Mostrando postagens com marcador europa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador europa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de março de 2010

Teasin' em Paris

Por Conrado Malaquias

Já apresentamos aqui diversas técnicas de rejeição usadas pelas mulheres: algumas só “vem pra dançar”, outras gostam de “regar plantinhas”, outras lidam com “fantasmas do passado” e por aí vai...

Nesta ocasião, apresentarei para vocês as famigeradas TEASERS.

O que são: Mulheres que não possuem a mínima intenção de trocar alguma interação romântica/erótica com você, no entanto, dão toda indicação do contrário.

Como agem: São exageradamente amigáveis, depois, muito contato físico desnecessário: pegadas no braço, abraços, pedem para andar de mãos dadas, começam a sugerir saídas (que nunca ocorrerão), “o que você vai fazer mais tarde?” e tudo que você diz passa a ser muito interessante e engraçado.

Como reagir: Esta é a pergunta de 1 milhão de dólares, pois, afinal, você só descobre que todos aqueles sinais foram joguinhos de uma tease no final, quando és rejeitado. Por experiência pessoal, creio que o grande lance aqui é manter a paciência e a elegância, pois como já dizia um dos reis, “only fools rush in”. Não responda diretamente aos avanços dela. Cozinhe um pouco, seja levemente distante. Se a moça em questão não for uma teaser, isso só atiçará o interesse dela. Daí, espere até ficar a sós com o alvo (ou pelo menos em algum lugar mais discreto) e feche o negócio.

Onde falhei: O cenário era a bela Paris. Ruas do Quartier Latin para ser mais exato. A tease era uma velha conhecida do Brasil e combinamos de nos encontrar. Todas as características mencionadas acima foram facilmente detectáveis: a simpatia exagerada, o contato físico desnecessário e os papos do tipo “e mais tarde?”, “vamos sair quando voltarmos para o Brasil?”
Para resumir a história, andamos por todo o Quartier Latin nesse clima de pré-pegação até o Georges Pompidou, aonde apressadamente cheguei chegando e fui rejeitado.

Erro #1 – Lugar (totalmente) inapropriado. Ok, o ambiente não estava tão lotado e estávamos em uma sala discreta, mas ainda assim...um museu??? Conrado seu estúpido!

Erro #2 – Histórico. A garota em questão já possuía certa fama de tease vinda do Brasil. Porém, orgulhoso, em negação e pensando com a cabeça de baixo, ignorei as preciosas informações que possuía e parti para o abraço, achando que “comigo esse tipo de manipulação não aconteceria”.

Erro #3 (conclusão) – Eu estava em Paris, com todas aquelas francesas lindas andando por lá e dei papo para uma brasileira...de Brasília ainda??? Eu mereço!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Escape em Amsterdam!

By Leonardo Zelig

Ir em baladas no Brasil é sempre divertido! Há a espontaneidade brasileira, as danças costumazes, ficadas salientes e tudo o que há de melhor na noite brasileira ou não. Ao fazer um mochilão pela Europa, é inevitável além de conhecer o Coliseu, a Torre Eiffel ou o Big Ben, conhecer o que a noite européia tem a oferecer...A cidade escolhida foi Amsterdam.

Aparentemente, a boate cool da cidade holandesa é a “Escape”, gigantesca, com dois djs, vários ambientes e capacidade para mais de mil pessoas. Eu e meus amigos mochileiros decidimos escapar da realidade num típico Domingo a noite holandes. Eis que adentramos o recinto. Inicialmente você percebe a grandiosidade do lugar com seus efeitos especiais de luzes, pessoas de perna de pau dançando na pista e músicas escolhidas a dedo para potencializar o mood da casa.

Com o passar das horas a coisa foi ficando assustadora. Senhoras quarentonas fazendo a dança do robô, membros da comunidade nipônica gay assustando os clientes inofensivos e duas garotas holandesas que infernizavam a todos, passavam a mão nos homens, se insinuavam, para quando o macho idiota se aproximar levar um:
- NO...DON’T TOUCH ME....

Depois de algumas priceless hours naquela boate, pude perceber como uma cultura diferente tem sua identidade própria na pista de dança e nas interações sociais. Não havia homens xavecando, mulheres descendo ate o chão ou a infame desculpa feminina: “Desculpa! Eu so vim dançar com minhas amigas”. Primeiro, em boates na Europa você tem um microcosmo da globalização, uma vez que há gente de diversos países Segundo, a língua que permite transitar nessa babel absurda é o inglês! Leitores, tá ai uma tarefa que os desafio a tentarem: xavecar em inglês! Como passar a malemolência sedutora, as piadinhas safadas ou a sagacidade do xavequeiro utilizando a língua inglesa? Reflitam...

Ficou a impressão que holandeses dançam de forma assustadora, que suas boates parecem cenários provenientes de Blade Runner e seus frequentadores figurantes do filme “O quinto elemento”, com menção honrosa para o japonês que parecia “Chucky - O Boneco Assassino” meets “Edward-Mãos-de-Tesoura” dançando de forma provocante...Vade retro!

Ou como diria em bom holandes:

God verdedigen me!