Em mais uma dessas festas da vida, estava eu conversando com uma moça em seus late 20s, muito bonita, bem-humorada, inteligente, bem empregada e enfim, tudo de bom. Porém, fiquei muito surpreso quando ela me forneceu a seguinte informação:
“Sou divorciada. Fiquei casada durante 4 anos e ele me disse que era gay. Foi um choque”.
“Putz, mas 4 anos? E você não desconfiava de nada?”
“Ah, sempre achei ele meio sensível demais, mas daí pra ser gay? Nem imaginava...”
...
Situações assim parecem ficar cada vez mais comuns. A moça do começo do post ficou “apenas” 4 anos com o enrustido. Mas, segundo Leonardo Zelig, em um documentário chamado I’m Gay, (transmitido recentemente pelo canal GNT), aparecem depoimentos de casais que estavam juntos a mais de 20 anos, com filhos, vida completamente estabilizada e não mais do que de repente, ELES pediam divórcio alegando incompatibilidade sexual.
Ta certo que este é um assunto complexo, com muitas variáveis e considerações a serem feitas, porém, para evitar que este post específico vire um livro, vou me concentrar em falar apenas no lado DELAS.
O que acontece com essas mulheres? Algumas delas são muito inteligentes, esclarecidas, possuem um bom papo e lêem livros até! Então por isso não consigo acreditar naquele papo “ele era sensível, mas nunca desconfiei”. Sem contar também que seus parceiros, trendy guys e excelentes dançarinos, não costumam ser muito discretos a ponto de enganar alguém. Porém, mesmo assim, elas continuam a alegar que sempre são as últimas a descobrir!
Será que chegamos a um ponto tão superficial dos relacionamentos que um rostinho bonito e uma roupinha descolada valem mais do que sinceridade? Ou nós, homens heteros, estamos tão incompetentes, que não conseguimos fornecer o mínimo apoio emocional para nossas parceiras, a ponto delas pedirem para jogar com o time deles? (E não “no”, veja bem)
Ou seria isso apenas mais um sinal dos tempos? Tempos estes em que a virilidade de outrora, representada por Stallone, Marlon Brando e Van Damme foi substituída pela graça, leveza e ternura de Zac Efron, Justin Timberlake ou um Jonas brother qualquer. Portanto, mulher, não se revolte quando seu namoradinho perfeito, que te dá dicas sobre loções, cremes e quais as casas de depilação da cidade dão os melhores descontos, for flagrado comendo um picolézinho de carne numa tarde ensolarada de domingo. Os sinais estavam lá!
Para finalizar, gostaria de esclarecer que o Se Ferrando na Balada não possui nenhum tipo de preconceito contra a comunidade gay. Pelo contrário, como fãs de música e arte em geral, admiramos o trabalho de gênios como Freddie Mercury, Cazuza, Sir Ian McKellen e Elton John. Este último por sinal, acreditem, já foi casado com uma mulher: a alemã Renate Blauel. Eis uma declaração de Elton sobre o assunto: “Estava lá eu vivendo minha vidinha heterossexual perfeitamente normal e quando percebi, estava em um avião sendo chupado por um homem desconhecido naquele banheiro apertado”.
Quem poderia imaginar né Renate? Tolinha!
