Bailes de formatura são festas certamente curiosas. Gente que não vale nada se escondendo atrás de ternos, vestidos, maquiagem e chapinha, pais com sorrisos amarelos que não vêem a hora de voltar pra casa e pegar o finalzinho do Serginho Groisman (ou de Emanuelle no Espaço), bandas de qualidade questionável e a valsa, a infame valsa...hora que inevitavelmente algum convidado engraçadinho irá gritar para o amigo formando: “GOSTOSO!” , enquanto este e sua mãe caminham e sorriem de maneira envergonhada.
Nos 2 últimos bailes nos quais estive presente, pude observar todas essas características: as roupas, as sessões de fotos intermináveis, e por algum motivo desconhecido por mim, o eterno Kenny G(!!!) embalando a eterna valsa. É um ritual de passagem, e como em todo ritual, certas práticas não mudam, por mais chatas e imbecis que sejam. O que vale mesmo é encher a cara e dançar e se divertir com os amigos, como se você fosse a pessoa mais feliz do mundo, mesmo que só por uma noite.
Em Brasília, terra dos wannabe-descolados, ficam ainda mais gritantes o quão efêmeras e artificiais são toda essa alegria e estado-de-espírito-denoite-de-formatura. As meninas põem seus vestidinhos bonitos e vão requebrar seus corpinhos na pixxta - com aqueles óculos bregas e plumas coloridas - para indicar que estão se divertindo pra valer. “A NOITE É NOSSA MEEEEEGA!!!!” Porém, quando o mancebo, de terninho achando que é alguém na vida, se aproxima querendo compartilhar toda essa descontração...a agulha arranha o disco: BACK OFF! , e toda aquela desenvoltura, em uma noite que é para ser um extravasa de 4 anos de um curso que você nem queria fazer em primeiro lugar, é travada.
Oh, well...pelo menos é open bar.
