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sábado, 7 de maio de 2011

Se Ferrando na Nova Zelândia

Por Conrado Malaquias

Aqui estou eu em Wellington, Nova Zelândia tentando descolar umas gatinhas estrangeiras. A experiência tem sido muito interessante, até então, pois estou tendo a oportunidade de analisar de perto as semelhanças e diferenças da cultura de balada e pegação estrangeira com a brasileira. Eis algumas das minhas observações até agora:

Levemente decepcionado com as nativas. Antes de vir pra cá, assisti a este documentário. Obviamente fiquei animado com a suposta promiscuidade da mulher kiwi. Porém, esse comportamento aparentemente não se aplica às neo-zelandesas de Wellington. Elas se vestem levadamente – decotão e saia muito, muito curta – dançam na pista como loucas, mas na hora que o mancebo vai chegar rola o tradicional: “I just wanna dance with my friends!” ou a versão inglesa do aff: “I don`t think so!” Parecem até as mulheres de...oh meu deus...BRASILIA!!! NAAAAAAAAAAAAAAO!!

Conversar pra que? Felizmente, nem tudo esté perdido. Wellington é uma cidade que tem gente do mundo todo e, digamos, o povo da Europa é muito animado. A galera vai pra pista, se esfrega um no outro até não poder mais, olha no olho e pimba! Negócio fechado. Sem conversinha, sem caô, No regrets/ Just love. Observei essa situação ocorrer pelas baladas daqui algumas vezes e, sério mesmo, nenhuma informação foi trocada: sem nomes ou perguntas como "da onde você veio?Pra onde você vai?O que você faz?", nada disso. O lado ruim dessa historia é a facilidade para espalhar DST`s, mas com isso a gente se preocupa depois!

A dificuldade do molejo brasileiro no estrangeiro. Como não é possível estar 24 horas por dia em boates barulhentas convivendo com horny européias, ás vezes você tem que abrir a boca e convencer a gatinha ali, na lábia. E ai, a coisa complica. Considero meu inglês altamente satisfatório e não tenho nenhuma dificuldade em me comunicar, porém, sinto que para esses assuntos do coração, a língua de Shakespeare pode ser muito bonita e romântica, mas não tem aquela essência safada, maliciosa da língua do MC Catra. “E ai, princesa...vamo ali?”, “Tá demais hoje em gata?”, “ô la em casa!” e outras pérolas da cafajestagem brasileira não soam tao legais quando traduzidas para o inglês. Uma pena.

Transar em inglês é muito legal! Nunca tinha nem ficado com uma estrangeira antes dessa viagem. Com a barreira linguística ja mencionada acima, estava já me entristecendo com a possibilidade dessa pequena aventura terminar sem relações sexuais envolvendo este pobre mancebo. Mas ás vezes, meus amigos e amigas, a vida sorri pra você. Conheci a gatinha por ai, conversamos, tomamos alguns drinks, ela tava na minha, eu na dela, e pronto, negócio fechado. Como todo homem de bem, sou um grande entusiasta da escola pornô de cinema, imaginem então a minha felicidade ao ouvir aqueles tao familiares “fuck me”, “right there”, “oh, that`s good” e etc. Foi legal.

Por enquanto é isso. Algumas vitórias, muitas derrotas, mas sempre seguindo em frente. A experiência está sendo válida e enriquecedora, e tenho muito a agradecer Brasilia – uma cidade de nível hard – por isso. Nenhum toco vai me fazer parar. Afinal, não é nada que eu já não tenha ouvido before! Cheers!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Greatest Hits!

By Leonardo Zelig

Assistindo pela trigésima vez ao filme Alta Fidelidade (High Fidelity), do Stephen Frears, pude relembrar o quanto somos guiados por músicas num romance ou em alguma fase da vida. O personagem Rob Gordon, interpretado como um brilhante “cool guy” por John Cusack, vive fazendo listas “TOP 5” das músicas mais importantes da sua vida, ou as músicas mais sexies para transar...Enfim, no caso do enredo do filme, acompanhamos a vida de Rob ao tentar traçar um TOP 5 das namoradas mais marcantes na vida dele, daí aparecem mulheres lindas e interessantes que vão desde Catherine Zetta Jones até Lisa Bonet.

O grande lance é que, de fato, temos manias de catalogar as coisas: as melhores músicas, os melhores filmes, os melhores beijos... A lista de cada um pode variar de forma absurdamente fascinante. No meu caso, tive grandes músicas pontuando grandes momentos, como quando eu dançei de rosto colado com uma coroa ao som de “Baby, can I hold you” da Tracey Chapman numa festa oitentista, ou quando beijei uma antiga ficante, num parque, ao som de “Love will keep us alive” do The Eagles ou, até mesmo, quando curti abraçado com minha namorada, no recente show do U2, a banda tocar “With or without you”.

Somos seres pontuados por marcos musicais. Me lembro de vários cds que queimei em meu som de tanto escutar em boas épocas da minha vida. Porra, como esquecer de “The Joshua Tree”, “Thriller” ou “Brothers in arms” rolando a noite no meu quarto ou no carro? Consigo me lembrar, claramente, que meu primeiro beijo foi ao som de Peter Gabriel, imagine!

Por isso, leitor, te desafio a montar a sua própria lista. Sinta-se livre para explorar sua memória, pra espremer as pérolas musicais que guiaram a sua vida amorosa ou algum fato importante da tua vida. Vou começar com duas listas pessoais, já manjadas, mas que podem servir de base pra vocês:

As melhores músicas “to make love”:

1- Let’s get it on – Marvin Gaye
2- Smooth Operator – Sade
3- Wicked Games – Chris Isaak
4- Woman in chains – Tears for fears featuring Oleta Adams
5- Save a prayer – Duran Duran

As melhores músicas pra se deprimir com um whisky e uma arma a tiracolo:

1 – The Scientist – Coldplay
2 – Hallelujah– Leonard Cohen
3 – Everybody hurts – REM
4 – Fake plastic trees – Radiohead
5 – Please, Please, Please let me get what I want – The Smiths