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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

É Preciso Trabalhar!


Por Conrado Malaquias

Um sábado a noite desses, precisava sair de casa. Eram quase 22 horas, o tempo estava passando e todos os meus amigos ou estavam bundando ou já tinham arrumado outros programas no estilo clássico de Brasília: cineminha ou barzinho. Aprecio um bom filme e uma cerveja com os amigos como qualquer pessoa de bem, mas neste sábado eu precisava de um programa, digamos, mais rock n’ roll, já que tinha acabado de entrar de férias depois de semanas estressantes na faculdade e no trabalho.

Quando já estava me preparando para assumir a derrota e fazer a triste escolha entre Playstation, Legendários e Zorra Total, eis que descubro que um amigo meu que trabalha fora estava em Brasília e tão mal-intencionado quanto eu. Este amigo, P.J, não é daqueles que eu saio sempre, mas sempre que eu saio com ele é para fazer algum programa que eu normalmente não faria.

Fomos desbravar a noite brasiliense então eu, P.J e um terceiro conhecido nosso, que possui o apelido de “Saúde”. Voltaremos a ele depois.

O programa escolhido foi o show do Bruno & Marrone, com abertura de Michel Teló (???) na Granja do Torto (Pra quem queria rock n’ roll...bem-vindos ao cerrado!). Para quem não é de Brasília, a Granja é uma espécie de mini-roça artificial aonde faz muito frio. Em certas épocas, o ambiente também funciona como “casa de shows” para artistas sertanejos.

Cheguei ao local animado, de coração aberto e pronto para conhecer esta realidade, tão popular no Goiás e no Brasil a fora, porque não!? Mas aí eu lembrei que sou um rapaz da cidade e que esta história de mato, chapéu de cowboy, cocô de boi e sofrimento de corno simplesmente não funciona pra mim. E aqui, façamos justiça: muito se fala(ou) dos emos, que são uns frescos, uns chorões. E eles são mesmo, mas em matéria de intensidade e tristeza, uma reunião de CPM22, NX Zero e Fresno é uma tarde ensolarada no parque quando comparado a ouvir Bruno & Marrone cantando “Choram as Rosas”. Sério, próximo do fim do show eu estava me sentindo um pouco deprimido com todo aquele clima...

Minha noite teria sido um desperdício total se não fosse o ocorrido envolvendo ele, O Saúde! Não me entenda mal caro leitor, em tempos em que Justin Bieber é rei, tenho orgulho de fazer parte da última geração de heterossexuais a moda antiga, porém, o cara era realmente bonito. E sabe aquelas histórias que todos nós já escutamos sobre mulheres que chegam nos caras, mas poucos de nós já presenciamos? Pois é, algo impressionante e um pouco revoltante de se presenciar.

Estávamos eu, meu amigo P.J e Saúde conversando, quando uma ninfeta de uns 18 anos, não mais do que sorrateiramente e ignorando a minha presença e a de P.J no local, interrompe a conversa, se coloca no meio da roda, agarra ás suas mãos e pede com toda a suavidade e doçura: “dança comigo?” Saúde, que não estava prestando atenção em muita coisa, com as mãos nos bolsos e aquele ar natural de descolado que esses caras tendem a ter, se faz de difícil: “mas eu não sei dançar!”

Ela responde, toda solícita: “Eu te ensino”

E então eles dançaram e depois de 5 minutos se amaram embalados pelo som de “Dormi na Praça”, “Pra não Morrer de Amor”, “Ficar por Ficar” e outros petardos do estilo bovino-romântico-roçeiro. Eu não sei você leitor, mas o máximo que eu consegui depois de dizer para uma mulher que eu não sabia dançar foi uma expressão de impaciência.

E foi assim, apenas parado ali, curtindo o show e sendo O Saúde que o rapaz fechou este negócio. Pareceu até o que costuma acontecer com...uma mulher!

Mas daí acontece uma reviravolta na trama. Depois de algum tempo de muita conversa e poucas carícias, percebo que a ninfeta começava a demonstrar sinais de insatisfação com o rapaz. Em determinado momento ela se aproxima de mim e declara: “seu amigo fala demais!” Momentos depois, ela avisa O Saúde que iria “ali” com as amigas e que já voltava.


Nunca mais foi vista.

Destaco duas coisas disso tudo. Primeiro, foi bom ver que ainda há um fio de esperança em Brasília. Existem sim mulheres sem frescuras por aqui, que sabem o que querem e vão atrás, mesmo que você tenha que ir buscá-las em um inferninho sertanejo. Segundo, impossível fugir daquele infame senso-comum “deus não dá asa pra cobra, e quando dá, tira o veneno”. A beleza foi suficiente para poupar esforços, atrair e garantir a gatinha. Mas, para mantê-las, é preciso trabalhar! Haja saúde!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Mistério de Dani Fusca

Por Conrado MalaquiasHá algum tempo atrás fui vítima de uma idéia vil, cruel e esquizofrênica, daquelas que só uma mulher desocupada poderia ter.
Uma “amiga”, Chiquinha, vivia comentando com Leonardo Zelig sobre como ela tinha curiosidade sobre a minha pessoa em relação às minhas atitudes com as mulheres: como eu chegava, papo, cantadas e coisas do tipo. Um dia, Chiquinha chegou para mim dizendo que uma amiga sua, que inclusive havia estudado conosco no ensino médio, era super afim de mim e havia pedido meu msn. Sem medo de ser feliz, autorizei o fornecimento de tal informação. O nome da amiga: Dani Fusca.
Dani Fusca supostamente estava morando em Goiânia no momento e cursando alguma ciência exata que agora não me recordo. Perguntei para ela porque nunca a havia visto no colégio antes, ao que ela me respondeu que era muito tímida e quase nunca saia da sala nos intervalos... Continuamos conversando, ela se mostrou muito simpática e uma bela de uma gatinha, a julgar pelas fotos que me mandava: loira, baixinha, olhos claros...tava muito fácil pra mim, logo, comecei a desconfiar.
Em uma das conversas virtuais, Dani Fusca me informava que estava vindo para Brasília e que gostaria de me ver. Passou-me seu telefone e fiquei de ligar. No dia combinado, então, liguei e qual não foi minha surpresa ao ouvir: ESTE NÚMERO NÃO EXISTE. Pois bem, fui questionar Chiquinha, que, naturalmente estava a par de toda a situação e me respondeu que Dani Fusca era muito, muito tímida e que era para eu não desistir, ter paciência com ela. Tá bom viu Chiquinha!?
Fui investigar essa história fétida. Perguntei a um colega dos tempos de ensino médio, que estudou na sala que Dani Fusca alegou pertencer, se ele se recordava de tal pessoa. “Nunca vi ou ouvi falar, e com essa descrição e com esse nome, eu me recordaria.” Muito convincente. Perguntei para mais umas três pessoas e ninguém nunca havia ouvido falar desta mulher. Um fastasma!
Até que um dia a coisa mais estranha aconteceu. Estávamos eu e Zelig estudando na biblioteca da faculdade quando passa por nós, ninguém mais ninguém menos que ela: Dani Fusca! Ou devo dizer, a mulher que aparece nas fotos que Dani Fusca me mandou. Fui relatar este interessante acontecimento para Chiquinha, que, sem se abalar e achando tudo muito normal, me diz que as duas (Chiquinha e a menina da faculdade) eram amigas e que ela é realmente muito parecida com Dani Fusca.
Sem paciência e já entendendo tudo o que havia ocorrido, preferi não entrar em conflito com Chiquinha. Poderia tê-la questionado sobre o imediato sumiço de Dani Fusca do msn. Poderia ter dito que posteriormente achei o Orkut da menina da biblioteca, amiga de Chiquinha, e que nele estavam as mesmas fotos que Dani Fusca havia me mandado. Poderia até, vejam vocês, ter entrado em contato com esta menina e avisá-la que estavam usando as fotos dela como se fossem de outra pessoa, e claro, mencionar também que sua amiga Chiquinha que havia me apresentado essa outra pessoa. Mas não senhores e senhoras, tive parcimônia e sabedoria para apenas me retirar discretamente da história deixando um telefone de ajuda profissional para Chiquinha...
Moral da história: mulheres, quando vocês forem inventar um personagem fictício e enviar fotos de uma pessoa real para infernizar a vida de algum mancebo, (sabe-se lá por qual motivo)certifiquem-se que tal pessoa não estuda na mesma faculdade que a sua vítima. =)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Motel não é Lugar DE Comer!

Por Conrado Malaquias

Estava eu conversando estes dias com uma colega de trabalho que me contava sobre suas peripécias amorosas do fim de semana.

Ela e seu namorado de décadas haviam ganhado cortesias de um motel da cidade, uma daquelas promoções “pague 4, foda 8”, ou em linguagem de motel, “pernoitar”. Lá foram eles então aproveitar pra sair da rotina e apimentar a relação.

Foi escolhida a madrugada de domingo para a aeróbica do capeta, e de lá, o casal havia combinado que iria direto para seus respectivos trabalhos/faculdades. Portanto, teriam de ir preparados com mochilas, vestimentas apropriadas e marmita(??) pra começar a batalha da semana que se iniciava.

Depois de encerradas as atividades, banhinho tomado e devidamente vestidos, retiraram o carro da “garagem” e se dirigiram àquela infame cabine (momento interessante, pois se tiver fila, você, ao mesmo tempo em que se esconde pra não ser reconhecido(a), olha discretamente para os carros da frente e de trás esperando dar o flagra em alguém...o que, infelizmente, nunca acontece) para quitar as contas e depositar a chave do quarto. Enfim, procedimento padrão ao sair de um motel, certo? Não dessa vez...

Recepcionista invisível do motel:
- Queridos, alguém esqueceu uma marmita na geladeira do quarto, imagino que seja de vocês né? Querem que alguém venha aqui entregar?

Casal com a cara no chão imaginando a cena que seria a empregada do motel se dirigindo ao carro com uma tupperware na mão:
- Err...então...pode deixar, eu vou lá rapidinho buscar. – Voluntariou-se a metade masculina do casal.

E assim, de cabeça baixa e marmita escondida debaixo da camisa, o mancebo retorna ao carro, encerrando a aventura de um jovem casal pobre e atrapalhado de Brasília.

Motéis, com todas as suas esquisitices e particularidades já são ambientes intimidantes por natureza. Portanto, keep it simple e não seja guloso: deixe a marmita em casa, pois a refeição já é garantida.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Os 8 Níveis de um Mancebo Atuante - Qual é o seu?

Por Conrado Malaquias

Junto ao teor humorístico de nossos posts, procuramos, às vezes, adicionar um pouquinho de antropologia, traçando um perfil meio torto é verdade, do comportamento dos jovens em baladas e em outras situações, digamos mais íntimas. E a inspiração para esse post surgiu observando, primeiro, os diferentes comportamentos dos mancebos nas baladas de hoje em dia e, segundo, refletindo sobre como agíamos nas mesmas situações no passado.

Confira agora a conclusão de como um mancebo evolui, ou não, na vida.

Nível 0 – Você mancebo, começa a ter vontade de beijar e comer as menininhas, mas és tão bostinha e inapto, que tens medo de falar com mulher e quando o faz, fala sobre bandas e programas que só você escuta e assiste, dá risadinhas nervosas e envergonhadas e faz perguntas fora de hora. Em outras palavras, você é um desastre e um esquisito. Na minha geração (porque hoje essa porra ta toda bagunçada) essa fase começava lá pra 6ª, 7ª série e terminava no comecinho do ensino médio. Para alguns, é claro, essa fase só termina na faculdade e para outros nunca termina...

Nível 1 – Se você não for um completo doente, já perde aquele medinho besta de falar com mulher e até já arrisca uns approaches na baladinha sub-17. Mas porque a qualidade do seu papo ainda é ridícula e medonha, tu ainda és um bostinha e um pega ninguém que volta da balada ainda em tempo de bater aquelazinha para ‘O Perfume de Emanuelle’. Porém, dias (não muito) melhores virão...

Nível 2 – Parabéns, mancebo! Essa é a fase das suas primeiras conquistas. Sabe aquela gostosona da escola que até os professores querem comer? Pois então...esqueça! Com a sua mínima experiência atual e falta de malemolência, comece a dar atenção para as gordinhas, magricelas e esquisitinhas, pois elas serão as únicas a te dar papo. E lembre-se: elas podem não ter sido seu primeiro amor, mas podem muito bem serem responsáveis pelo seu primeiro hand job!

Nível 3 – Você já freqüenta as baladinhas e churrascos promíscuos da faculdade há algum tempo, o álcool, que já é parte integral da sua vida nessas ocasiões, fez maravilhas pelo seu desempenho. Não há sinais de timidez, você é animado e carismático e de vez em quando até rola uma gatinha...E é nessa hora que você vomita e tem de deixar a balada mais cedo e carregado, pois ainda és um juvenil que se envergonha por desconhecer limites.

Nível 4 – Estamos virando gente, mancebo! Após muito quebrar a cara e se humilhar publicamente, você adquire sofisticação! Na balada, você não mais age como o palhaço da festa, bebe só o necessário para quebrar o gelo, é mais observador, estuda os alvos antes de agir e traça estratégias junto aos mancebos amigos (wingmen) para aumentar as chances de conquista. Características de um autêntico predador...

Nível 5 – Devido a sua recém-adquirida finesse, o mundo de baladinhas pra frentex e churrascos, com todas as suas superficialidades e menininhas enjoadas, não mais te atrai como há pouco tempo atraia. Gastar dinheiro em ingressos para conhecer e interagir com mulheres não faz mais sentido por que agora o dia-a-dia virou a sua balada. Você adquiriu as ferramentas para abordar colegas no trabalho e na faculdade, mulheres em lanchonetes, shoppings, livrarias e até na sala de espera do dentista. O local é apenas um detalhe, pois agora você é quem cria a ocasião.

Uau, mancebo! Quem diria que chegaríamos tão longe! De um bostinha punheteiro a um predador de consultórios...meus parabéns! Lamento lhe informar, porém, que este é provavelmente o fim da linha para a maioria de nós, pois os últimos três níveis são alcançados apenas por homens de grandes talentos e habilidades especiais. Confira:

Nível 6 (também conhecido como nível Brasília) – Esse é o nível daqueles bravos guerreiros que conseguem ter sucesso, ou no mínimo paciência em terras de mulheres intragáveis, irritantes e enjoadas que, não são nem tão bonitas e gostosas, mas que por algum motivo se auto-intitulam DIVAS. Quando uma relação é estabelecida, cuidado: elas não querem apenas seu dinheiro e que você abandone seus amigos e família. Elas querem tudo isso e a SUA ALMA. Muitos homens bons são derrotados neste ponto do caminho...

Nível 7 (também conhecido como nível Roberto Justus) – E daí que você é um cara grosso, bobão e cheio de manias irritantes? Você é podre de rico e isso é o que importa! Não existe maior afrodisíaco para uma mulher do que chegar de carrão, causando na balada logo depois daquele jantarzinho humilde de R$ 200,00, mesmo que o provedor seja um tremendo babão com dificuldades de montar frases completas.

Nível 8 (também conhecido como nível Johnny Depp ou nível Mick Jagger) – Para chegar a este nível 99% de nós teríamos de nascer de novo...e de novo...e de novo. É mais do que bom papo, dinheiro e carrões (embora seus participantes também tenham tudo isso!). É presença, é status. Mais o mais interessante aqui é que os homens deste grupo abdicaram de suas aparências – usam roupas esquisitas, chapéus e óculos estranhos, fazem caminho de rato no cabelo, interpretam piratas fedorentos – e mesmo assim permanecem como os homens mais desejados do planeta, enquanto o mancebo do dia-a-dia, se aparecer com uma pancinha mais saliente, passa a ser imediatamente tratado como o Homem Elefante. C’est la vie...

E você leitor? Em qual nível acredita estar? Leitoras, existe algum ranking parecido para as mulheres?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Se Ferrando no Baile

Por Conrado Malaquias


Bailes de formatura são festas certamente curiosas. Gente que não vale nada se escondendo atrás de ternos, vestidos, maquiagem e chapinha, pais com sorrisos amarelos que não vêem a hora de voltar pra casa e pegar o finalzinho do Serginho Groisman (ou de Emanuelle no Espaço), bandas de qualidade questionável e a valsa, a infame valsa...hora que inevitavelmente algum convidado engraçadinho irá gritar para o amigo formando: “GOSTOSO!” , enquanto este e sua mãe caminham e sorriem de maneira envergonhada.



Nos 2 últimos bailes nos quais estive presente, pude observar todas essas características: as roupas, as sessões de fotos intermináveis, e por algum motivo desconhecido por mim, o eterno Kenny G(!!!) embalando a eterna valsa. É um ritual de passagem, e como em todo ritual, certas práticas não mudam, por mais chatas e imbecis que sejam. O que vale mesmo é encher a cara e dançar e se divertir com os amigos, como se você fosse a pessoa mais feliz do mundo, mesmo que só por uma noite.


Em Brasília, terra dos wannabe-descolados, ficam ainda mais gritantes o quão efêmeras e artificiais são toda essa alegria e estado-de-espírito-denoite-de-formatura. As meninas põem seus vestidinhos bonitos e vão requebrar seus corpinhos na pixxta - com aqueles óculos bregas e plumas coloridas - para indicar que estão se divertindo pra valer. “A NOITE É NOSSA MEEEEEGA!!!!” Porém, quando o mancebo, de terninho achando que é alguém na vida, se aproxima querendo compartilhar toda essa descontração...a agulha arranha o disco: BACK OFF! , e toda aquela desenvoltura, em uma noite que é para ser um extravasa de 4 anos de um curso que você nem queria fazer em primeiro lugar, é travada.


Oh, well...pelo menos é open bar.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Teasin' em Paris

Por Conrado Malaquias

Já apresentamos aqui diversas técnicas de rejeição usadas pelas mulheres: algumas só “vem pra dançar”, outras gostam de “regar plantinhas”, outras lidam com “fantasmas do passado” e por aí vai...

Nesta ocasião, apresentarei para vocês as famigeradas TEASERS.

O que são: Mulheres que não possuem a mínima intenção de trocar alguma interação romântica/erótica com você, no entanto, dão toda indicação do contrário.

Como agem: São exageradamente amigáveis, depois, muito contato físico desnecessário: pegadas no braço, abraços, pedem para andar de mãos dadas, começam a sugerir saídas (que nunca ocorrerão), “o que você vai fazer mais tarde?” e tudo que você diz passa a ser muito interessante e engraçado.

Como reagir: Esta é a pergunta de 1 milhão de dólares, pois, afinal, você só descobre que todos aqueles sinais foram joguinhos de uma tease no final, quando és rejeitado. Por experiência pessoal, creio que o grande lance aqui é manter a paciência e a elegância, pois como já dizia um dos reis, “only fools rush in”. Não responda diretamente aos avanços dela. Cozinhe um pouco, seja levemente distante. Se a moça em questão não for uma teaser, isso só atiçará o interesse dela. Daí, espere até ficar a sós com o alvo (ou pelo menos em algum lugar mais discreto) e feche o negócio.

Onde falhei: O cenário era a bela Paris. Ruas do Quartier Latin para ser mais exato. A tease era uma velha conhecida do Brasil e combinamos de nos encontrar. Todas as características mencionadas acima foram facilmente detectáveis: a simpatia exagerada, o contato físico desnecessário e os papos do tipo “e mais tarde?”, “vamos sair quando voltarmos para o Brasil?”
Para resumir a história, andamos por todo o Quartier Latin nesse clima de pré-pegação até o Georges Pompidou, aonde apressadamente cheguei chegando e fui rejeitado.

Erro #1 – Lugar (totalmente) inapropriado. Ok, o ambiente não estava tão lotado e estávamos em uma sala discreta, mas ainda assim...um museu??? Conrado seu estúpido!

Erro #2 – Histórico. A garota em questão já possuía certa fama de tease vinda do Brasil. Porém, orgulhoso, em negação e pensando com a cabeça de baixo, ignorei as preciosas informações que possuía e parti para o abraço, achando que “comigo esse tipo de manipulação não aconteceria”.

Erro #3 (conclusão) – Eu estava em Paris, com todas aquelas francesas lindas andando por lá e dei papo para uma brasileira...de Brasília ainda??? Eu mereço!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Céu e Inferno

Por Conrado Malaquias

Dependendo da época, cultura, religião, etc, podemos encontrar significados diversos para céu e inferno.

Para o Espiritismo “são estados de consciência”, onde “cada um tira de si mesmo o princípio de sua felicidade ou de sua desgraça”. Para os católicos, o céu “é o lugar da eterna felicidade onde habitam os justos junto de Deus” e o inferno é o lugar daqueles que se afastaram de Deus através do pecado. Para o Judaísmo, o céu - também conhecido como Jardim do Éden - é para onde vão as almas para desfrutarem dos “raios da Divina Presença”, um deleite puramente espiritual dependente do estudo de Torá e atos de bondade feitos quando elas se encontravam no corpo. O inferno seria um estágio pelo qual essas mesmas almas passam para serem purificadas.

Já para o Conradismo esses conceitos são mais simples: Céu – íntima interação com uma bela moça de barriguinha de fora e lindo sorriso. Inferno – íntima interação com uma gorda do buço suado e usando camiseta de algum deputado distrital. Com diferença de poucas horas, visitei os 2 lugares em uma das últimas baladas de 2009.

Sim, estive no céu por alguns instantes. Modéstia a parte, foi um dos meus melhores desempenhos em termos de papo, e a menina, daquelas que você não acredita que está beijando, um dos meus maiores prêmios em minha humilde carreira de pegação. Trocamos telefones, saliva e tá tudo muito bom, tudo muito bem.

Porém, repentinamente, as coisas começaram a ficar estranhas. Ela me pede licença para ir ao banheiro e aproveito para retornar aos meus amigos e me gabar sobre a recente conquista. Estamos lá bebendo, circulando pela festa, quando algum tempo depois a reencontro. “E aí, gatiiiiinha!?”, avanço com todo amor para dar...e ela recua. “Opa, como assim!?” me pergunto enquanto sua rodinha de amigas apressadamente vai para outro local. “Caramba...será que eu to cagado!?”, continuo a me questionar, incrédulo com a situação.

Sem entender porra nenhuma, encontro com uma das amigas da menina posteriormente na festa, que me conta que ela ainda estava meio abalada devido a um recente término de namoro em que supostamente foi chifrada em público pelo namorado. Bêbado, não botando nenhuma fé nessa história e achando que eu devo beijar mal demais, assumo uma postura “foda-se o mundo” e decido enfiar o pé na jaca de vez.

Bebo, bebo, digo, faço bobagens e bebo mais. Cambaleante, encontro meus amigos em uma animada conversa com 3 moças e já chego chegando. Leonardo Zelig, com uma cara de “porra, vamo embora!”, conversava com ela...2x4 de altura, suada em orifícios em que eu não pensava ser possível suar, camiseta pedindo voto para algum deputado distrital e um nome muito escroto que, surpreendentemente, não me recordo agora. Digo surpreendente porque a proposta da louca era: “Faço de tudo pra quem acertar meu nome!”

Depois de todos terem de propósito gritado nomes absurdos para não passarem nem perto de um acerto, é claro que este que vos fala, se achando um smart guy, pergunta para uma das amigas o tal nome e ganha o infame concurso. Afortunadamente, ela não cumpre a promessa de ‘fazer de tudo’ e a coisa toda fica em um...argh, beijo!

Até hoje quando estou sozinho sem fazer nada me pego pensando nesses acontecimentos e me pergunto: “Porque pai...porque!?”
Nós realmente não sabemos o que fazemos!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Uma grande palhaçada 2 - Orgulho Feminino

Por Conrado Malaquias

Conversa 1

AnJInHo DoCeee *O meu coração me diz: fundamental é ser feliz! diz:
pois é...terminei c meu namorado, to super trixti

Conrado diz:
pô,meus pêsames...

AnJiNhO DoCeEeE *O meu coração me diz: fundamental é ser feliz! diz:
ah, q nada! só me arrependo d ñ ter ficado c vx aquele dia Conradiiinho...ñ queria trair aquele babaca!

Conrado diz:
pô, acontece!

AnJiNhO DoCeEeE * O meu coração me diz: fundamental é ser feliz! diz:
mas nada impede agora! vamo xairrr...vc me liga!?

Conrado diz:
ligo sim

AnJiNhO DoCeEeE * O meu coração me diz: fundamental é ser feliz! diz:
EeEeEe...vou aguardar então viu!? beijox de chocolate!

Conversa 2

AnJinHo DoCeEeE * Elogios não me elevam, ofensas não me rebaixam, sou o que sou e não o que acham diz:
nem me ligou ein furãoooo!??

Conrado diz:
putz foi mal, fim de semestre, sabe como é né...

AnJiNhO DoCeEeE * elogios não me elevam, ofensas não me rebaixam, sou o que sou e não o que acham diz:
olha só o que vx ta perdendo, hihihi (troca foto do MSN). To deixando o cabelo crexcer, ta bonito neah!?


Conrado diz:
ta sim. Solteira agora, querendo dar uma renovada no visual né? Ta certo...

AnJiNhO DoCeEeE *elogios não me elevam, ofensas não me rebaixam, sou o que sou e não o que acham diz:
ixoooo! E qto mais longo o cabelo melhor p dar umas puxadas fortes neah!? =x hihihihi...só tenho pensado nessax coisax!

Conrado diz:
opa, ta demais ein!? hehehe

AnJiNhO DoCeEeE *elogios não me elevam, ofensas não me rebaixam, sou o que sou e não o que acham diz:
hihihih...homens! então, me liga q a gnt “conversa” mais sobre ixo,tá!?

Conrado diz:
ligo sim

AnJiNhO DoCeEe *elogios não me elevam, ofensas não me rebaixam, sou o que sou e não o que acham diz:
beijox de arco-íris!

Conversa 3

AnJiNhO DoCeEeE * O amor é como uma rosa mas para colhê-la temos de ter a coragem de enfrentar os espinhos diz:
qual é a dexculpa dexa vex ein moxinho!?hihihi

Conrado diz:
então...não gosto de ficar enrolando as pessoas, então é melhor eu te falar logo. Eu to em outra, acho q nem rola mais da gnt sair...

AnJiNhO DoCeEeE * O amor é como uma rosa mas para colhê-la temos que ter a coragem de enfrentar os espinhos diz:
como axxxim??

Conrado diz:
ahhh, vc sabe...acho q nosso tempo já passou né!?

AnJiNhO DoCeEeE * O amor é como uma rosa mas para colhê-la temos que ter a coragem de enfrentar os espinhos diz:
hihihihi, axo q vx entendeu errado moxinho,hihihi...tava te xamando pra xair na boa, como amigox,hihihi...

Conrado diz:
mas e aquele papo de puxar cabelo, de só pensar naquilo e tudo o mais?

AnJiNhO DoCeEee *O amor é como uma rosa mas para colhê-la temos que ter a coragem de enfrentar os espinhos diz:
é assim q eu falo com meus amigos, hihihi!

CONRADO ESTÁ OFFLINE
.......

É sempre muito interessante ver como as coisas funcionam do lado delas. Eu sempre aceitei meus tocos com (alguma) dignidade e honra, nunca os neguei. Mas quando as divas do cerrado são contrariadas, é engraçado ver a volta que elas dão pra mostrar que VOCÊ entendeu errado, que VOCÊ é que estava interessado e elas só queriam amizade desde o começo. Pois essa não colou viu mOxInHaAaA!??

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Encoleirado!

Por Conrado Malaquias


Não importa o quão bem-sucedido, inteligente e articulado um homem seja. Se ele entrar em um relacionamento sem ter personalidade, pulso firme e sem rever alguns conceitos e crenças sociais sobre relacionamentos, ele irá, sem dúvida alguma, ser encoleirado. Acompanhem a estória.

Há algum tempo atrás, eu e meu chefe fomos para São Paulo a trabalho. Ele é um cara brilhante, possui mestrado, é concursado, já viajou o mundo e, apesar de jovem, já se pode dizer que é bem-sucedido na carreira. Porém, ele trouxe a esposa consigo, ou seja, todas as suas conquistas são automaticamente reduzidas a nada!

Chegamos quinta em SP e voltaríamos no domingo. O trabalho iria até sexta, então teríamos todo o fim de semana livre. Ótimo, pois no sábado eu estava planejando ir ao Morumbi, apoiar o glorioso tricolor. Convidei meu chefe, que prontamente se animou de me acompanhar.

O jogo seria no sábado ás 18h30. Como não ia a São Paulo há muito tempo, pela manhã fui passear pela cidade a convite do casal. E que surpresa! Todos os lugares que visitamos, lojas que entramos e porcarias que eles compraram, panelas, colheres e enfim, coisas de cozinha, foram escolhas e vontades DELA! “Tudo bem”, pensei, “mais tarde tem futebol”.

Voltando do passeio e a caminho do hotel, presencio um dos diálogos mais constrangedores da minha vida. Meu chefe, parecendo ter a metade de sua real altura, dirige-se timidamente a esposa:

“Então Rosinha, eu e o Conrado estamos querendo ir ao jogo mais tarde, tudo bem?”

Como um pequeno Buda, senhora da situação, ela, sem dizer uma palavra, apenas olha para ele com o semblante sério, e com a cabeça, acena que não, não está tudo bem.

“É um jogo tranqüilo amor, não quer vir com a gente?”

De novo, o sutil, porém mortal movimento se repete. Meu chefe, derrotado, então dirige a palavra a mim.

“Então Conrado, a gente vai conversar e eu te dou um toque, beleza?”

Já sabendo o óbvio desfecho da situação, apenas respondo “beleza, chefe, fico no aguardo”.

....

Já estou no estádio, confortavelmente sentado, o jogo prestes a começar, quando recebo a seguinte mensagem: “Conrado, não poderei ir ao jogo. Rosinha não está se sentindo bem e não quero deixar ela só. Um abraço”.




Lamentável. Quando um cara, mesmo depois de ter satisfeito todos os fetiches consumistas de sua mulher, não tem a liberdade de relaxar em um sábado a tarde, assistindo uma bela partida de futebol, é porque algo definitivamente está errado na relação. Este é apenas um exemplo de homem encoleirado deste Brasil. Se você, caro leitor(a), conhece mais algum exemplo, ou de repente, é um exemplo, conte-nos sua experiência!




Para melhor compreensão sobre como um homem se deixa chegar a tal situação ingrata e insalubre, recomendo a apreciação de 2 excelentes e esclarecedores filmes: Eles só Pensam Naquilo (Whipped) e Mulher Infernal (Saving Silverman). São histórias bem simples e parecidas. Amanda Peet, linda e sensual, em ambos os filmes, vira de cabeça para baixo a rotina de inseparáveis amigos, encoleirando suas vítimas, por puro e sádico prazer e sem muito esforço. Suspeito que sejam obras baseadas em fatos reais!

sábado, 28 de novembro de 2009

A Incendiária

Por Conrado Malaquias

No último fim de semana estive presente no festival Natura About Us, realizado na chácara do Jockey Club em São Paulo. Tirando a chuva no final do show, o conseqüente lamaçal e a companhia de Júnior Lima na área vip, foi um dia bem interessante. O local estava lotado de mulheres bonitas, os shows foram ótimos e eu possuía uma visão privilegiada do palco. Então, sem reclamações aqui.

Durante a maior parte do evento fiquei circulando pelo local prestando meia atenção aos shows de Lenine e Jason Mraz. Quando foi anunciado que Sting, principal atração da noite e único show que verdadeiramente me interessava, estava para começar sua apresentação, procurei um lugar mais a frente do palco possível.

Como um imã para atrair loucuras, é claro que fui parar ao lado de uma mulher que usava algo parecido com um sombrero mexicano florido e gritava a plenos pulmões que iria transar com Sting! (para quem quisesse e não quisesse ouvir). Ela era bem atraente e interessante, mas diante de seu forte desejo pelo músico famoso e multimilionário que estava ali a nossa frente, calculei que minhas chances não eram muito altas e resolvi me concentrar apenas no espetáculo.

Porém, não pude deixar de notar como a moça em questão foi continuamente abordada durante todo o show por caras que usavam pequenas variações de “Beleeeeza minaaaa!? Bonito seu chapéu ein meeeu!”, os quais ela prontamente rejeitava. Lá pela 6ª abordagem, escuto ela dizendo “blá blá blá porque eu to com ele ali” apontando para minha pessoa.

- E ele luta jiu-jitsu, né amor?
- Oi?

Sozinho, a noite, em um lugar estranho e chuvoso e sob olhares hostis, não sei de onde tirei a coragem para cumprir minha função de macho alfa, colocar meus braços ao redor da moça e responder:

- É isso aí amor, jiu jitsu, claro!, intimidado e com um sorriso amarelo de canto de boca, tentando mostrar a todos que tudo não passava de uma singela brincadeirinha.

...

O show transcorreu tranquilamente, tanto pra mim quanto para a incendiária ao meu lado, que, não tendo sido mais incomodada pelos manos paulistas, assistiu a tudo com uma imensa cara de satisfação (mesmo sem ter transado com Sting!).

Despedi-me dela sem causar alvoroço e enquanto me dirigia para a saída, ainda notei que os olhares hostis estavam lá.

Tudo bem, a miss sombrero usou do artifício que possuía para não mais ser incomodada e assistir ao show em paz. Mas daí a me fazer um lutador jiu-jitsu? Não faço exatamente o tipo, se é que me entendem! O que rolou ali, creio eu, foi uma boa dose de vaidade, com ela no centro de toda a comoção, sendo cobiçada por vários machos e um pseudo-lutador de jiu-jitsu como protetor.

Fato é: mulher adora ver o circo pegar fogo, mas não foi dessa vez!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Fantasma da Ex - Parte I

Por Conrado Malaquias


Só descobri nos últimos tempos como pode ser desagradável a experiência com ex namoradas. Por mais que você evite e aja como se não se importasse mais, sempre que o contato existir, pode ter certeza, haverá faíscas, fofocas e ofensas mútuas veladas.


Apesar deste blog não ter a pretensão de dar dicas sobre nada (para isso existem milhares de outras opções), por experiência pessoal aprendi algumas coisas que podem ajudar alguém por aí.


Por exemplo, se você, homem, foi quem iniciou o processo de ruptura, siga-o até o fim. Não ligue, não mande mensagens, e se ela o fizer, seja frio e distante. E o mais importante, nunca aceite convites para "ir ali fazer um lanchinho". Poderá parecer que você é o maior escroto do mundo no momento, mais o processo de libertação dos laços afetivos será completo muito mais rápido se nenhum tipo de esperança for alimentada.


Não beba perto de sua ex. Esse é bem auto-explicativo. Você vai vê-la ficando com outro(s), emoções há muito adormecidas serão despertas e rapaz, acredite, não vai ser bonito. Poupe-se do vexame e aja com dignidade, ou seja, não faça o que eu fiz. Aguentar tudo sóbrio no momento será terrível, mas sem dúvida é melhor que a outra opção.


Conversas inocentes e amigáveis nunca mais serão inocentes e amigáveis. Não me venha com esse papo de que "tenho um ótimo relacionamento com meu ex". Sempre que um diálogo for iniciado, haverá um dedo no gatilho pronto para disparar sobre aquela menina mal-vestida que ele estava pegando na balada, sobre o pangaré atual que tem mais dinheiro do que ele tinha, ou qualquer outra coisa que vá ridicularizar o pobre infeliz. Minha sugestão aqui é, e isso exigirá muito auto-controle, seja lacônico. "Oieeee!" - "oi"...."Tudo bom com vc??"..."tudo". Aí é claro, ela começará a te insultar, dizendo o quanto você é idiota e escroto. Use desculpas como "estou cansado" ou "muito trabalho pra fazer, desculpa não te dar atenção". Faça o que fizer, evite bate-bocas. Além de serem cansativos não levam a lugar algum.


Agora, se você tiver feito tudo certinho, tiver agido com decência e classe e mesmo assim sua ex insistir em te assombrar, contra-ataque!


Continua...

domingo, 4 de outubro de 2009

Tolinhas!

Por Conrado Malaquias


Em mais uma dessas festas da vida, estava eu conversando com uma moça em seus late 20s, muito bonita, bem-humorada, inteligente, bem empregada e enfim, tudo de bom. Porém, fiquei muito surpreso quando ela me forneceu a seguinte informação:


“Sou divorciada. Fiquei casada durante 4 anos e ele me disse que era gay. Foi um choque”.
“Putz, mas 4 anos? E você não desconfiava de nada?”
“Ah, sempre achei ele meio sensível demais, mas daí pra ser gay? Nem imaginava...”


...


Situações assim parecem ficar cada vez mais comuns. A moça do começo do post ficou “apenas” 4 anos com o enrustido. Mas, segundo Leonardo Zelig, em um documentário chamado I’m Gay, (transmitido recentemente pelo canal GNT), aparecem depoimentos de casais que estavam juntos a mais de 20 anos, com filhos, vida completamente estabilizada e não mais do que de repente, ELES pediam divórcio alegando incompatibilidade sexual.


Ta certo que este é um assunto complexo, com muitas variáveis e considerações a serem feitas, porém, para evitar que este post específico vire um livro, vou me concentrar em falar apenas no lado DELAS.


O que acontece com essas mulheres? Algumas delas são muito inteligentes, esclarecidas, possuem um bom papo e lêem livros até! Então por isso não consigo acreditar naquele papo “ele era sensível, mas nunca desconfiei”. Sem contar também que seus parceiros, trendy guys e excelentes dançarinos, não costumam ser muito discretos a ponto de enganar alguém. Porém, mesmo assim, elas continuam a alegar que sempre são as últimas a descobrir!


Será que chegamos a um ponto tão superficial dos relacionamentos que um rostinho bonito e uma roupinha descolada valem mais do que sinceridade? Ou nós, homens heteros, estamos tão incompetentes, que não conseguimos fornecer o mínimo apoio emocional para nossas parceiras, a ponto delas pedirem para jogar com o time deles? (E não “no”, veja bem)


Ou seria isso apenas mais um sinal dos tempos? Tempos estes em que a virilidade de outrora, representada por Stallone, Marlon Brando e Van Damme foi substituída pela graça, leveza e ternura de Zac Efron, Justin Timberlake ou um Jonas brother qualquer. Portanto, mulher, não se revolte quando seu namoradinho perfeito, que te dá dicas sobre loções, cremes e quais as casas de depilação da cidade dão os melhores descontos, for flagrado comendo um picolézinho de carne numa tarde ensolarada de domingo. Os sinais estavam lá!


Para finalizar, gostaria de esclarecer que o Se Ferrando na Balada não possui nenhum tipo de preconceito contra a comunidade gay. Pelo contrário, como fãs de música e arte em geral, admiramos o trabalho de gênios como Freddie Mercury, Cazuza, Sir Ian McKellen e Elton John. Este último por sinal, acreditem, já foi casado com uma mulher: a alemã Renate Blauel. Eis uma declaração de Elton sobre o assunto: “Estava lá eu vivendo minha vidinha heterossexual perfeitamente normal e quando percebi, estava em um avião sendo chupado por um homem desconhecido naquele banheiro apertado”.


Quem poderia imaginar né Renate? Tolinha!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

É Bonito ser Feio!

Por Conrado Malaquias

Ah, os churrascos universitários! Grandes amigos destes blogueiros, já nos proporcionaram histórias engraçadas e bizarras. Mais uma vez, a matéria-prima para um post veio de um deles: O infame Vaca Louca, promovido pelo curso de direito da Universidade de Brasília.

Em tal evento, Leonardo Zelig se atracou, com diferença de minutos, com a mulher mais feia e a mulher mais gorda de sua vida (como ele mesmo julgou). Sucesso! E eu, se não cheguei a tanto, digamos que não estive com modelos aquele dia...

Quando relatamos os acontecimentos para amigos e chegados, obtivemos reações variadas: “ahahaha, é isso aí, churrasco é pra isso mesmo!”, “boto fé, as gordinhas também merecem amor!” até o outro extremo, “afff, tenho pena de vocês”, “nunca precisei disso, as mulheres chegam em mim”.

Este é um assunto que rende. Podemos começar nos justificando, dizendo que nossa embriaguez retardou nossa capacidade de escolha. Mas não, essa não é a intenção. Estávamos shit-faced drunk? Sim. Demos vexame? Sim. Lidamos com mulheres que a maioria de vocês não chegaria nem pra salvar a própria mãe da morte? Sim, fizemos tudo isso. Estamos aqui para encarar a questão e não fugir dela com desculpinhas pra lá de manjadas.

Poderíamos aqui também, discutir a subjetividade da beleza. “Quem ama o feio, bonito lhe parece” and all that crap! O que, apesar de ser uma discussão relevante, creio não caber neste caso, pois, sabíamos que as mulheres com quem nos relacionamos aquele dia, não eram exatamente bonitas ou possuíam os padrões de beleza geralmente requeridos...

E quem disse que para elas NÓS éramos bonitos? Aí é que está. Podemos não encontrar Brad Pitts e Angelinas Jolies todos os dias, mas certas festas, certas ocasiões nos apresentam um clima (ou seria apenas o álcool?) que nos fazem querer pegar as Helena Bonham Carters da vida. Ou em outras palavras, transformam patinhos feios em pessoas momentaneamente atraentes.

E não deveria haver arrependimento por algo feito no calor do momento, pois somos jovens e é isso que fazemos, trabalhamos com a inconseqüência. E afinal de contas, não estamos machucando ou fazendo mal a ninguém não é mesmo? Pelo contrário, como cantaram maravilhosamente bem Roland Orzabal e Curt Smith, quando agarramos uma gordinha ou quando elas agarram um “tosquinho” e aquele beijo acontece, com toda a paixão e comprometimento possível de se beijar um completo estranho, estamos sowing the seeds of Love!

Chegamos ao final do post, e a mensagem que eu espero que tenha chegado a vocês, meninos e meninas, é que não calculem demais suas ações. Compareçam ás festas promíscuas de corpo, alma e coração, encham a cara e ofereçam uma chance pelo menos para os Adrian Brodys, ou os esquisitinhos interessantes, como preferirem.

Caso no fim das contas a experiência não for satisfatória, garanto que vai render pelo menos uma bela história para compartilhar com os amigos. Pois lembrem: se a cerveja, responsável por tantos arrependimentos e ressacas literais e morais, nos ensinou alguma coisa de positivo, é que redondo é rir da vida!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Múltipla Escolha

Por Conrado Malaquias

Quem nunca na balada já se deparou com a seguinte situação: Está lá o grupinho de cocotas dançando, 4 ou 5 amigas, uma gordinha, uma com cara de “só vim pra dançar” e dois ou três alvos interessantes, carismáticos e aparentemente acessíveis...problema: qual abordar?? Como fazer “a” escolha?

Pois então...sábado à noite, dia de baladinha universitária. Clima legal, clima bacana, muita gente jovem bonita e...embriagada! The usual...ainda bem!

Festa adentro, logo o bróder que estava comigo (da maneira mais heterossexual possível) encontra três conhecidas suas: três belas moçinhas, interessantes, carismáticas e aparentemente acessíveis...o problema era que uma era melhor amiga da outra que era irmã da outra, ou seja, uma vez que o alvo fosse escolhido e atacado, as outras duas estariam automaticamente OFF LIMITS!

Antes de entrarmos nos ocorridos da noite, vejamos como se encontravam as candidatas naquele momento. Ah! Detalhe importante que ajudou a encaminhar a noitada para seus lamentáveis rumos: eu estava completamente sóbrio...

Alvo #1 – O de minha preferência. Já havia conhecido antes. Uma gracinha, super animada e o mais importante: embriagada. Já havia tomado minha óbvia decisão e quando respiro fundo para partir para o approach...é claro que ela já estava engalfinhada com outro zé! Primeiro baque da noite, mas o show tem que continuar!

Alvo #2 – Irmã mais jovem do Alvo #1. É de fora, veio a Brasília a passeio (deve ter se arrependido). Também muito simpática. O problema era que a bendita só queria dançar forró, maldito seja!

Alvo #3 – A melhor amiga. Em retrospecto, esta deveria ter sido meu alvo escolhido. Ela era bem bonitinha, não dançava forró e mora sozinha (sendo otimista, pensando no futuro)! O problema era que não parecia muito receptiva, cara de poucos amigos. Talvez fosse seu jeito, talvez não...

Enfim, cheguei na #2 com sua irmã e a melhor amiga observando tudo. Não rolou, e aquele promissor grupo se tornou condenado para mim. E o resto da festa não apresentou mais nenhuma situação promissora...Not a great night!

Lição da história: Quando uma situação semelhante se apresentar e você não souber o que fazer, pense bem, mas não pense demais. Na dúvida, ataque a bêbada!
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