por John Cusack, vive fazendo listas “TOP 5” das músicas mais importantes da sua vida, ou as músicas mais sexies para transar...Enfim, no caso do enredo do filme, acompanhamos a vida de Rob ao tentar traçar um TOP 5 das namoradas mais marcantes na vida dele, daí aparecem mulheres lindas e interessantes que vão desde Catherine Zetta Jones até Lisa Bonet.

O grande lance é que, de fato, temos manias de catalogar as coisas: as melhores músicas, os melhores filmes, os melhores beijos... A lista de cada um pode variar de forma absurdamente fascinante. No meu caso, tive grandes músicas pontuando grandes momentos, como quando eu dançei de rosto colado com uma coroa ao som de “Baby, can I hold you” da Tracey Chapman numa festa oitentista, ou quando beijei uma antiga ficante, num parque, ao som de “Love will keep us alive” do The Eagles ou, até mesmo, quando curti abraçado com minha namorada, no recente show do U2, a banda tocar “With or without you”.

Somos seres pontuados por marcos musicais. Me lembro de vários cds que queimei em meu som de tanto escutar em boas épocas da minha vida. Porra, como esquecer de “The Joshua Tree”, “Thriller” ou “Brothers in arms” rolando a noite no meu quarto ou no carro? Consigo me lembrar, claramente, que meu primeiro beijo foi ao som de Peter Gabriel, imagine!

Por isso, leitor, te desafio a montar a sua própria lista. Sinta-se livre para explorar sua memória, pra espremer as pérolas musicais que guiaram a sua vida amorosa ou algum fato importante da tua vida. Vou começar com duas listas pessoais, já manjadas, mas que podem servir de base pra vocês:

As melhores músicas “to make love”:

1- Let’s get it on – Marvin Gaye
2- Smooth Operator – Sade
3- Wicked Games – Chris Isaak
4- Woman in chains – Tears for fears featuring Oleta Adams
5- Save a prayer – Duran Duran

As melhores músicas pra se deprimir com um whisky e uma arma a tiracolo:

1 – The Scientist – Coldplay
2 – Hallelujah– Leonard Cohen
3 – Everybody hurts – REM
4 – Fake plastic trees – Radiohead
5 – Please, Please, Please let me get what I want – The Smiths

domingo, 6 de março de 2011

O mundo assustador das Cat ladies...

By Leonardo Zelig

Sair pra balada tem uma série de implicações. Você pode se dar bem, se dar mal, conhecer mulheres bacanas e ficar, ou até mesmo não ficar. São por diversos caminhos seguros ou tortuosos que sua noite pode enveredar. O interessante é que essa imprevisibilidade pode ser fascinante ou decepcionante dependendo do caso. Quando ocorrem os churrascos de universidade regados a muito álcool, muita gatinha e muita loucura, o contexto é o mais rico possível...Tudo pode acontecer.

As mulheres mais loucas que já conheci em minha vida sempre foram provenientes desses churrascos.Eu me recordo de uma moça levemente alcoolizada que segurava uma caneca, trazida de casa, cheia de cerveja que rodopiava de forma peculiar em um canto do churrasco. De beleza discutível e tristeza evidente nos olhos, ela se aproximou de mim:

-Você gosta de felinos?
-Gosto, mais ou menos.
-Eu amo...George e China são minhas vidas...-Fala a moça com olhos estatelados.
-Que bom. – Respondo com aflição.

Quando uma mulher se aproxima de você neste ambiente, obviamente ela quer algo. Mas, o que sempre foi irônico em minha vida, é que sempre se aproximaram de mim mulheres desequilibradas, com problemas pessoais e evangélicas fervorosas. No caso, esta me relatara que morava sozinha num apartamento alugado, fazia serviço social e tinha 5 gatos.Opa! 5 gatos!Alert!Alert!

Tirando algumas exceções, quando uma mulher vive sozinha num apartamento e possui mais de 2 animais de estimação, a coisa pode ser realmente fucked up. Nos Estados Unidos, as chamadas “cat ladies”são muito difundidas e temidas pela sociedade norte-americana. Inclusive existe uma personagem com este nome no divertido seriado “The Simpsons”em que uma senhora aparece em momentos chaves do programa jogando gatos em cima das pessoas. Bem perturbador...

O que é realmente preocupante em relação às cat ladies é a total falta de contato com a realidade. De repente, por não terem mais relações sociais, acabam travando diálogos com felinos, comendo Whiskas de sobremesa e quando você menos espera, ela esta agachada lambendo o leite na vasilha do gato. De tempos em tempos, estas moças solitárias decidem ir pra balada e acabam cruzando seu caminho. Mas, devido ao fato de serem sorumbáticas e depressivas, acabam deixando escapar sua fixação pelo mundo felino.

Sempre pautei minhas relações com essas senhoras solitárias com muita cautela, afinal elas geralmente matam homens com picador de gelo, arrancam seu pênis e colocam no liquidificador ou simplesmente assistem ao DVD do Crepúsculo 189 vezes. As cat ladies são problemas sociais que gritam desesperadas, ou miam desesperadas, pelos cantos. Geralmente são facilmente identificadas como as síndicas de condomínios ou aquelas vizinhas que escrevem cartas anônimas para todos os moradores do prédio relatando que ouviu transas do casal do 304 na madrugada do sábado.

Aprendi que a não ser que seja Michelle Pfeiffer miando no seu cangote, saia correndo quando essas mulheres quiserem dividir um pouco desse universo particular delas, porque esse universo, com todo respeito, é só delas...


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Maravilhoso Mundo das Panelas Velhas.


Por Conrado Malaquias

Pode-se até discutir quando começa: para os freudianos, já no ventre da mãe, símbolo original de apoio, carinho e intimidade; para alguns, se dá com a figura da professorinha, ser humano intelectual e recatado, ao qual se deve máximo respeito na sala de aula, mas também ser humano que com aqueles óculos e mãos sujas de giz, serve de matéria prima para as fantasias ''after class'' mais cabeludas; para os retardatários, comeca com os gloriosos videos do já lendário MILF HUNTER.

O fato é que todo homem de bem já teve ou terá fantasias com uma mulher mais velha. Pode ser a mãe gostosa do amiguinho, a professorinha da 7 serie ou a chefe do estágio. Alguma variação dessas confere na sua lista mancebo, eu sei.

E por que? Por que nao nos contentamos em buscar uma garotinha jovem com "tudo em cima"? Elementar. Além do desafio que uma coroa com uma profissão "respeitável" representa, a falta de frescuras é um atrativo e tanto. Veja, elas ja passaram da fase em que bolsas e sapatos definiam seus principais interesses; de que provar um vestido novo era maior garantia de orgasmos do que ir a um motel com o namorado; de que ir ao cinema e tomar um sorvetinho é considerado mais digno do que uma felação em algum estacionamento obscuro da cidade.

Hoje, tudo o que elas querem é um singelo pênis para alegrar sua noites solitárias de verão. E eu estarei lá, com Sergio Reis como minha testemunha, para desempenhar este glorioso serviço. De corpo, alma e ereção.

Portanto, eis a minha homenagem para todas as coroas (todas as duas) que ja cruzaram o meu caminho e para todas que já deram uma chance para a pegação entre gerações. Essas sim, mulheres de bem que sabem o que querem. Obrigado.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Desempregado na balada.



By Leonardo Zelig


Uma generosa parcela da população brasileira enfrenta um problema que faz parte do cotidiano tupiniquim há decadas, o desemprego. Muitos falam da falta de oportunidades, outros da falta de qualificação, mas ninguém aborda o dia a dia do desempregado. Existem uma série de fatores que o desempregado tem que administrar durante sua via crúcis em busca de um emprego, como aquela sua tia querida que sempre questiona diante da sua familia inteira se você está trabalhando ou quando seu pai suspira e sussurra triste: “Você já é um homem e não trabalha...Que decepçao...”.

Irritações a parte, o desempregado ainda se aventura a ter vida social às vezes...No meu caso, frequentei alguns lugares aonde abordava a garota e depois de uma conversa banal o papo sempre direcionava para a “pergunta soco no estômago”:

-Você faz o que da vida?

Nocauteado, como o famigerado Vitor Belfort, sempre rolava aqueles milésimos de segundos aonde eu procurava no hard disc cerebral qual seria a resposta mais satisfatória para tal questionamento:

- Sou médico.
-Sou Relações Públicas.
-Sou ator e trabalho na “Malhação”.
-Sou trapezista.

Aprendi na minha modesta experiência de vida, que nesse momento você está fazendo o seu marketing pessoal pra garota. É a hora de vender o peixe, e o peixe, no caso, é você...Romário que o diga.
Falar que você é desempregado corresponde a um tiro no pé, dizer que é estudante não cola e ser evasivo só vai instigar mais ainda a guria a perguntar coisas sobre sua vida profissional (que não há). Uns aconselham a falar “Estou estudando umas propostas bacanas aí” e outros recomendam o manjado “Sou empresário”. No entanto, até os empresários estão sujos devido a maus elementos que se apoderaram da classe empresarial, vide ex-bbbs e a Geisy Arruda.

Abrir o jogo não é fácil, por isso acredito que a bebida sempre traz uma resposta criativa na ponta da língua. Daí vai desde “Sou autônomo” até “Sou baixista da banda do Jorge Vercilo”, como meu amigo Conrado Malaquias profere de vez em quando a seus alvos femininos.

Sempre me recordo do personagem hilário George Constanza, da série fenomenal “Seinfeld”, que costumava inventar para suas paqueras ou que era arquiteto ou que mexia com importação/exportação. Elas quase sempre caiam...Na balada, pra conquistar uma possível ficante, vale ser original e dar a volta por cima. O problema é quando a ficada tem potencial pra se estender para o mundo real, aí o trapezista cai do trapézio, o ator de Malhação é demitido e o empresário declara falência.

Mundo cruel esse...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Passione!

By Leonardo Zelig


O apelo italiano para as mulheres sempre foi muito difundido. A própria língua italiana é consideravelmente romântica e deveras eficiente na hora de conquistar uma dama, seja em festas, viagens ou até mesmo baladas. Vide Marcello Mastroianni e suas fenomenais investidas em Sophia Loren nos filmes hilários de Vittorio de Sica, que registrou definitivamente o matrimônio perfeito cinematográfico entre um homem e uma mulher dessa cultura fenomenal.

Pois bem, nunca fui um ás em italiano, meu conhecimento basicamente se limitava apenas a frases feitas que todo mundo sabe falar, retirada das novelas das oito da globo, como: mangia che te fa bene ou niente più. No entanto, sempre tive ouvido apurado para músicas italianas, aprendia a cantá-las sem saber o significado das palavras e expressões, era satisfatório. Munido dessa informação, resolvi bancar o italiano numa das baladas de Brasília. A abordagem italiana consiste em declamar letras de músicas de artistas como Pavarotti, Peppino di Capri e Tiziano Ferro como se na verdade você estivesse falando coisas coerentes para a menina na pista de dança.

Nesse dia em questão, avistei uma bela ragazza morena sozinha em um canto da boate e resolvi entoar os versos da canção Imbranato de Tiziano ferro, música, que à época, fazia certo sucesso no Brasil:

-Buona sera,il mio nome è Leonardo Zelig. Sono da italia...
-Ahhhh...Oi. – Fala a moça meio constrangida cheia de dúvidas.
-“ É iniziato tutto per un tuo capriccio, io non mi fidavo, era solo sesso” – falei calmamente e pausadamente, gesticulando com minhas mãos (já que falar italiano tem que necessariamente ser acompanhado de um movimento muito próprio das mãos, afinal se você prender as mãos de um italiano ele não conseguirá falar!)
-Meu filho! Eu não falo italiano não. – Fala a ragazza demonstrando ser muito simpática com pessoas “estrangeiras”.
Prossigo:
- “Ma il sesso è un’attitudine, come ilárte in genere, e forse l’ho capito e sono qui”
- Olha só. Eu não tenho paciência pra isso não. Você pode ser italiano e tal, mas eu vim dançar com as minhas amigas, ta entendendo?
- Non capisco, bella.
- Aff...Deixa pra lá...- Sai a bela ragazza “educadamente” de perto de mim.

Tentei com outras mulheres, mas a abordagem nunca era bem sucedida. Ou elas não entendiam nada e saiam de perto assustadas com o “estrangeiro” que vos fala ou elas logo percebiam a farsa de só falar letras de músicas desconexas para bancar o italianão consquistador. Va fanculo!

O italian approach pode ser mais difícil de vingar em Brasília, porque... é Brasília. Mas aconselho implementá-lo em outros lugares do Brasil, creio que para alguma gatinha terá efeito. Mas lembre-se, escolha mulheres que provavelmente não falem italiano (já que se ela falar, você será apenas um esquizofrênico falando idiotices) e escolha letras de música que não sejam clássicas ou que não sejam conhecidas do público em geral, pois se você falar os versos de Volare ou O Sole mio, por exemplo, provavelmente você será desmascarado, capisci?

Ciao!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Retrospectiva 2010

Como é de praxe no “Se ferrando na balada”, no último mês de cada ano avaliamos nossa perfomance como xavequeiros e nosso desempenho em busca de gatinhas pela noite brasiliense. O ano de 2010 foi um ano bom em geral, afinal tivemos uma experiência internacional extremamente positiva e no resto do ano fomos brindados com gordinhas desesperadas, moças desprovidas de beleza e vodka...Muita vodka.


Nosso ano se iniciou em Paris, a bela capital francesa, aonde tivemos um caso clássico de teasin’. Percorrer as ruas parisienses sendo instigado por uma dama teaser foi a experiência de Conrado Malaquias. Em Barcelona, tivemos a situação surreal de Athina e suas amigas bêbadas, que por um momento acreditamos que conseguiríamos sexo fácil em território barcelonense, ledo engano...Nos “redimimos” em Amsterdam, aonde fomos brindados com um show de sexo ao vivo estrelando Vicky, a garota das bananas. Sem contar nosso pulo na boate mais bizarra da cidade, ESCAPE.


Tivemos também o informativo post referente ao “filme-manual” de como conseguir deitar com a garota que você está afim, The Tao of Steve. As regras do TAO foram seguidas e sem dúvida alguma podem gerar bons resultados se for usado corretamente. Leonardo Zelig tentou ficar com evangélicas, mas não houve sucesso, já que nesse campo: ajoelhou, tem que rezar mesmo! Sem trocadilhos...O rapaz ainda sofreu “the tap” ao beijar a moça no cinema, foi esculhambado por uma puta em um tradicional puteiro da cidade e conviveu intensamente com uma espécie feminina cada vez mais presente nas cidades brasileiras, as concurseiras...Fechou o ano sendo recusado duplamente num programa de trainee: a empresa não o quis e, tampouco, a lutadora de Kung Fu.


Já Conrado Malaquias foi vítima de mais uma grande palhaçada feminina, dessa vez, no campo virtual. Mas logo depois redimiu-se ao interagir com uma gatinha totalmente excelente em um dos tradicionais churrascos tão bem falados neste blog...para logo depois ir ao inferno das gordinhas suadas com camisas que apoiavam seu candidato a deputado distrital. Realmente, um lugar que você leitor, não quer conhecer! Não é bonito.


Depois, Conrado se sente nostálgico e, ao relembrar a sua vida referente ao duro jogo da pegação, escreve o post sobre os níveis do mancebo atuante. Já se classificou, mancebo? Ainda nostálgico, o blog relembrou uma das histórias mais bizarras já ocorridas com um de seus membros, envolvendo criações de perfis falsos, desvio de personalidade e uma possível fantasma!


Seguimos o ano adentrando territórios não-explorados e polêmicos: ela é uma gracinha, mas o estilo com corte de cabelo joãozinho e as roupas militares te fazem pensar: Será que ela É?, e depois o Se Ferrando na Balada dá seu pitaco no eterno debate: Amizade Homem/Mulher, é possível? Leia e reflita leitor(a)!


Enfim, 2010, com experiências internacionais e mulheres, digamos, diferentes, foi um ano de exploração de novos territórios, mas sempre com o estilo Se Ferrando na Balada de ser: abordagens não ortodoxas, sempre com muito humor e com “sofisticação”...Com sorte ou sem sorte, esperamos que 2011 guarde boas experiências e bons resultados! E vocês, leitores, continuem prestigiando este canal de relacionamento, humor, bizarrices e canalhice. Prometemos que em 2011 haverá mais adjetivos safados para o "Se ferrando na balada"! Aguarde.

domingo, 7 de novembro de 2010

Kung Fu Trainee



By Leonardo Zelig

O período pós-faculdade pode ser deveras incerto quando se é despejado no mercado de trabalho sem o amparo de um contrato...de trabalho. Entre os estudos para um concurso público e outro, resolvi arriscar um programa de Trainee. O banco HSBC estava fazendo um processo seletivo e eu havia sido convocado para a penúltima etapa do processo: uma dinâmica de grupo em São Paulo.

Mala pronta, webjet e lá estou eu andando de terno pela Avenida Paulista em pleno meio dia numa sexta feira calorenta. Me dirijo ao prédio, perto da GAZETA, aonde seria realizada a dinâmica. Logo no elevador dou de cara com o ilustríssimo apresentador Milton Neves em seu horário de almoço, aceno para ele com a cabeça e subo até o décimo andar. As portas se abrem e me deparo com um extenso corredor sombrio que leva até uma produtora de eventos (local aonde ocorreria a dinâmica). Me dirijo à secretária e ela pede encarecidamente que eu sente em um dos sofás da sala de espera até chegar a hora da atividade, já que eu havia chegado com uma hora de antecedência...

Passados 30 minutos, aparece uma bela moça loira que também acaba sentando ao meu lado. Lado a lado com ela, começa a passar pela minha cabeça: “Será que nessas situações você deve virar amigo dos seus concorrentes?”, ou “Deve-se ficar na sua?Ou interagir?” e “mas, ela é tão gatinha...Será que vale um flerte?Nunca mais vou vê-la...”. Já naquela situação constrangedora de eu e ela, sem assunto, olhando pra parede branca, tento quebrar o gelo com um “small talk”:

-Você veio participar da dinâmica do HSBC? – (Pergunta retardada)

-Vim...Sou lá de Curitiba...E você?

-Sou de Brasília...Pois é,né?

-É...

-Você tá pleiteando vaga de qual curso?

-Psicologia. Quero trabalhar no Recursos Humanos.E você? - pergunta ela “demonstrando” interesse.

-Direito, área Legal do HSBC.

-Bacana!...Tá quente aqui,né? –(Quando esse comentário é proferido por qualquer pessoa em um diálogo, há grande chance da interação estar morta, o assunto “clima” deve ser abordado em último caso, quando não existe mais nenhum tema a ser trazido para o papo. Ela foi um pouco precipitada ao puxar essa budega...).

-Tá quente mesmo...

Eu, a loira e um engenheiro fomos posicionados numa salinha, COM AR CONDICIONADO, quando começou a enrolação de apresentação de cada um dos candidatos para o grupo: o que você faz da vida -Profissão - Curso - Hobbies...Me apresentei e logo em seguida a Loira contou sua história de vida, basicamente ela era psicóloga, especialista em programas de trainee (este era o 15º programa que ela participava) e professora de kung fu. Como assim? Professora de Kung fu??

Eu e ela ao longo do processo fomos aniquilados pelo “engenheiro-sabe-tudo”, que, injustamente, já estagiava no HSBC e sabia de tudo e mais um pouco sobre o banco. Nada feito para mim e para a moça...Com ares de derrota, acompanhei a lutadora de kung fu até a calçada do prédio.

-Então é isso, né? –falo eu em tom deprimido.

-Eu tô puta...Eu esperava passar nessa droga...

-Que isso!Há outros programas trainee...

-Esse é o meu 15º programa, cara!Não aguento mais!! – Ela faz gesto violento no ar com os punhos cheios de hematomas.

- Você quer dar uma volta pra espairecer?Ir na Livraria Cultura logo ali, ou no MASP comigo? – Já começa a correr um filminho em minha cabeça: eu e ela aos beijos tórridos, depois praticando sexo marcial no quarto do meu hotel na Rua Augusta.

-Não!Eu vou embora!Beijo... – Sai ela antipática destruindo qualquer possibilidade de experiência comigo nas ruas de São Paulo.

Sem contrato com o HSBC e sem a garota, terminei uma micro aventura paulistana. Valeu a experiência, mas fica a dica: saiba tudo sobre a empresa aonde quer trabalhar, seja desinibido e não crie fantasias com sua concorrente de vaga de emprego, especialmente se ela luta kung fu. Caso contrário, só vai levar porrada!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Garotas Cariocas, suingue sangue bom!



By Leonardo Zelig


Numa sexta feira brasiliense, nada mais convidativo do que se embebedar no bar mais próximo. A escolha da noite foi uma choperia no centro da cidade: GAROTA CARIOCA. Frequentado pela classe média, este bar vivencia, atualmente, grande sucesso na vida noturna da capital federal, vide suas longas e intermináveis filas.

Com um repertório esdrúxulo de djs que tocam desde "Ana Júlia" do Los Hermanos até "Fama de putona" da Tati Quebra Barraco em questão de segundos, eu e Conrado Malaquias, devidamente calibrados com um barril de chopp, resolvemos explorar o bar e ver o que as interações com as gatinhas poderiam render. Not much...

Abordamos uma ou outra garota que dançava sozinha, mas éramos sempre recepcionados com grosserias, pontapés e artilharia pesada de “affs” e “ninguém merece”. Sempre muito cortês, eu as abordava com aquele papinho: “Po, vocês estão sozinhas aí!Eu to com meu amigo aqui, bora conversar...sei lá...”. E a resposta era algo assim: “Olha só, meu filho!Nós não queremos conversar com vocês não...Não estamos interessadas”.

Meio derrotados, resolvemos voltar para a mesa, no caminho, no entanto, avistamos duas garotas encostadas na bancada do bar e que traziam na cara algo até então não encontrado na balada: sorrisos. Resolvi arriscar:

-Tudo bem com vocês?Vocês estão sozinhas aí, querem bater um papo comigo e com meu amigo?
-Tudo bem... – (ALELUIA!)
-Vocês são daqui mesmo de Brasília?São tão simpáticas...
-Não...Somoshhh cariocashhh. Viemoshhh para um Congresso aqui em Brasília, porque trabalhamoshhhh na Fiocruz.

Conversamos cerca de 20 minutos com elas, e sempre muito sorridentes e simpáticas fizemos o diálogo render. Trocamos informações e impressões sobre as diferenças abissais entre a vida noturna brasiliense e uma vida noturna de verdade na LAPA da cidade maravilhosa. Eu e Conrado, trabalhando como Wingman um do outro, tentamos direcionar a conversa para ver se rolava uma ficada:

-Mas, vocês tem namorados lá no Rio?
-Temos...Eu namoro há 5 anos e a minha amiga namora há 6 meses.
- Mas, eles deixam vocês saírem de boa,ne?
-As vezes....Eles não sabem que a gente sai de vez em quando...hihihih...Mas, não vem com esse papo não de que “você acha que eles não estão ficando com outras garotas lá no Rio,enquanto vocês estão aqui?”. Nós somos fiéis, queridos!

Mesmo, com a negativa muito clara para nós de que não iria rolar nada além de um bom papo naquela interação, tudo aquilo serviu para nos mostrar como mulheres normais de outros estados encaram de forma descontraída e digna a abordagem de nobres cavalheiros querendo socializar. As cariocas são mulheres que batem papo numa boa, sorriem, dão risadas, chiam, seduzem e são um tanto quanto charmosas. Já as brasilienses... bem, são brasilienses, com suas caras amarradas, mal amadas e desinteressadas. Até aqui, o Rio de Janeiro continua lindo!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Vicky, Cretino… AMSTERDAM!!


A volta de Denílson McLovin

Olá amigos leitores do “se ferrando na balada”! Depois de muito tempo ausente e, como não pude deixar de perceber, excluído (não sem razão, é verdade) da seção “quem somos” de nosso tão estimado blog, me arrisco a escrever sobre uma de nossas aventuras na bela cidade holandesa de Amsterdam. Consciente de que não o farei com a mesma maestria que meus colegas Zelig e Malaquias, recorro, para pelo menos igualá-los em certa medida, à analogia com o mundo dos filmes. Como vocês descobrirão mais adiante, essa história se parece com a película de Woody Allen somente pelo título e pelo fato de a história ter se passado na Europa. Porém, como bem sabem meus caros amigos e os leitores que se lembram de meus famigerados posts, não perco uma oportunidade de trocadilho.

Como já exposto anteriormente neste blog, fizemos (eu, Conrado Malaquias, Leonardo Zelig e Stanislaw Juvêncio) uma Eurotrip no começo desse ano. Como também já falado em outra história, nosso destino final, por questões logístico-físico-financeiro-biológicas, foi Amsterdam, a Disney dos maduros demais para se encantar com Mickey e sua turma e aburridos de menos para engatar um relacionamento sério e monótono que caia na rotina e tenha o sol da Toscana como destino provável de lua de mel. Vamos aos fatos...

Já na chegada à terra dos vascaínos da Europa (tri-vice campeões mundiais, ho ho ho ponto para os trocadilhos) a curiosidade tomava conta de nosso grupo. Conrado Malaquias e Leonardo Zelig se esqueceram do medo de avião que possuem e trocaram o aperto mútuo de mãos (praxe nos pousos das aeronaves) na chegada à capital holandesa por gritos histéricos que revelavam a apreensão de conhecer essa bela cidade e seus encantos que, até então, não conhecíamos pessoalmente. Depois de nos instalarmos no albergue e desviarmos das inúmeras bicicletas (lá, existem em número equivalente ao de besouros na capital federal neste momento), chegamos finalmente à famosa Red Light District. Logo de cara, constatamos que tal local é vítima de tantas calúnias e difamações como Dilma Ducheff e o seu mentor, o herói nacional Luís Inácio (pobrezinhos). Não tem nada de violento, nada de tráfico de drogas ilícitas na rua e, muito menos, só barangas nas vitrines. Muito pelo contrário, muuuuuiiiito pelo contrário. Modelos internacionais é o mínimo que posso dizer das moças.

Depois de aproximadamente 15 voltas no “circuito XXX”, o proibidão, de Amsterdam, cada uma delas justificada por 3 semanas de igrejas, museus e pontes nas demais cidades que visitamos, resolvemos assistir a um show de sexo ao vivo (sim, isso existe!!!) atendendo recomendação do primo de Zelig. Muito bem, mais 4 voltinhas para decidir em qual casa iríamos adentrar e, finalmente, escolhemos: Entramos no Casa Rosso.

A aparência era a de um teatro normal, capacidade para umas 100 pessoas, com alguns lugares no nível do palco e outros poucos numa espécie de mezanino. Como não sabíamos o que nos esperava, resolvemos começar assistindo ao show do andar de cima do teatro, mais longe do palco (“vai que voa alguma coisa em cima da gente!”, bradou sabiamente um de nossos amigos). O “show” era composto por cinco ou seis esquetes que se repetiam ininterruptamente, literalmente, nas palavras do proprietário do local quando por nós indagado sobre até quando duraria o show.

A impressão do show é que era algo muito coreografado e robotizado, o que parecia decepcionar a nós e ao público em geral. O único dos esquetes digno de nota (e que motivou esse post e serviu de pano de fundo para todo esse blá blá blá até agora) era de Vicky, a dançarina da Banana. Não exatamente pela sensualidade (Vicky perdia de dez a zero para as belas holandesas que se exibiam nas vitrines vizinhas), mas por sua dose de humor. Era basicamente assim, Vicky dançava, de biquíni e rebolando, com um chocalho em cada mão ao som de uma música que só tinha uma palavra: Banana ("Banana, paranpamparan, Banana, paranpamparan"). Depois, 3 voluntários eram chamados ao palco para comer (cada um dava uma mordida por vez) a banana que era colocada na parte mais íntima de Vicky. Lá pelo último pedaço da banana, um gorila entrava sorrateiramente no palco e enrabava, com uma banana acoplada à sua região mais íntima os voluntários, que a essa altura estavam de quatro, mordendo a banana na xoxota de Vicky. Gargalhadas, cortinas se fecham, ponto final.

Já havíamos visto duas vezes cada cena e Stanislaw Juvêncio, como de costume, estava irrequieto. Queria de qualquer forma que descêssemos para o andar de baixo do teatro ou então deveríamos ir embora. Tudo isso com a discrição de costume (em alto e bom som e, claro, em bom português). Pra quê? (lembrança do meu último post). Ao final do showzinho de nosso amigo, surge uma voz máscula como a de Ricky (não o Martin, sim o maior ídolo da história da equipe do Morumbi) na fileira atrás da nossa com a fatídica pergunta:

- Vocês são brasileiros? (Não burro! Somos croatas, mas falamos português fluentemente).

- Somos sim – respondemos, com medo de praticar a ironia acima e do que poderia nos acontecer naquela ocasião por termos nascido no país tropical.

- Ai... então (diz o senhor mexendo efusivamente as mãos) eu que fiz as coreografias do show. Vocês estão gostando?

- Claro – nos apressamos em dizer para acabar de uma vez com o diálogo constrangedor.

E assim foi. Qualquer papo que nosso amigo brasileiro quisesse puxar conosco era prontamente abafado, com receio de onde isso poderia chegar. Chegava a hora da cena de Vicky. O público já era pouco e além de um gordinho inglês (bêbado, com o perdão da redundância) ninguém mais aceitava ser um dos voluntários de Vicky. Eis que a estrela desceu do palco para ir atrás de vítimas. Nada. Nisso, o migucho brasileiro começa a gritar desesperadamente:

- Vickyyyyyy!!!!!!!!! Vickyyyyyy!!!!!!!!! Eles são brasileiros. Chama eles.

- Vai lá gente!! Vocês são muito frouxos. – Disse o coreógrafo para nós.

Era hora de ir embora...

Mais uma vez: Valeu Stanislaw!!

domingo, 10 de outubro de 2010

Gordinhas e fãs do cantor Daniel.



By Leonardo Zelig


Lá estava eu numa balada sertaneja experimentando novos ares, já que essa vida de baladas oitentistas, pubs e rockzinho não leva a nada, no máximo a um telefone ou um msn errado de uma gatinha revoltada. Pois bem, o ambiente escolhido foi a célebre Roda do Chopp, point de pessoas fissuradas em Henrick e Ruan ou Pedro Paulo e Mateus...

O ambiente amplo é composto pela pista de dança extensa, um palco e diversas mesas espalhadas. Um local notoriamente composto em massa pelo público feminino só poderia ser um ótimo contexto para colocar minhas cantadas e aproaches com vários perfis de mulheres em dia. Antes de entrar, dei uma calibrada providencial com Coca Cola Zero misturada com uma vodka que atende pelo nome de ROSKOFF (R$5,00!!!!)!!!!

Já dentro da balada, fui logo abordado por uma gordinha que papeava com meu amigo. Ela se apresentou e falou que estaria por ali com as amigas, abrindo o caminho para algo no futuro. Na pista de dança, fiz algumas tentativas em vão com uma ou duas moças solitárias que diziam estar sozinhas por opção e que queriam curtir a noite sertaneja sem homens...OK...

Devidamente embriagado, localizei a gordinha da entrada sentada numa mesa afastada e com cara de poucos amigos. Resolvi me aproximar:

-Maria!Lembra de mim??Da entrada??
-Ora, lembro sim!
-Você tá aí sentada com cara de poucos amigos...Quer uma companhia?
-Claro!Vamos dançar!!!!

Depois de dançar desastrosamente o passo “dois pra lá, dois pra cá” com Maria, exausto, convideia-a para sentarmos. Trocamos alguns beijos tórridos que foram pontuados por diálogos furados, miudezas da vida. Eis que percebi a incompatibilidade de assuntos. Como conciliar a “ficada mais demorada”quando não há nada que nos une a nao ser a boca??

Maria era uma garota que curtia sertanejo, tinha pôsteres do Daniel pregados na parede do quarto, era fã de contabilidade e falava espanhol fluentemente. Eu, por outro lado, não gosto de música sertaneja, atiro dardos e toco fogo em pôsteres do Daniel, odeio contabilidade e falo portunhol fluentemente. Com perfis tão díspares, vivenciei algo, até então, inédito em minha carreira amorosa: silêncios contrangedores durante uma ficada.

-Você curte mesmo o cantor Daniel? – Perguntei discrente.
-Curto...
(pausa)
-Por que? – Insisto.
-Ah! Não sei...Ele é muito bom...
(longa pausa)
(Pausa)
Beijo ela...
(Pausa)

Depois de beija-la e abraça-la bastante para suprir a falta de interesse mútuo um na vida do outro, resolvi me despedir dela. Em tom de chacota, fui recebido por meus amigos que não compreendiam o porquê de gastar tanto tempo ficando com uma garota roliça naquele lugar. Não me importava, a experiência de ter ficado com um perfil de mulher totalmente diferente do que estou acostumado me fez refletir: estamos nessa vida para ´aproveitar´. Além do mais, essas moças gordinhas fãs de Daniel precisam uma hora ou outra parar de beijar o cartaz do cantor pregado na parede do quarto e beijar a boca de caras reais.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A Balada do Pistoleiro.



By Leonardo Zelig


Era mais uma noite de nostalgias na festa oitentista que rolava na capital federal. Pessoas requebrando ao som de Cyndi Lauper, rapazes chegando nas gatinhas com fundo musical garantido pelo Duran Duran e eu a procura de uma jovem senhora que curtisse um mancebo de 22 anos. Como é de praxe em festas do gênero, haveria uma grande surpresa que seria revelada lá pela meia noite, no ápice da festa. Eis que sob um palco montado de forma improvisada, surge o saudoso Serginho Malandro com seu boné de pirocóptero e muita animação para entreter os trintões. Seria reproduzida no palco a “Porta dos desesperados”, antiga atração infantil do Malandro que era transmitida na emissora do homem do baú lá nos idos de 1991/92.

GLU...GLU...GLU...GLU

Ao fim da palhaçada, Sérgio convocou a todos para se dirigirem à pista de dança afim de que casais fossem formados. Uma seleção de baladas que iam de “Take my breath away”do Berlin até “Save a Prayer” do Duran Duran explodiram nos alto falantes e pessoas de rostinhos colados procederam a dança do acasalamento madrugada adentro. Eu, rapaz de 22 anos, avisto uma nobre garota, de talvez seus 36 anos, olhando fixamente para mim...Shall we dance?

Eis que já posicionado e com rosto pregado ao da garota, num timing perfeito, ecoa no ambiente a voz potente e arrepiante da Senhora Tracy Chapman:

“Sorry
Is all that you can’t say (…)”

“Baby, Can I hold you”,
hit inesquecível da cantora norte americana, começa a tocar na festa e a minha recém acompanhante cochicha ao pé do meu ouvido:

-Dancei muito ao som dessa música na minha adolescência! – Diz ela sussurrando.
-De fato...Uma bela música pra se curtir a dois. – Respondo.
-Dancei e também beijei muito ao som dessa baladinha lá em Porto Alegre.Me traz tantas lembranças... – Ela conclui demonstrando saudade daquele tempo...
-Bacana...Você beijou muito gaúcho dançando “Baby, can I hold you”, certo? Mas, já beijou algum brasiliense com fundo musical de Tracy Chapman? – Pergunto malicioso.
-Nunca... – Responde ela com sorriso malicioso.
-Quer experimentar?

“Words don’t come easily
Like sorry
Like sorry (…)”


Inevitavelmente nos beijamos. Sem frescuras ou sem preliminares, as trintonas sabem o que querem e vão direto ao ponto. Em um ambiente regado a estímulos oitentistas, de saudosimos, fiz a minha trintona se remontar à sua tenra adolescência. Pode ser que ela estivesse projetando em mim a saudade daquele tempo, da fase que não volta mais. De qualquer forma, fiquei feliz em servir de estímulo pra que ela se lembrasse de que ainda estava viva a faísca da juventude nela. A troca de experiências foi intensa, prova viva de que uma noite com Serginho Malandro e Tracy Chapman, combinação aparentemente indigesta, pode render muito mais do que você imagina...

“But you can say baby
Baby can I hold you tonight
Maybe if I’d told you the right words
At the right time
You’d be mine”

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Amizade Homem/Mulher: A Verdade (E Somente a Verdade)

Por Conrado Malaquias

Nas últimas semanas, em conversas com amigos e colegas de classe, fui ofendido, chamado de machista, imaturo e outros adjetivos desagradáveis, tudo isso porque defendia firmemente a posição de que é impossível existir uma amizade sincera entre homem e mulher.

Em meio aos muitos “que absurdo!”, “você precisa crescer” e “sinto muito que você pense assim” vindos, em sua maioria, de coleguinhas feministas cinquentonas, sabem o que eu não ouvi? Argumentações racionais e exemplos concretos que me mostrariam o contrário. E sabem por que não ouvi tais argumentações e exemplos? Porque eles seriam fracos e facilmente rebatíveis!

Como homem, solteiro e aproveitando este espaço que sempre foi sincero ao discutir assuntos relacionados aos percalços dos relacionamentos entre homens e mulheres, tentarei destrinchar aqui, pra você mulher, alguns pensamentos aleatórios envolvendo este interminável e polêmico assunto. Acompanhe.

Pra mim, a premissa-mãe que rege todas as pseudo-amizades entre seres do sexo oposto é: AMIZADE ENTRE HOMEM E MULHER SÓ É POSSÍVEL QUANDO A MULHER NÃO TEM INTERESSE NO MANCEBO.

No momento em que você, mulher, começar a mudar minimamente seu comportamento perto de seu grande “amigo”, fizer uma piadinha de duplo sentido, rir mais demoradamente de uma piada contada por ele, der aquele olhar 0.1 décimo mais demorado, mesmo que por engano, sinto muito, mas seu mancebo “amigo”, que já tinha pensamentos impróprios com você, irá tentar encontrar maneiras de torná-los realidade.

Vai começar com conversas estranhas e elogios insólitos no msn. “Você tava gata hoje ontem no bar ein!?” “Brigada, hehehe”. E depois, do nada, vai evoluir para convites para sair que você irá classificar como “nada a ver”. “E aí, bora marcar um cinema (ou lanche, sorvete...enfim, qualquer coisa mais ou menos romântica, tradicionalmente feita a dois)?” “Claro, vê aí com o pessoal que dia é melhor!”

É isso mesmo mulheres, 90% das amizades com o sexo oposto só existem porque vocês não querem pegar seus amigos! Ou vocês realmente acham que o seguinte diálogo tem alguma verossimilhança?

Marcão...tem um tempo que eu queria te falar uma coisa, to afim de você...

Julinha, você ta confundindo as coisas. A gente é só amigo!”

Dá um tempo né!?

Se esse diálogo fosse real e Marcão dispensasse a gata da Julinha assim, friamente, seriam grandes as chances de Marcão ser uma biba loka! Portanto, se você mulher, discordou de tudo que eu falei até aqui e orgulhosamente anuncia com toda a certeza que tem uma amizade masculina, muita calma e, antes, CONSIDERE SERIAMENTE A POSSIBILIDADE DO SEU “AMIGO” SER HOMOSSEXUAL. Hoje em dia, ela é cada vez mais real.

MULHER DE AMIGO MEU É HOMEM, MAS SÓ SE O AMIGO MEU FOR MUITO AMIGO MESMO. Homens verdadeiramente de bem nunca considerarão a possibilidade de mexer com ex de seus melhores amigos, mas se o mancebo for apenas um conhecido, ou um “cara que você estudou no ensino médio, faculdade, etc.”, então mulher, você não precisa nem ser ex. Você sabe do que eu estou falando, não sabe? Ao menor sinal de crise em suas relações passadas, nunca notou a quantidade de “amigos” que aparecem oferecendo um ombro...bem...amigo? Dizendo que o seu namorado não sabe apreciar o que tem? Que se ele tivesse a sorte de estar com você, ele te trataria como uma princesa? Exatamente.

ESSAS REGRAS SE APLICAM A PESSOAS DENTRO DE CERTO NÍVEL DE NORMALIDADE. Se você faz o estilo Pé Grande, pesa 200 kg, tem bafo, cecê, é estrábica ou metralhada, então é possível que você tenha um amigo de verdade. Eu sei que é cruel, mas não sou eu que faço as regras. Pelo contrário, até as considero bem filhasdaputa. Por outro lado, mulheres julgam os homens de maneira semelhante, senão pior (eu mesmo sou cheio das amigas). That's just the way it is!

Eu sei que é difícil aceitar que muitas das amizades construídas com pessoas do sexo oposto estejam apoiadas em pilares tão fracos e, mesmo que você, mulher, pergunte para o seu “amigão” sobre essas coisas e ele negue tudo, acredite: É TUDO VERDADE! Pode parecer falsidade e oportunismo da nossa parte. No fundo, preferiríamos ser sinceros, seria menos exaustivo. Mas a sociedade nos obriga a jogar o jogo, vocês com suas armas, nós, com as nossas, e a pseudo-amizade, é uma delas!

E como diria Chris Rock...you never know!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

É Preciso Trabalhar!


Por Conrado Malaquias

Um sábado a noite desses, precisava sair de casa. Eram quase 22 horas, o tempo estava passando e todos os meus amigos ou estavam bundando ou já tinham arrumado outros programas no estilo clássico de Brasília: cineminha ou barzinho. Aprecio um bom filme e uma cerveja com os amigos como qualquer pessoa de bem, mas neste sábado eu precisava de um programa, digamos, mais rock n’ roll, já que tinha acabado de entrar de férias depois de semanas estressantes na faculdade e no trabalho.

Quando já estava me preparando para assumir a derrota e fazer a triste escolha entre Playstation, Legendários e Zorra Total, eis que descubro que um amigo meu que trabalha fora estava em Brasília e tão mal-intencionado quanto eu. Este amigo, P.J, não é daqueles que eu saio sempre, mas sempre que eu saio com ele é para fazer algum programa que eu normalmente não faria.

Fomos desbravar a noite brasiliense então eu, P.J e um terceiro conhecido nosso, que possui o apelido de “Saúde”. Voltaremos a ele depois.

O programa escolhido foi o show do Bruno & Marrone, com abertura de Michel Teló (???) na Granja do Torto (Pra quem queria rock n’ roll...bem-vindos ao cerrado!). Para quem não é de Brasília, a Granja é uma espécie de mini-roça artificial aonde faz muito frio. Em certas épocas, o ambiente também funciona como “casa de shows” para artistas sertanejos.

Cheguei ao local animado, de coração aberto e pronto para conhecer esta realidade, tão popular no Goiás e no Brasil a fora, porque não!? Mas aí eu lembrei que sou um rapaz da cidade e que esta história de mato, chapéu de cowboy, cocô de boi e sofrimento de corno simplesmente não funciona pra mim. E aqui, façamos justiça: muito se fala(ou) dos emos, que são uns frescos, uns chorões. E eles são mesmo, mas em matéria de intensidade e tristeza, uma reunião de CPM22, NX Zero e Fresno é uma tarde ensolarada no parque quando comparado a ouvir Bruno & Marrone cantando “Choram as Rosas”. Sério, próximo do fim do show eu estava me sentindo um pouco deprimido com todo aquele clima...

Minha noite teria sido um desperdício total se não fosse o ocorrido envolvendo ele, O Saúde! Não me entenda mal caro leitor, em tempos em que Justin Bieber é rei, tenho orgulho de fazer parte da última geração de heterossexuais a moda antiga, porém, o cara era realmente bonito. E sabe aquelas histórias que todos nós já escutamos sobre mulheres que chegam nos caras, mas poucos de nós já presenciamos? Pois é, algo impressionante e um pouco revoltante de se presenciar.

Estávamos eu, meu amigo P.J e Saúde conversando, quando uma ninfeta de uns 18 anos, não mais do que sorrateiramente e ignorando a minha presença e a de P.J no local, interrompe a conversa, se coloca no meio da roda, agarra ás suas mãos e pede com toda a suavidade e doçura: “dança comigo?” Saúde, que não estava prestando atenção em muita coisa, com as mãos nos bolsos e aquele ar natural de descolado que esses caras tendem a ter, se faz de difícil: “mas eu não sei dançar!”

Ela responde, toda solícita: “Eu te ensino”

E então eles dançaram e depois de 5 minutos se amaram embalados pelo som de “Dormi na Praça”, “Pra não Morrer de Amor”, “Ficar por Ficar” e outros petardos do estilo bovino-romântico-roçeiro. Eu não sei você leitor, mas o máximo que eu consegui depois de dizer para uma mulher que eu não sabia dançar foi uma expressão de impaciência.

E foi assim, apenas parado ali, curtindo o show e sendo O Saúde que o rapaz fechou este negócio. Pareceu até o que costuma acontecer com...uma mulher!

Mas daí acontece uma reviravolta na trama. Depois de algum tempo de muita conversa e poucas carícias, percebo que a ninfeta começava a demonstrar sinais de insatisfação com o rapaz. Em determinado momento ela se aproxima de mim e declara: “seu amigo fala demais!” Momentos depois, ela avisa O Saúde que iria “ali” com as amigas e que já voltava.


Nunca mais foi vista.

Destaco duas coisas disso tudo. Primeiro, foi bom ver que ainda há um fio de esperança em Brasília. Existem sim mulheres sem frescuras por aqui, que sabem o que querem e vão atrás, mesmo que você tenha que ir buscá-las em um inferninho sertanejo. Segundo, impossível fugir daquele infame senso-comum “deus não dá asa pra cobra, e quando dá, tira o veneno”. A beleza foi suficiente para poupar esforços, atrair e garantir a gatinha. Mas, para mantê-las, é preciso trabalhar! Haja saúde!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Um cargo público para chamar de seu...

By Leonardo Zelig

Nos últimos tempos, tenho me deparado com uma espécie curiosa de mulheres brasilienses: as concurseiras. Ocupantes de cerca de 70% a 80% das cadeiras dos cursinhos de Brasília, lá estão elas, faça sol ou faça chuva, prestando atenção nas aulas de Regimento Interno e afins! Geralmente vivem integralmente pra estudar, andam pra lá e pra cá com Vade mecum debaixo do braço, possuem pavio curto e diante de qualquer barulho dentro da sala de aula, que não seja as competências do STF, proferem o infame shhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

Interessante notar, que num ambiente tão diversificado de cursinho (evangélicas, patricinhas, alternativas, aposentadas e MILFS), todas parecem se uniformizar nos temas de conversa, pelo menos durantes os dois meses que antecedem a prova do concurso. Então, é muito comum captar conversas desanimadoras dessas mulheres do tipo:

- Gente, vocês viram que a prova corre o risco de ser adiada? - Assustada
-Sério?? - Espantados
-Seríssimo! - Veementemente

Ou

-Ontem resolvi 1500 exercícios de constitucional! – Gaba-se a patricinha orgulhosa.
-Parabéns!!!! – Anima-se a concorrente que gostaria de vê-la enforcada.

Durante algumas aulas, pude ter a oportunidade de me aproximar dessas concurseiras xiitas para avaliar e entender o que as move. Muito sérias, parecem estar constantemente sob efeito letárgico, quase nunca brincam e a única ação/emoção que as interessa é ir na coordenação queixar-se de algum professor mequetrefe. Pergunto-me: Como essas mulheres tem prazer?

Súmulas do STJ não podem funcionar como afrodisíaco, certo? Tampouco, assistir aos programas da TV JUSTIÇA aos sábados não deveria causar orgasmos múltiplos no sexo feminino, correto?...Não deveria, mas começo a achar que há grandes chances de causar.

Certo dia presenciei uma garota queixando-se da quantidade de gente acomodada que havia no serviço público. Ela, toda animada, dizia ter interesse em desenvolver o chamado CONCURSOTERRORISMO, que consistia em explodir repartições públicas espalhadas pelo Distrito Federal para matar os servidores públicos e consequentemente abrir mais e mais vagas em concursos públicos ao longo do ano. A galera chorou de rir...Com este tipo de humor fino e catastrófico, compreendi os anseios dessas mulheres: não é um pinto ou uma bolsa Vitor Hugo que elas querem, mas sim um cargo público ( não importa a remuneração!Elas querem um cargo para chamar de seu...).

Quanto a vida social ou sexual dessas mulheres obcursianas ou vestconcursianas, notei que é nula. Já pesquei inúmeros relatos delas contando como foi abrir mão do namoro de 5 anos para fazer sexo com a apostila de 500 páginas com mais de 2500 exercícios de direito administrativo. Ou uma outra senhora que não transava há 6 meses com o marido, porque alegava que qualquer horinha de prazer perdida com seu cônjuge, podia representar um ponto a menos na prova. SCORE!!!

Que Marcão, Ricardão ou Carlão que nada! As concurseiras estão interessadas nos atributos do CESPE, no dinheiro que a Fundação Carlos Chagas vai dar pra elas fazerem compras, nas viagens para Paris que a ESAF lhes garantirá e nos orgasmos que só uma boa FUDIVERSA pode dar. Estou CERTO ou ERRADO??

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O mundo é das feias.


By Leonardo Zelig

Relembrando a minha vida amorosa, percebi que já fiquei com muitas mulheres feias. Elas são recorrentes em minha vida, e nunca achei isso algo que me incomodasse necessariamente...Quando falo de mulher feia, me refiro a mulheres que não são padrões de beleza, nem tampouco Godzilla atacando Tóquio numa manhã de Domingo. Sempre consegui identificar qualidades nas feias que me chamam a atençao, como: um charme, um jeito de olhar, uma jogada de cabelo, uma cruzada de pernas ou o bom humor.


Existe, porém, toda uma dinâmica para a mulher feia, no século XXI, conseguir sobreviver nesse mercado duro de BBBs siliconadas e afins. A concorrência é dura e dependendo do território geográfico pode ser desastroso!Perceba, uma mulher no Rio Grande do Sul que seja feia, pode ter mais dificuldade do que a mulher feia paulista.O negócio é elas saberem jogar com as ferramentas que possuem...


Comecei a notar, pelo menos em Brasilia, que mulheres feias gostam de estar acompanhadas de mulheres gatas, e estas, por sua vez, curtem a companhia de uma amiga feia. Cheguei a possível conclusão, após olhar clínico recorrente da situação, que as feias curtem andar com amigas bonitas sob o pretexto de poderem estar em lugares badalados (já que gente bonita sempre está em lugares bacanas) e pelo fato de acreditarem que pegarão a rebarba dos tocos da amiga gata. Quase sempre dá certo, já que a feiura acaba atraindo wingmen, homens com o ego destruído pela amiga bem afeiçoada e homens kamikazes...


As amigas bonitas, por sua vez, gostam de estar rodeadas de feiura, para que possam se destacar, afinal a beleza será realçada diante de pessoas desprovidas de beleza. Por exemplo, se você olhar para um trio de mulheres, andando na rua, composto por Charlize Theron, Helena Bonham Carter e Cristina Ricci, obviamente, todos identificarão na hora a belíssima Theron e só terão olhos para ela. Agora, se você vê no shopping Charlize Theron, Catherine Zetta Jones e Jennifer Connely conversando casualmente, seu cérebro funde e você fica: opa...opa...opa...A pobre Charlize estará ofuscada.


Um importante fator para as feias serem adoradas é que na maioria das vezes elas são mulheres divertidas, possuem humor ácido e cortante e personalidade bem definida, já que pelo fato de não terem sido abençoadas com a beleza, buscam compensar isso sendo inteligentes, ganhando prêmios, sendo cultas ou desenvolvendo outros aspectos da personalidade para despertar a libido masculino de alguma forma. Ou nao...


Eu, particularmente, tenho uma queda por mulheres da categoria “sexy ugly”. As mulheres “sexy ugly” são aquelas consideradas feias pela sociedade, mas que por algum fator misterioso, ou trejeitos, ou olhar ou corkyness acabam disparando um efeito no homem, no qual não se consegue achar uma razão plausível. Tenho como exemplo a divertida irmã de John Cusack, Joan Cusack, que claramente é feia, mas tem alguma coisa que faz ela ficar minimamente atraente.


Feiura e beleza, são duas armas que as mulheres podem utilizar sabiamente para o bem ou para o mal. Saiba encarar a feiura como adjetivo positivo, afinal elas são menos frescas do que as gatinhas, sabem rir, conversam sobre tudo e nunca possuem spray de pimenta pra jogar nos olhos do homem que a corteja.


Agora, a Charlize Theron...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Mistério de Dani Fusca

Por Conrado MalaquiasHá algum tempo atrás fui vítima de uma idéia vil, cruel e esquizofrênica, daquelas que só uma mulher desocupada poderia ter.
Uma “amiga”, Chiquinha, vivia comentando com Leonardo Zelig sobre como ela tinha curiosidade sobre a minha pessoa em relação às minhas atitudes com as mulheres: como eu chegava, papo, cantadas e coisas do tipo. Um dia, Chiquinha chegou para mim dizendo que uma amiga sua, que inclusive havia estudado conosco no ensino médio, era super afim de mim e havia pedido meu msn. Sem medo de ser feliz, autorizei o fornecimento de tal informação. O nome da amiga: Dani Fusca.
Dani Fusca supostamente estava morando em Goiânia no momento e cursando alguma ciência exata que agora não me recordo. Perguntei para ela porque nunca a havia visto no colégio antes, ao que ela me respondeu que era muito tímida e quase nunca saia da sala nos intervalos... Continuamos conversando, ela se mostrou muito simpática e uma bela de uma gatinha, a julgar pelas fotos que me mandava: loira, baixinha, olhos claros...tava muito fácil pra mim, logo, comecei a desconfiar.
Em uma das conversas virtuais, Dani Fusca me informava que estava vindo para Brasília e que gostaria de me ver. Passou-me seu telefone e fiquei de ligar. No dia combinado, então, liguei e qual não foi minha surpresa ao ouvir: ESTE NÚMERO NÃO EXISTE. Pois bem, fui questionar Chiquinha, que, naturalmente estava a par de toda a situação e me respondeu que Dani Fusca era muito, muito tímida e que era para eu não desistir, ter paciência com ela. Tá bom viu Chiquinha!?
Fui investigar essa história fétida. Perguntei a um colega dos tempos de ensino médio, que estudou na sala que Dani Fusca alegou pertencer, se ele se recordava de tal pessoa. “Nunca vi ou ouvi falar, e com essa descrição e com esse nome, eu me recordaria.” Muito convincente. Perguntei para mais umas três pessoas e ninguém nunca havia ouvido falar desta mulher. Um fastasma!
Até que um dia a coisa mais estranha aconteceu. Estávamos eu e Zelig estudando na biblioteca da faculdade quando passa por nós, ninguém mais ninguém menos que ela: Dani Fusca! Ou devo dizer, a mulher que aparece nas fotos que Dani Fusca me mandou. Fui relatar este interessante acontecimento para Chiquinha, que, sem se abalar e achando tudo muito normal, me diz que as duas (Chiquinha e a menina da faculdade) eram amigas e que ela é realmente muito parecida com Dani Fusca.
Sem paciência e já entendendo tudo o que havia ocorrido, preferi não entrar em conflito com Chiquinha. Poderia tê-la questionado sobre o imediato sumiço de Dani Fusca do msn. Poderia ter dito que posteriormente achei o Orkut da menina da biblioteca, amiga de Chiquinha, e que nele estavam as mesmas fotos que Dani Fusca havia me mandado. Poderia até, vejam vocês, ter entrado em contato com esta menina e avisá-la que estavam usando as fotos dela como se fossem de outra pessoa, e claro, mencionar também que sua amiga Chiquinha que havia me apresentado essa outra pessoa. Mas não senhores e senhoras, tive parcimônia e sabedoria para apenas me retirar discretamente da história deixando um telefone de ajuda profissional para Chiquinha...
Moral da história: mulheres, quando vocês forem inventar um personagem fictício e enviar fotos de uma pessoa real para infernizar a vida de algum mancebo, (sabe-se lá por qual motivo)certifiquem-se que tal pessoa não estuda na mesma faculdade que a sua vítima. =)

sábado, 5 de junho de 2010

A camuflagem feminina.

By Leonardo Zelig


Hoje não, querido, vim dançar com minhas amigas...
Tradução: “Desculpa, querido!Você é feio…Não dá...Desculpa”

Eu sou lésbica!
Tradução: "Puta que pariu!Você me causa ânsia de vômito...Saia já daqui!!"

Eu tenho namorado, querido!Não vai rolar...
Tradução:
“Garoto escroto!Você tem cara de ter pinto pequeno, ser pobre e assistir ao Faustão aos domingos!Ninguém merece...aff”

As frases acima são provenientes da dura realidade das baladas. Qualquer homem que sai na noite brasileira está sujeito a essas frases manjadas que as garotas utilizam para camuflar suas reais impressoes sobre aquele macho conveniente ou incoveniente que veio apenas trocar uma idéia.

Sempre no alto de seus saltos e com spray de pimenta estrategicamente posicionado em sua bolsa, as mulheres brasilienses proferem frases feitas montadas para dispensar os inúmeros rapazes que as abordam...Frases essas provenientes de um código de conduta passado de amiga para amiga pelo boca a boca. Dessa forma, lesbianismo, namorado no banheiro, dançar com as amigas ou estar muito gripada acabaram virando formas nacionais (ousaria dizer até internacionais) educadas de despachar o rapaz rapidamente.

A grande questão é: nós, rapazes, estaríamos preparados para a sinceridade feminina, caso elas não utilizassem formas sutis de dispensa?

O ego na balada tem de estar exposto a uma serie de ataques e confrontos quando você vai pra rua paquerar. Ele é definitivamente colocado em xeque a partir do momento que você pisa na pista de dança. E a verdade é que se você não tiver preparado para olhadas feias, cara de nojo e maozada na cara, você é um homem morto!

Por mais que saibamos que a garota nao é lesbica ou que o namorado nao foi ao banheiro ( porque ele nao existe) é de certo modo reconfortante não enfrentar as impressões sobre você vindo de uma mera desconhecida. O tão frágil ego ficaria realmente abalado após sucessivos ataques a sua beleza, ao seu nariz grande, ao seu papo ruim ou a sua falta de pegada.

No entanto, surgem também aquelas garotas com a política de não ficar em balada, seja porque nao sabe quem o rapaz beijou antes ou porque acha sem sentido ficar por ficar. Nunca saberei se esse é mais um procedimento de pé na bunda, ou se realmente há garotas genuinamente com tal postura na noite (pelo menos até pintar Brad Pitt querendo beijá-las). A conferir...

Talvez devessemos encarar essas sutilezas femininas como uma forma carinhosa de tratamento, afinal a realidade nua e crua quase sempre pode nos chocar!Como certa vez uma garota me disse:

“Vai tomar no ..., filho da puta!Acabei de ser chifrada e to com ódio de homem!Sai daqui!”

Saí de cabeça erguida a procura da próxima lésbica gripada com spray de pimenta...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Motel não é Lugar DE Comer!

Por Conrado Malaquias

Estava eu conversando estes dias com uma colega de trabalho que me contava sobre suas peripécias amorosas do fim de semana.

Ela e seu namorado de décadas haviam ganhado cortesias de um motel da cidade, uma daquelas promoções “pague 4, foda 8”, ou em linguagem de motel, “pernoitar”. Lá foram eles então aproveitar pra sair da rotina e apimentar a relação.

Foi escolhida a madrugada de domingo para a aeróbica do capeta, e de lá, o casal havia combinado que iria direto para seus respectivos trabalhos/faculdades. Portanto, teriam de ir preparados com mochilas, vestimentas apropriadas e marmita(??) pra começar a batalha da semana que se iniciava.

Depois de encerradas as atividades, banhinho tomado e devidamente vestidos, retiraram o carro da “garagem” e se dirigiram àquela infame cabine (momento interessante, pois se tiver fila, você, ao mesmo tempo em que se esconde pra não ser reconhecido(a), olha discretamente para os carros da frente e de trás esperando dar o flagra em alguém...o que, infelizmente, nunca acontece) para quitar as contas e depositar a chave do quarto. Enfim, procedimento padrão ao sair de um motel, certo? Não dessa vez...

Recepcionista invisível do motel:
- Queridos, alguém esqueceu uma marmita na geladeira do quarto, imagino que seja de vocês né? Querem que alguém venha aqui entregar?

Casal com a cara no chão imaginando a cena que seria a empregada do motel se dirigindo ao carro com uma tupperware na mão:
- Err...então...pode deixar, eu vou lá rapidinho buscar. – Voluntariou-se a metade masculina do casal.

E assim, de cabeça baixa e marmita escondida debaixo da camisa, o mancebo retorna ao carro, encerrando a aventura de um jovem casal pobre e atrapalhado de Brasília.

Motéis, com todas as suas esquisitices e particularidades já são ambientes intimidantes por natureza. Portanto, keep it simple e não seja guloso: deixe a marmita em casa, pois a refeição já é garantida.