Mostrando postagens com marcador gay. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gay. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de maio de 2010

Será que Ela É?

Por Conrado Malaquias

Ah, que gatinha...rostinho lindo, corpinho show, moicano invocado, calça de soldado e....OPA! Moicano e calça de soldado? Como assim?

Sim, queridos leitores. Há alguns meses atrás me interessei por uma moça, bem bonitinha, é verdade, cujo visual dava toda indicação de que ela gostava de um pastel de cabelo. Porém, devido a nossas interações, sempre divertidas e cheias de piadinhas de duplo sentido, comecei a pensar que, talvez, ela também pudesse curtir um picolé de carne. Curioso que sou, parti pra investigar até onde iria a toca do coelho.

Geralmente, quando tal situação ocorre, é com mocinhas heterossexuais duvidosas da sexualidade do mancebo pretendido. Possíveis bibas escondem ou disfarçam melhor suas viadagens (tirando é claro, as devidas exceções), do que possíveis meninas-menino, que, ao se vestirem de lenhadoras e praticarem o ódio aos homens, não deixam margem pra dúvidas.

Esta moça, porém, era a famosa exceção da regra. Muito simpática, costumávamos conversar bastante sobre os mais diversos assuntos: faculdade, música, baladas... Eram sempre papos muito interessantes, mas ela nunca dava pistas claras sobre suas preferências (quer dizer, devido ao estado sempre crescente de seu moicano, sua preferência estava mais ou menos clara. A essa altura, me restava saber se esta preferência era ou não uma exclusividade). Eram sempre coisas vagas do tipo:

- Pois é, namorei dois anos e to na pixxxta agora,hehehe...
- Ah, é?? E...bem...tipo...vocês se falam ainda?
- Ah, a gente meio que se afastou, sabe como é né?
-Ah...e...e não deu pra manter a amizade?
- Não, não.

Durante semanas pensei em uma maneira delicada de perguntar: “Você pega homem também?”. Nada me veio. Até que finalmente a encontrei em uma festa. Não sei se fui eu ou a forte influência do álcool, mas rolou. Ela pega homens também!

Ou pegava. Semanas atrás a encontrei em outra festa e a abordei cheio de amor pra dar. Dessa vez, porém, não tive tanto sucesso: “Não rola Conrado. Agora só as gatinhas, hihihihi, desculpa!”. Não tenho como ter certeza, mas será que eu tive algo a ver com isso? Dei aquele empurrãozinho final que faltava para ela desistir dos homens pra sempre?

Enfim, conversão sexual é assunto para outro post. Sobre aventuras com moças de moicano e calças de exército, tenho duas dicas a oferecer: primeiro, certifique-se de que ela é, de fato, mulher. Segundo, não vá com tanta sede ao pote sem ter certeza de que ela gosta do que você tem pra oferecer, pois ficarás com cara de bobo quando for rejeitado por uma mulher que te deu todos os sinais que o negócio dela é o velcro. De resto, sem preconceitos e vai ser feliz!

domingo, 4 de outubro de 2009

Tolinhas!

Por Conrado Malaquias


Em mais uma dessas festas da vida, estava eu conversando com uma moça em seus late 20s, muito bonita, bem-humorada, inteligente, bem empregada e enfim, tudo de bom. Porém, fiquei muito surpreso quando ela me forneceu a seguinte informação:


“Sou divorciada. Fiquei casada durante 4 anos e ele me disse que era gay. Foi um choque”.
“Putz, mas 4 anos? E você não desconfiava de nada?”
“Ah, sempre achei ele meio sensível demais, mas daí pra ser gay? Nem imaginava...”


...


Situações assim parecem ficar cada vez mais comuns. A moça do começo do post ficou “apenas” 4 anos com o enrustido. Mas, segundo Leonardo Zelig, em um documentário chamado I’m Gay, (transmitido recentemente pelo canal GNT), aparecem depoimentos de casais que estavam juntos a mais de 20 anos, com filhos, vida completamente estabilizada e não mais do que de repente, ELES pediam divórcio alegando incompatibilidade sexual.


Ta certo que este é um assunto complexo, com muitas variáveis e considerações a serem feitas, porém, para evitar que este post específico vire um livro, vou me concentrar em falar apenas no lado DELAS.


O que acontece com essas mulheres? Algumas delas são muito inteligentes, esclarecidas, possuem um bom papo e lêem livros até! Então por isso não consigo acreditar naquele papo “ele era sensível, mas nunca desconfiei”. Sem contar também que seus parceiros, trendy guys e excelentes dançarinos, não costumam ser muito discretos a ponto de enganar alguém. Porém, mesmo assim, elas continuam a alegar que sempre são as últimas a descobrir!


Será que chegamos a um ponto tão superficial dos relacionamentos que um rostinho bonito e uma roupinha descolada valem mais do que sinceridade? Ou nós, homens heteros, estamos tão incompetentes, que não conseguimos fornecer o mínimo apoio emocional para nossas parceiras, a ponto delas pedirem para jogar com o time deles? (E não “no”, veja bem)


Ou seria isso apenas mais um sinal dos tempos? Tempos estes em que a virilidade de outrora, representada por Stallone, Marlon Brando e Van Damme foi substituída pela graça, leveza e ternura de Zac Efron, Justin Timberlake ou um Jonas brother qualquer. Portanto, mulher, não se revolte quando seu namoradinho perfeito, que te dá dicas sobre loções, cremes e quais as casas de depilação da cidade dão os melhores descontos, for flagrado comendo um picolézinho de carne numa tarde ensolarada de domingo. Os sinais estavam lá!


Para finalizar, gostaria de esclarecer que o Se Ferrando na Balada não possui nenhum tipo de preconceito contra a comunidade gay. Pelo contrário, como fãs de música e arte em geral, admiramos o trabalho de gênios como Freddie Mercury, Cazuza, Sir Ian McKellen e Elton John. Este último por sinal, acreditem, já foi casado com uma mulher: a alemã Renate Blauel. Eis uma declaração de Elton sobre o assunto: “Estava lá eu vivendo minha vidinha heterossexual perfeitamente normal e quando percebi, estava em um avião sendo chupado por um homem desconhecido naquele banheiro apertado”.


Quem poderia imaginar né Renate? Tolinha!