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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Céu e Inferno

Por Conrado Malaquias

Dependendo da época, cultura, religião, etc, podemos encontrar significados diversos para céu e inferno.

Para o Espiritismo “são estados de consciência”, onde “cada um tira de si mesmo o princípio de sua felicidade ou de sua desgraça”. Para os católicos, o céu “é o lugar da eterna felicidade onde habitam os justos junto de Deus” e o inferno é o lugar daqueles que se afastaram de Deus através do pecado. Para o Judaísmo, o céu - também conhecido como Jardim do Éden - é para onde vão as almas para desfrutarem dos “raios da Divina Presença”, um deleite puramente espiritual dependente do estudo de Torá e atos de bondade feitos quando elas se encontravam no corpo. O inferno seria um estágio pelo qual essas mesmas almas passam para serem purificadas.

Já para o Conradismo esses conceitos são mais simples: Céu – íntima interação com uma bela moça de barriguinha de fora e lindo sorriso. Inferno – íntima interação com uma gorda do buço suado e usando camiseta de algum deputado distrital. Com diferença de poucas horas, visitei os 2 lugares em uma das últimas baladas de 2009.

Sim, estive no céu por alguns instantes. Modéstia a parte, foi um dos meus melhores desempenhos em termos de papo, e a menina, daquelas que você não acredita que está beijando, um dos meus maiores prêmios em minha humilde carreira de pegação. Trocamos telefones, saliva e tá tudo muito bom, tudo muito bem.

Porém, repentinamente, as coisas começaram a ficar estranhas. Ela me pede licença para ir ao banheiro e aproveito para retornar aos meus amigos e me gabar sobre a recente conquista. Estamos lá bebendo, circulando pela festa, quando algum tempo depois a reencontro. E aí, gatiiiiinha!?”, avanço com todo amor para dar...e ela recua. “Opa, como assim!?” me pergunto enquanto sua rodinha de amigas apressadamente vai para outro local. “Caramba...será que eu to cagado!?”, continuo a me questionar, incrédulo com a situação.

Sem entender porra nenhuma, encontro com uma das amigas da menina posteriormente na festa, que me conta que ela ainda estava meio abalada devido a um recente término de namoro em que supostamente foi chifrada em público pelo namorado. Bêbado, não botando nenhuma fé nessa história e achando que eu devo beijar mal demais, assumo uma postura “foda-se o mundo” e decido enfiar o pé na jaca de vez.

Bebo, bebo, digo, faço bobagens e bebo mais. Cambaleante, encontro meus amigos em uma animada conversa com 3 moças e já chego chegando. Leonardo Zelig, com uma cara de “porra, vamo embora!”, conversava com ela...2x4 de altura, suada em orifícios em que eu não pensava ser possível suar, camiseta pedindo voto para algum deputado distrital e um nome muito escroto que, surpreendentemente, não me recordo agora. Digo surpreendente porque a proposta da louca era: “Faço de tudo pra quem acertar meu nome!”

Depois de todos terem de propósito gritado nomes absurdos para não passarem nem perto de um acerto, é claro que este que vos fala, se achando um smart guy, pergunta para uma das amigas o tal nome e ganha o infame concurso. Afortunadamente, ela não cumpre a promessa de ‘fazer de tudo’ e a coisa toda fica em um...argh, beijo!

Até hoje quando estou sozinho sem fazer nada me pego pensando nesses acontecimentos e me pergunto: “Porque pai...porque!?”
Nós realmente não sabemos o que fazemos!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A Vida e a Morte de Joãozinho

Por Conrado Malaquias e Leonardo Zelig






Joãozinho sempre foi um menino especial. Desde cedo começara a mostrar suas virtudes acadêmicas. Era o típico aluno ‘primeiro da classe’ e seus trabalhinhos eram constantemente elogiados pelas professoras.


Além de muito inteligente, Joãozinho também sempre foi muito simpático e carinhoso, fazendo muitos amigos em todos os lugares por que passou. Logo, devido a sua mente privilegiada e sua facilidade de fazer e cuidar dos amigos, uma clara vocação já pintava desde cedo: A medicina. E Joãozinho teria dado para um belo médico não fossem os acontecimentos do último fim de semana...


Joãozinho foi a um desses churrascos-baixaria promovidos pela universidade federal local, onde carne, farofa e vinagrete não passam de lendas de outrora. A ordem do dia era cachaça, de todos os tipos para todos os gostos. Melhor combustível para adolescentes mal-intencionados não há!


E como bebeu Joãozinho! O menino virtuoso, excelente estudante e brilhante futuro médico entornava tudo o que via pela frente sem a menor timidez ou pudor. E isso, é claro, levou a uma descontração acima do normal. Joãozinho estava falante, conversava com todos e com todAs, principalmente! E dançava, como dançava Joãozinho! Mas é claro, nenhuma alegria dura pra sempre...


Após algum tempo, um comportamento esquisito começara a aflorar: Joãozinho se escorava em árvores, murmurava coisas sem nexo e não conseguia manter sua cabeça em pé. Atenção leitor: se algum dia um amigo seu apresentar na balada UM desses três sinais, fique de olho nele. Agora, se você identificar esses TRÊS sinais ao mesmo tempo no infeliz, não hesite: IT’S GO HOME TIME!

Leonardo Zelig (quem mais?) e eu então seguimos a lei. Incapaz de controlar o movimento das próprias pernas, quem dirá o equilíbrio, Joãozinho teve de ser praticamente carregado até nosso veículo. Decidimos que Joãozinho precisava ser alimentado para recuperar a energia e vitalidade e seguimos para o McDonald’s mais próximo. Aqui, mesmo moribundo, Joãozinho mais uma vez demonstra sua personalidade bondosa: Preocupado com os outros convidados do churrasco que também deveriam estar com fome, Joãozinho ia deixando para trás uma trilha de coisas-que-eu-comi-durante-a-semana, certificando-se assim, que ninguém iria se perder no caminho! (reposição de líquido já pra esse menino!)


Ok. Lanchamos e fomos deixar Joãozinho em casa, pensando que nossa aventura iria finalmente encontrar um desfecho tranqüilo, apesar de tudo. Como desgraça pouca é bobagem, acompanhe com Leonardo Zelig o relato sobre a parte final de nossa memorável noite:


Quando seu amigo está a um passo do coma alcoólico, deve-se certificar que ele chegará seguro em sua casa. Dessa forma, subi as escadas do prédio com Joãozinho e ao colocar a chave na fechadura de seu apartamento ouvi um grande alvoroço vindo de seu lar...Era uma festa de família...que dia para Joãozinho escolheu para beber,cair e levantar!!!


Eis que nos sentamos na escada do andar de seu bloco e ligamos para sua irmã sair de casa e dar um apoio psicológico ou mesmo uma saída para fazer o pequeno João atravessar a sala e chegar em seu quarto sem notarem seu visual “fim de festa”. Como num filme de Ben Stiller ou qualquer besteirol americano, junto com a irmã de Joãozinho, aparecem a mãe, o pai, o tio, o padre...


-O que esta acontecendo por aqui???
-Meuuuuuuu Deuusss!Joãozinho!
(familiares com as mãos na boca)


É interessante quando sua mãe, enfim, descobre que o filhinho dela bebe (e como bebeu!). É um divisor de águas! A perda da inocência.


Tudo se resolveu após justificativas evasivas diante de um porre, como: “eu estava de estômago vazio, isso acontece!” ou “É normal! Eu apenas tomei duas caipirinhas”. Sempre tentamos tratar o evento como algo comum. Not as bad as it looks!


Fica a lição! Joãozinho pode e deve beber o quanto quiser, mas sempre se certifique de que festas de família não estarão ocorrendo quando você chegar destroçado em casa...Sua integridade pode ficar manchada...de Vodka!!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Frankie goes to Hollywood!


By Leonardo Zelig.


Festas oitentistas sempre são divertidas, afinal é um momento no qual você pode se lembrar de como as coisas eram mais inocentes e divertidas com uma boa dose de nostalgia.O cenário kitsch propõe uma noite de curtição ao som de Hall and Oates e Huey Lewis and the news, nos telões cenas dos smurfs e sempre há a aparição surpresa de um ídolo oitentista, que no caso eram 2: KID VINIL E NASI.

Ambiente caracterizado, cabe analisar o seleto público da festa: moças de seus 30 e poucos anos, muitas vezes encalhadas, e casais. Confesso que eu e meus amigos fomos concebidos no final da década de oitenta, eu, particularmente, no ano de 86 – grande ano de Ferris Buller! Com o descompasso de idade dos jovens atacantes sedutores, em relação às gatas brasilienses originárias de final dos anos 70, tudo torna-se mais difícil...O nível do approach se eleva e não há muita enrolação!

Eis que estou lá breaking down com “thriller” e, logo, identifico uma loira mais velha na varanda da festa...sozinha...eu abordo:

-Tudo bem?
-Tuuuudo! – responde ela carinhosamente.
-Eu, aqui, dançando Michael Jackson e você parada?
-É!Eu estou cansada...Dancei muito já!
-Sério?E qual é seu nome?
-Kelly Mcgillis!Prazer!
-Prazer, Kelly!Meu nome é Zelig. Leonardo Zelig.
-E o que que você faz da vida? – (pergunta difícil para um universitário desempregado responder para uma trintona já estabelecida)
-Eu estudo Direito...sou universitário! E você? – pergunto receoso.
-Sou psicóloga! Tenho meu próprio consultório...

Neste momento, tudo fica tenso, já que você não pode competir economicamente e nem profissionalmente com a mulher. Para tentar conquistar a moça, você deve concentrar num papo cabeça, mais voltado pra maturidade...Tento:

-Sabe...eu estava reparando e você me pareceu ser psicóloga mesmo. Eu pude identificar um olhar clínico seu em relação à multidão.Você parecia examinar as interações alheias... – Indago Kelly acionando meu módulo psicólogo.

-É verdade, querido! Que astuto! Você parece ser um rapaz subjetivo e observador!

-Subjetivo! Sou mesmo...hehe...adoro o subjetivismo de uma relação...a complexidade...

-hahaha...sem dúvida! Que pena que estamos separados por uma década de experiência...senão poderíamos até dar certo!

-Ora! Só temos a ganhar com essa década de diferença...Não?

Eventualmente elas sempre dizem o que virá a seguir...

-Não, querido. Você é muito jovem para mim...um beijo! – Sai a dama acompanhada de sua amiga.

THE MAGIC ENDS...

A interação com mulheres mais velhas e estas associadas com a profissão de psicologia quadriplica o desafio da noite. Tentar conquistar uma mulher desse nível exige conversa refinada e total controle de seus hormônios. Eu tento criar uma persona meio inspirada em Frank Sinatra, seguro e sofisticado, mas nem sempre as mulheres compram a idéia, já que eventualmente sempre solto uma cachorrada que destrói tudo.

Bem, é o preço a se pagar por ser subjetivo demais.