domingo, 16 de janeiro de 2011

Retrospectiva 2010

Como é de praxe no “Se ferrando na balada”, no último mês de cada ano avaliamos nossa perfomance como xavequeiros e nosso desempenho em busca de gatinhas pela noite brasiliense. O ano de 2010 foi um ano bom em geral, afinal tivemos uma experiência internacional extremamente positiva e no resto do ano fomos brindados com gordinhas desesperadas, moças desprovidas de beleza e vodka...Muita vodka.


Nosso ano se iniciou em Paris, a bela capital francesa, aonde tivemos um caso clássico de teasin’. Percorrer as ruas parisienses sendo instigado por uma dama teaser foi a experiência de Conrado Malaquias. Em Barcelona, tivemos a situação surreal de Athina e suas amigas bêbadas, que por um momento acreditamos que conseguiríamos sexo fácil em território barcelonense, ledo engano...Nos “redimimos” em Amsterdam, aonde fomos brindados com um show de sexo ao vivo estrelando Vicky, a garota das bananas. Sem contar nosso pulo na boate mais bizarra da cidade, ESCAPE.


Tivemos também o informativo post referente ao “filme-manual” de como conseguir deitar com a garota que você está afim, The Tao of Steve. As regras do TAO foram seguidas e sem dúvida alguma podem gerar bons resultados se for usado corretamente. Leonardo Zelig tentou ficar com evangélicas, mas não houve sucesso, já que nesse campo: ajoelhou, tem que rezar mesmo! Sem trocadilhos...O rapaz ainda sofreu “the tap” ao beijar a moça no cinema, foi esculhambado por uma puta em um tradicional puteiro da cidade e conviveu intensamente com uma espécie feminina cada vez mais presente nas cidades brasileiras, as concurseiras...Fechou o ano sendo recusado duplamente num programa de trainee: a empresa não o quis e, tampouco, a lutadora de Kung Fu.


Já Conrado Malaquias foi vítima de mais uma grande palhaçada feminina, dessa vez, no campo virtual. Mas logo depois redimiu-se ao interagir com uma gatinha totalmente excelente em um dos tradicionais churrascos tão bem falados neste blog...para logo depois ir ao inferno das gordinhas suadas com camisas que apoiavam seu candidato a deputado distrital. Realmente, um lugar que você leitor, não quer conhecer! Não é bonito.


Depois, Conrado se sente nostálgico e, ao relembrar a sua vida referente ao duro jogo da pegação, escreve o post sobre os níveis do mancebo atuante. Já se classificou, mancebo? Ainda nostálgico, o blog relembrou uma das histórias mais bizarras já ocorridas com um de seus membros, envolvendo criações de perfis falsos, desvio de personalidade e uma possível fantasma!


Seguimos o ano adentrando territórios não-explorados e polêmicos: ela é uma gracinha, mas o estilo com corte de cabelo joãozinho e as roupas militares te fazem pensar: Será que ela É?, e depois o Se Ferrando na Balada dá seu pitaco no eterno debate: Amizade Homem/Mulher, é possível? Leia e reflita leitor(a)!


Enfim, 2010, com experiências internacionais e mulheres, digamos, diferentes, foi um ano de exploração de novos territórios, mas sempre com o estilo Se Ferrando na Balada de ser: abordagens não ortodoxas, sempre com muito humor e com “sofisticação”...Com sorte ou sem sorte, esperamos que 2011 guarde boas experiências e bons resultados! E vocês, leitores, continuem prestigiando este canal de relacionamento, humor, bizarrices e canalhice. Prometemos que em 2011 haverá mais adjetivos safados para o "Se ferrando na balada"! Aguarde.

domingo, 7 de novembro de 2010

Kung Fu Trainee



By Leonardo Zelig

O período pós-faculdade pode ser deveras incerto quando se é despejado no mercado de trabalho sem o amparo de um contrato...de trabalho. Entre os estudos para um concurso público e outro, resolvi arriscar um programa de Trainee. O banco HSBC estava fazendo um processo seletivo e eu havia sido convocado para a penúltima etapa do processo: uma dinâmica de grupo em São Paulo.

Mala pronta, webjet e lá estou eu andando de terno pela Avenida Paulista em pleno meio dia numa sexta feira calorenta. Me dirijo ao prédio, perto da GAZETA, aonde seria realizada a dinâmica. Logo no elevador dou de cara com o ilustríssimo apresentador Milton Neves em seu horário de almoço, aceno para ele com a cabeça e subo até o décimo andar. As portas se abrem e me deparo com um extenso corredor sombrio que leva até uma produtora de eventos (local aonde ocorreria a dinâmica). Me dirijo à secretária e ela pede encarecidamente que eu sente em um dos sofás da sala de espera até chegar a hora da atividade, já que eu havia chegado com uma hora de antecedência...

Passados 30 minutos, aparece uma bela moça loira que também acaba sentando ao meu lado. Lado a lado com ela, começa a passar pela minha cabeça: “Será que nessas situações você deve virar amigo dos seus concorrentes?”, ou “Deve-se ficar na sua?Ou interagir?” e “mas, ela é tão gatinha...Será que vale um flerte?Nunca mais vou vê-la...”. Já naquela situação constrangedora de eu e ela, sem assunto, olhando pra parede branca, tento quebrar o gelo com um “small talk”:

-Você veio participar da dinâmica do HSBC? – (Pergunta retardada)

-Vim...Sou lá de Curitiba...E você?

-Sou de Brasília...Pois é,né?

-É...

-Você tá pleiteando vaga de qual curso?

-Psicologia. Quero trabalhar no Recursos Humanos.E você? - pergunta ela “demonstrando” interesse.

-Direito, área Legal do HSBC.

-Bacana!...Tá quente aqui,né? –(Quando esse comentário é proferido por qualquer pessoa em um diálogo, há grande chance da interação estar morta, o assunto “clima” deve ser abordado em último caso, quando não existe mais nenhum tema a ser trazido para o papo. Ela foi um pouco precipitada ao puxar essa budega...).

-Tá quente mesmo...

Eu, a loira e um engenheiro fomos posicionados numa salinha, COM AR CONDICIONADO, quando começou a enrolação de apresentação de cada um dos candidatos para o grupo: o que você faz da vida -Profissão - Curso - Hobbies...Me apresentei e logo em seguida a Loira contou sua história de vida, basicamente ela era psicóloga, especialista em programas de trainee (este era o 15º programa que ela participava) e professora de kung fu. Como assim? Professora de Kung fu??

Eu e ela ao longo do processo fomos aniquilados pelo “engenheiro-sabe-tudo”, que, injustamente, já estagiava no HSBC e sabia de tudo e mais um pouco sobre o banco. Nada feito para mim e para a moça...Com ares de derrota, acompanhei a lutadora de kung fu até a calçada do prédio.

-Então é isso, né? –falo eu em tom deprimido.

-Eu tô puta...Eu esperava passar nessa droga...

-Que isso!Há outros programas trainee...

-Esse é o meu 15º programa, cara!Não aguento mais!! – Ela faz gesto violento no ar com os punhos cheios de hematomas.

- Você quer dar uma volta pra espairecer?Ir na Livraria Cultura logo ali, ou no MASP comigo? – Já começa a correr um filminho em minha cabeça: eu e ela aos beijos tórridos, depois praticando sexo marcial no quarto do meu hotel na Rua Augusta.

-Não!Eu vou embora!Beijo... – Sai ela antipática destruindo qualquer possibilidade de experiência comigo nas ruas de São Paulo.

Sem contrato com o HSBC e sem a garota, terminei uma micro aventura paulistana. Valeu a experiência, mas fica a dica: saiba tudo sobre a empresa aonde quer trabalhar, seja desinibido e não crie fantasias com sua concorrente de vaga de emprego, especialmente se ela luta kung fu. Caso contrário, só vai levar porrada!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Garotas Cariocas, suingue sangue bom!



By Leonardo Zelig


Numa sexta feira brasiliense, nada mais convidativo do que se embebedar no bar mais próximo. A escolha da noite foi uma choperia no centro da cidade: GAROTA CARIOCA. Frequentado pela classe média, este bar vivencia, atualmente, grande sucesso na vida noturna da capital federal, vide suas longas e intermináveis filas.

Com um repertório esdrúxulo de djs que tocam desde "Ana Júlia" do Los Hermanos até "Fama de putona" da Tati Quebra Barraco em questão de segundos, eu e Conrado Malaquias, devidamente calibrados com um barril de chopp, resolvemos explorar o bar e ver o que as interações com as gatinhas poderiam render. Not much...

Abordamos uma ou outra garota que dançava sozinha, mas éramos sempre recepcionados com grosserias, pontapés e artilharia pesada de “affs” e “ninguém merece”. Sempre muito cortês, eu as abordava com aquele papinho: “Po, vocês estão sozinhas aí!Eu to com meu amigo aqui, bora conversar...sei lá...”. E a resposta era algo assim: “Olha só, meu filho!Nós não queremos conversar com vocês não...Não estamos interessadas”.

Meio derrotados, resolvemos voltar para a mesa, no caminho, no entanto, avistamos duas garotas encostadas na bancada do bar e que traziam na cara algo até então não encontrado na balada: sorrisos. Resolvi arriscar:

-Tudo bem com vocês?Vocês estão sozinhas aí, querem bater um papo comigo e com meu amigo?
-Tudo bem... – (ALELUIA!)
-Vocês são daqui mesmo de Brasília?São tão simpáticas...
-Não...Somoshhh cariocashhh. Viemoshhh para um Congresso aqui em Brasília, porque trabalhamoshhhh na Fiocruz.

Conversamos cerca de 20 minutos com elas, e sempre muito sorridentes e simpáticas fizemos o diálogo render. Trocamos informações e impressões sobre as diferenças abissais entre a vida noturna brasiliense e uma vida noturna de verdade na LAPA da cidade maravilhosa. Eu e Conrado, trabalhando como Wingman um do outro, tentamos direcionar a conversa para ver se rolava uma ficada:

-Mas, vocês tem namorados lá no Rio?
-Temos...Eu namoro há 5 anos e a minha amiga namora há 6 meses.
- Mas, eles deixam vocês saírem de boa,ne?
-As vezes....Eles não sabem que a gente sai de vez em quando...hihihih...Mas, não vem com esse papo não de que “você acha que eles não estão ficando com outras garotas lá no Rio,enquanto vocês estão aqui?”. Nós somos fiéis, queridos!

Mesmo, com a negativa muito clara para nós de que não iria rolar nada além de um bom papo naquela interação, tudo aquilo serviu para nos mostrar como mulheres normais de outros estados encaram de forma descontraída e digna a abordagem de nobres cavalheiros querendo socializar. As cariocas são mulheres que batem papo numa boa, sorriem, dão risadas, chiam, seduzem e são um tanto quanto charmosas. Já as brasilienses... bem, são brasilienses, com suas caras amarradas, mal amadas e desinteressadas. Até aqui, o Rio de Janeiro continua lindo!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Vicky, Cretino… AMSTERDAM!!


A volta de Denílson McLovin

Olá amigos leitores do “se ferrando na balada”! Depois de muito tempo ausente e, como não pude deixar de perceber, excluído (não sem razão, é verdade) da seção “quem somos” de nosso tão estimado blog, me arrisco a escrever sobre uma de nossas aventuras na bela cidade holandesa de Amsterdam. Consciente de que não o farei com a mesma maestria que meus colegas Zelig e Malaquias, recorro, para pelo menos igualá-los em certa medida, à analogia com o mundo dos filmes. Como vocês descobrirão mais adiante, essa história se parece com a película de Woody Allen somente pelo título e pelo fato de a história ter se passado na Europa. Porém, como bem sabem meus caros amigos e os leitores que se lembram de meus famigerados posts, não perco uma oportunidade de trocadilho.

Como já exposto anteriormente neste blog, fizemos (eu, Conrado Malaquias, Leonardo Zelig e Stanislaw Juvêncio) uma Eurotrip no começo desse ano. Como também já falado em outra história, nosso destino final, por questões logístico-físico-financeiro-biológicas, foi Amsterdam, a Disney dos maduros demais para se encantar com Mickey e sua turma e aburridos de menos para engatar um relacionamento sério e monótono que caia na rotina e tenha o sol da Toscana como destino provável de lua de mel. Vamos aos fatos...

Já na chegada à terra dos vascaínos da Europa (tri-vice campeões mundiais, ho ho ho ponto para os trocadilhos) a curiosidade tomava conta de nosso grupo. Conrado Malaquias e Leonardo Zelig se esqueceram do medo de avião que possuem e trocaram o aperto mútuo de mãos (praxe nos pousos das aeronaves) na chegada à capital holandesa por gritos histéricos que revelavam a apreensão de conhecer essa bela cidade e seus encantos que, até então, não conhecíamos pessoalmente. Depois de nos instalarmos no albergue e desviarmos das inúmeras bicicletas (lá, existem em número equivalente ao de besouros na capital federal neste momento), chegamos finalmente à famosa Red Light District. Logo de cara, constatamos que tal local é vítima de tantas calúnias e difamações como Dilma Ducheff e o seu mentor, o herói nacional Luís Inácio (pobrezinhos). Não tem nada de violento, nada de tráfico de drogas ilícitas na rua e, muito menos, só barangas nas vitrines. Muito pelo contrário, muuuuuiiiito pelo contrário. Modelos internacionais é o mínimo que posso dizer das moças.

Depois de aproximadamente 15 voltas no “circuito XXX”, o proibidão, de Amsterdam, cada uma delas justificada por 3 semanas de igrejas, museus e pontes nas demais cidades que visitamos, resolvemos assistir a um show de sexo ao vivo (sim, isso existe!!!) atendendo recomendação do primo de Zelig. Muito bem, mais 4 voltinhas para decidir em qual casa iríamos adentrar e, finalmente, escolhemos: Entramos no Casa Rosso.

A aparência era a de um teatro normal, capacidade para umas 100 pessoas, com alguns lugares no nível do palco e outros poucos numa espécie de mezanino. Como não sabíamos o que nos esperava, resolvemos começar assistindo ao show do andar de cima do teatro, mais longe do palco (“vai que voa alguma coisa em cima da gente!”, bradou sabiamente um de nossos amigos). O “show” era composto por cinco ou seis esquetes que se repetiam ininterruptamente, literalmente, nas palavras do proprietário do local quando por nós indagado sobre até quando duraria o show.

A impressão do show é que era algo muito coreografado e robotizado, o que parecia decepcionar a nós e ao público em geral. O único dos esquetes digno de nota (e que motivou esse post e serviu de pano de fundo para todo esse blá blá blá até agora) era de Vicky, a dançarina da Banana. Não exatamente pela sensualidade (Vicky perdia de dez a zero para as belas holandesas que se exibiam nas vitrines vizinhas), mas por sua dose de humor. Era basicamente assim, Vicky dançava, de biquíni e rebolando, com um chocalho em cada mão ao som de uma música que só tinha uma palavra: Banana ("Banana, paranpamparan, Banana, paranpamparan"). Depois, 3 voluntários eram chamados ao palco para comer (cada um dava uma mordida por vez) a banana que era colocada na parte mais íntima de Vicky. Lá pelo último pedaço da banana, um gorila entrava sorrateiramente no palco e enrabava, com uma banana acoplada à sua região mais íntima os voluntários, que a essa altura estavam de quatro, mordendo a banana na xoxota de Vicky. Gargalhadas, cortinas se fecham, ponto final.

Já havíamos visto duas vezes cada cena e Stanislaw Juvêncio, como de costume, estava irrequieto. Queria de qualquer forma que descêssemos para o andar de baixo do teatro ou então deveríamos ir embora. Tudo isso com a discrição de costume (em alto e bom som e, claro, em bom português). Pra quê? (lembrança do meu último post). Ao final do showzinho de nosso amigo, surge uma voz máscula como a de Ricky (não o Martin, sim o maior ídolo da história da equipe do Morumbi) na fileira atrás da nossa com a fatídica pergunta:

- Vocês são brasileiros? (Não burro! Somos croatas, mas falamos português fluentemente).

- Somos sim – respondemos, com medo de praticar a ironia acima e do que poderia nos acontecer naquela ocasião por termos nascido no país tropical.

- Ai... então (diz o senhor mexendo efusivamente as mãos) eu que fiz as coreografias do show. Vocês estão gostando?

- Claro – nos apressamos em dizer para acabar de uma vez com o diálogo constrangedor.

E assim foi. Qualquer papo que nosso amigo brasileiro quisesse puxar conosco era prontamente abafado, com receio de onde isso poderia chegar. Chegava a hora da cena de Vicky. O público já era pouco e além de um gordinho inglês (bêbado, com o perdão da redundância) ninguém mais aceitava ser um dos voluntários de Vicky. Eis que a estrela desceu do palco para ir atrás de vítimas. Nada. Nisso, o migucho brasileiro começa a gritar desesperadamente:

- Vickyyyyyy!!!!!!!!! Vickyyyyyy!!!!!!!!! Eles são brasileiros. Chama eles.

- Vai lá gente!! Vocês são muito frouxos. – Disse o coreógrafo para nós.

Era hora de ir embora...

Mais uma vez: Valeu Stanislaw!!

domingo, 10 de outubro de 2010

Gordinhas e fãs do cantor Daniel.



By Leonardo Zelig


Lá estava eu numa balada sertaneja experimentando novos ares, já que essa vida de baladas oitentistas, pubs e rockzinho não leva a nada, no máximo a um telefone ou um msn errado de uma gatinha revoltada. Pois bem, o ambiente escolhido foi a célebre Roda do Chopp, point de pessoas fissuradas em Henrick e Ruan ou Pedro Paulo e Mateus...

O ambiente amplo é composto pela pista de dança extensa, um palco e diversas mesas espalhadas. Um local notoriamente composto em massa pelo público feminino só poderia ser um ótimo contexto para colocar minhas cantadas e aproaches com vários perfis de mulheres em dia. Antes de entrar, dei uma calibrada providencial com Coca Cola Zero misturada com uma vodka que atende pelo nome de ROSKOFF (R$5,00!!!!)!!!!

Já dentro da balada, fui logo abordado por uma gordinha que papeava com meu amigo. Ela se apresentou e falou que estaria por ali com as amigas, abrindo o caminho para algo no futuro. Na pista de dança, fiz algumas tentativas em vão com uma ou duas moças solitárias que diziam estar sozinhas por opção e que queriam curtir a noite sertaneja sem homens...OK...

Devidamente embriagado, localizei a gordinha da entrada sentada numa mesa afastada e com cara de poucos amigos. Resolvi me aproximar:

-Maria!Lembra de mim??Da entrada??
-Ora, lembro sim!
-Você tá aí sentada com cara de poucos amigos...Quer uma companhia?
-Claro!Vamos dançar!!!!

Depois de dançar desastrosamente o passo “dois pra lá, dois pra cá” com Maria, exausto, convideia-a para sentarmos. Trocamos alguns beijos tórridos que foram pontuados por diálogos furados, miudezas da vida. Eis que percebi a incompatibilidade de assuntos. Como conciliar a “ficada mais demorada”quando não há nada que nos une a nao ser a boca??

Maria era uma garota que curtia sertanejo, tinha pôsteres do Daniel pregados na parede do quarto, era fã de contabilidade e falava espanhol fluentemente. Eu, por outro lado, não gosto de música sertaneja, atiro dardos e toco fogo em pôsteres do Daniel, odeio contabilidade e falo portunhol fluentemente. Com perfis tão díspares, vivenciei algo, até então, inédito em minha carreira amorosa: silêncios contrangedores durante uma ficada.

-Você curte mesmo o cantor Daniel? – Perguntei discrente.
-Curto...
(pausa)
-Por que? – Insisto.
-Ah! Não sei...Ele é muito bom...
(longa pausa)
(Pausa)
Beijo ela...
(Pausa)

Depois de beija-la e abraça-la bastante para suprir a falta de interesse mútuo um na vida do outro, resolvi me despedir dela. Em tom de chacota, fui recebido por meus amigos que não compreendiam o porquê de gastar tanto tempo ficando com uma garota roliça naquele lugar. Não me importava, a experiência de ter ficado com um perfil de mulher totalmente diferente do que estou acostumado me fez refletir: estamos nessa vida para ´aproveitar´. Além do mais, essas moças gordinhas fãs de Daniel precisam uma hora ou outra parar de beijar o cartaz do cantor pregado na parede do quarto e beijar a boca de caras reais.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A Balada do Pistoleiro.



By Leonardo Zelig


Era mais uma noite de nostalgias na festa oitentista que rolava na capital federal. Pessoas requebrando ao som de Cyndi Lauper, rapazes chegando nas gatinhas com fundo musical garantido pelo Duran Duran e eu a procura de uma jovem senhora que curtisse um mancebo de 22 anos. Como é de praxe em festas do gênero, haveria uma grande surpresa que seria revelada lá pela meia noite, no ápice da festa. Eis que sob um palco montado de forma improvisada, surge o saudoso Serginho Malandro com seu boné de pirocóptero e muita animação para entreter os trintões. Seria reproduzida no palco a “Porta dos desesperados”, antiga atração infantil do Malandro que era transmitida na emissora do homem do baú lá nos idos de 1991/92.

GLU...GLU...GLU...GLU

Ao fim da palhaçada, Sérgio convocou a todos para se dirigirem à pista de dança afim de que casais fossem formados. Uma seleção de baladas que iam de “Take my breath away”do Berlin até “Save a Prayer” do Duran Duran explodiram nos alto falantes e pessoas de rostinhos colados procederam a dança do acasalamento madrugada adentro. Eu, rapaz de 22 anos, avisto uma nobre garota, de talvez seus 36 anos, olhando fixamente para mim...Shall we dance?

Eis que já posicionado e com rosto pregado ao da garota, num timing perfeito, ecoa no ambiente a voz potente e arrepiante da Senhora Tracy Chapman:

“Sorry
Is all that you can’t say (…)”

“Baby, Can I hold you”,
hit inesquecível da cantora norte americana, começa a tocar na festa e a minha recém acompanhante cochicha ao pé do meu ouvido:

-Dancei muito ao som dessa música na minha adolescência! – Diz ela sussurrando.
-De fato...Uma bela música pra se curtir a dois. – Respondo.
-Dancei e também beijei muito ao som dessa baladinha lá em Porto Alegre.Me traz tantas lembranças... – Ela conclui demonstrando saudade daquele tempo...
-Bacana...Você beijou muito gaúcho dançando “Baby, can I hold you”, certo? Mas, já beijou algum brasiliense com fundo musical de Tracy Chapman? – Pergunto malicioso.
-Nunca... – Responde ela com sorriso malicioso.
-Quer experimentar?

“Words don’t come easily
Like sorry
Like sorry (…)”


Inevitavelmente nos beijamos. Sem frescuras ou sem preliminares, as trintonas sabem o que querem e vão direto ao ponto. Em um ambiente regado a estímulos oitentistas, de saudosimos, fiz a minha trintona se remontar à sua tenra adolescência. Pode ser que ela estivesse projetando em mim a saudade daquele tempo, da fase que não volta mais. De qualquer forma, fiquei feliz em servir de estímulo pra que ela se lembrasse de que ainda estava viva a faísca da juventude nela. A troca de experiências foi intensa, prova viva de que uma noite com Serginho Malandro e Tracy Chapman, combinação aparentemente indigesta, pode render muito mais do que você imagina...

“But you can say baby
Baby can I hold you tonight
Maybe if I’d told you the right words
At the right time
You’d be mine”

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Amizade Homem/Mulher: A Verdade (E Somente a Verdade)

Por Conrado Malaquias

Nas últimas semanas, em conversas com amigos e colegas de classe, fui ofendido, chamado de machista, imaturo e outros adjetivos desagradáveis, tudo isso porque defendia firmemente a posição de que é impossível existir uma amizade sincera entre homem e mulher.

Em meio aos muitos “que absurdo!”, “você precisa crescer” e “sinto muito que você pense assim” vindos, em sua maioria, de coleguinhas feministas cinquentonas, sabem o que eu não ouvi? Argumentações racionais e exemplos concretos que me mostrariam o contrário. E sabem por que não ouvi tais argumentações e exemplos? Porque eles seriam fracos e facilmente rebatíveis!

Como homem, solteiro e aproveitando este espaço que sempre foi sincero ao discutir assuntos relacionados aos percalços dos relacionamentos entre homens e mulheres, tentarei destrinchar aqui, pra você mulher, alguns pensamentos aleatórios envolvendo este interminável e polêmico assunto. Acompanhe.

Pra mim, a premissa-mãe que rege todas as pseudo-amizades entre seres do sexo oposto é: AMIZADE ENTRE HOMEM E MULHER SÓ É POSSÍVEL QUANDO A MULHER NÃO TEM INTERESSE NO MANCEBO.

No momento em que você, mulher, começar a mudar minimamente seu comportamento perto de seu grande “amigo”, fizer uma piadinha de duplo sentido, rir mais demoradamente de uma piada contada por ele, der aquele olhar 0.1 décimo mais demorado, mesmo que por engano, sinto muito, mas seu mancebo “amigo”, que já tinha pensamentos impróprios com você, irá tentar encontrar maneiras de torná-los realidade.

Vai começar com conversas estranhas e elogios insólitos no msn. “Você tava gata hoje ontem no bar ein!?” “Brigada, hehehe”. E depois, do nada, vai evoluir para convites para sair que você irá classificar como “nada a ver”. “E aí, bora marcar um cinema (ou lanche, sorvete...enfim, qualquer coisa mais ou menos romântica, tradicionalmente feita a dois)?” “Claro, vê aí com o pessoal que dia é melhor!”

É isso mesmo mulheres, 90% das amizades com o sexo oposto só existem porque vocês não querem pegar seus amigos! Ou vocês realmente acham que o seguinte diálogo tem alguma verossimilhança?

“Marcão...tem um tempo que eu queria te falar uma coisa, to afim de você...”

“Julinha, você ta confundindo as coisas. A gente é só amigo!”

Dá um tempo né!?

Se esse diálogo fosse real e Marcão dispensasse a gata da Julinha assim, friamente, seriam grandes as chances de Marcão ser uma biba loka! Portanto, se você mulher, discordou de tudo que eu falei até aqui e orgulhosamente anuncia com toda a certeza que tem uma amizade masculina, muita calma e, antes, CONSIDERE SERIAMENTE A POSSIBILIDADE DO SEU “AMIGO” SER HOMOSSEXUAL. Hoje em dia, ela é cada vez mais real.

MULHER DE AMIGO MEU É HOMEM, MAS SÓ SE O AMIGO MEU FOR MUITO AMIGO MESMO. Homens verdadeiramente de bem nunca considerarão a possibilidade de mexer com ex de seus melhores amigos, mas se o mancebo for apenas um conhecido, ou um “cara que você estudou no ensino médio, faculdade, etc.”, então mulher, você não precisa nem ser ex. Você sabe do que eu estou falando, não sabe? Ao menor sinal de crise em suas relações passadas, nunca notou a quantidade de “amigos” que aparecem oferecendo um ombro...bem...amigo? Dizendo que o seu namorado não sabe apreciar o que tem? Que se ele tivesse a sorte de estar com você, ele te trataria como uma princesa? Exatamente.

ESSAS REGRAS SE APLICAM A PESSOAS DENTRO DE CERTO NÍVEL DE NORMALIDADE. Se você faz o estilo Pé Grande, pesa 200 kg, tem bafo, cecê, é estrábica ou metralhada, então é possível que você tenha um amigo de verdade. Eu sei que é cruel, mas não sou eu que faço as regras. Pelo contrário, até as considero bem filhasdaputa. Por outro lado, mulheres julgam os homens de maneira semelhante, senão pior (eu mesmo sou cheio das amigas). That's just the way it is!

Eu sei que é difícil aceitar que muitas das amizades construídas com pessoas do sexo oposto estejam apoiadas em pilares tão fracos e, mesmo que você, mulher, pergunte para o seu “amigão” sobre essas coisas e ele negue tudo, acredite: É TUDO VERDADE! Pode parecer falsidade e oportunismo da nossa parte. No fundo, preferiríamos ser sinceros, seria menos exaustivo. Mas a sociedade nos obriga a jogar o jogo, vocês com suas armas, nós, com as nossas, e a pseudo-amizade, é uma delas!

E como diria Chris Rock...you never know!