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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Escape em Amsterdam!

By Leonardo Zelig

Ir em baladas no Brasil é sempre divertido! Há a espontaneidade brasileira, as danças costumazes, ficadas salientes e tudo o que há de melhor na noite brasileira ou não. Ao fazer um mochilão pela Europa, é inevitável além de conhecer o Coliseu, a Torre Eiffel ou o Big Ben, conhecer o que a noite européia tem a oferecer...A cidade escolhida foi Amsterdam.

Aparentemente, a boate cool da cidade holandesa é a “Escape”, gigantesca, com dois djs, vários ambientes e capacidade para mais de mil pessoas. Eu e meus amigos mochileiros decidimos escapar da realidade num típico Domingo a noite holandes. Eis que adentramos o recinto. Inicialmente você percebe a grandiosidade do lugar com seus efeitos especiais de luzes, pessoas de perna de pau dançando na pista e músicas escolhidas a dedo para potencializar o mood da casa.

Com o passar das horas a coisa foi ficando assustadora. Senhoras quarentonas fazendo a dança do robô, membros da comunidade nipônica gay assustando os clientes inofensivos e duas garotas holandesas que infernizavam a todos, passavam a mão nos homens, se insinuavam, para quando o macho idiota se aproximar levar um:
- NO...DON’T TOUCH ME....

Depois de algumas priceless hours naquela boate, pude perceber como uma cultura diferente tem sua identidade própria na pista de dança e nas interações sociais. Não havia homens xavecando, mulheres descendo ate o chão ou a infame desculpa feminina: “Desculpa! Eu so vim dançar com minhas amigas”. Primeiro, em boates na Europa você tem um microcosmo da globalização, uma vez que há gente de diversos países Segundo, a língua que permite transitar nessa babel absurda é o inglês! Leitores, tá ai uma tarefa que os desafio a tentarem: xavecar em inglês! Como passar a malemolência sedutora, as piadinhas safadas ou a sagacidade do xavequeiro utilizando a língua inglesa? Reflitam...

Ficou a impressão que holandeses dançam de forma assustadora, que suas boates parecem cenários provenientes de Blade Runner e seus frequentadores figurantes do filme “O quinto elemento”, com menção honrosa para o japonês que parecia “Chucky - O Boneco Assassino” meets “Edward-Mãos-de-Tesoura” dançando de forma provocante...Vade retro!

Ou como diria em bom holandes:

God verdedigen me!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Frankie goes to Hollywood!


By Leonardo Zelig.


Festas oitentistas sempre são divertidas, afinal é um momento no qual você pode se lembrar de como as coisas eram mais inocentes e divertidas com uma boa dose de nostalgia.O cenário kitsch propõe uma noite de curtição ao som de Hall and Oates e Huey Lewis and the news, nos telões cenas dos smurfs e sempre há a aparição surpresa de um ídolo oitentista, que no caso eram 2: KID VINIL E NASI.

Ambiente caracterizado, cabe analisar o seleto público da festa: moças de seus 30 e poucos anos, muitas vezes encalhadas, e casais. Confesso que eu e meus amigos fomos concebidos no final da década de oitenta, eu, particularmente, no ano de 86 – grande ano de Ferris Buller! Com o descompasso de idade dos jovens atacantes sedutores, em relação às gatas brasilienses originárias de final dos anos 70, tudo torna-se mais difícil...O nível do approach se eleva e não há muita enrolação!

Eis que estou lá breaking down com “thriller” e, logo, identifico uma loira mais velha na varanda da festa...sozinha...eu abordo:

-Tudo bem?
-Tuuuudo! – responde ela carinhosamente.
-Eu, aqui, dançando Michael Jackson e você parada?
-É!Eu estou cansada...Dancei muito já!
-Sério?E qual é seu nome?
-Kelly Mcgillis!Prazer!
-Prazer, Kelly!Meu nome é Zelig. Leonardo Zelig.
-E o que que você faz da vida? – (pergunta difícil para um universitário desempregado responder para uma trintona já estabelecida)
-Eu estudo Direito...sou universitário! E você? – pergunto receoso.
-Sou psicóloga! Tenho meu próprio consultório...

Neste momento, tudo fica tenso, já que você não pode competir economicamente e nem profissionalmente com a mulher. Para tentar conquistar a moça, você deve concentrar num papo cabeça, mais voltado pra maturidade...Tento:

-Sabe...eu estava reparando e você me pareceu ser psicóloga mesmo. Eu pude identificar um olhar clínico seu em relação à multidão.Você parecia examinar as interações alheias... – Indago Kelly acionando meu módulo psicólogo.

-É verdade, querido! Que astuto! Você parece ser um rapaz subjetivo e observador!

-Subjetivo! Sou mesmo...hehe...adoro o subjetivismo de uma relação...a complexidade...

-hahaha...sem dúvida! Que pena que estamos separados por uma década de experiência...senão poderíamos até dar certo!

-Ora! Só temos a ganhar com essa década de diferença...Não?

Eventualmente elas sempre dizem o que virá a seguir...

-Não, querido. Você é muito jovem para mim...um beijo! – Sai a dama acompanhada de sua amiga.

THE MAGIC ENDS...

A interação com mulheres mais velhas e estas associadas com a profissão de psicologia quadriplica o desafio da noite. Tentar conquistar uma mulher desse nível exige conversa refinada e total controle de seus hormônios. Eu tento criar uma persona meio inspirada em Frank Sinatra, seguro e sofisticado, mas nem sempre as mulheres compram a idéia, já que eventualmente sempre solto uma cachorrada que destrói tudo.

Bem, é o preço a se pagar por ser subjetivo demais.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Boa noite e boa sorte

By Leonardo Zelig

A Boate Sabatash estava fervendo…Cheia de gatinhas descendo até o chão ao som daquelas mesmas músicas infernais remixadas. Estava levemente alcoolizado e procurava, mais uma vez, por uma jovem que estivesse afim de se divertir comigo (leia-se: bêbada).
Avisto uma roda de damas que parecem fazer a dança do acasalamento, ali mesmo, ao som de Vanessa da Matta e Ben Harper...É lá que eu vou, boa noite senhoritas e boa sorte!

Ao “penetrar” na roda, me dirijo logo para a donzela que estampava um longo sorriso no rosto segurando seu copo de Vodka...pura.
Tento me aproximar e já dou a chegada...Afinal, embora ela estivesse sendo receptiva, estava um pouco quieta demais. Após elogiá-la diversas vezes e a resposta se resumir apenas a "Obrigada", indago:
-Poxa, você só agradece monossilabicamente (mulheres monossilabicas sao foda!)...hehhehe...Nem quer bater um papo...
-Olha só...Eu acabei de terminar meu namoro...Estou abalada psicologicamente.
-Mas você conhecer outro cara vai fazer bem! Possivelmente seu ex deve estar curtindo por aí também...
Nisso uma de suas amigas me puxa e fala:
-Besteira! Fica com ela!! Ela é fresca! Precisa esquecer o Jorginho!!!!
Eu empolgado falo:
-Olha aí!Até suas amigas estão torcendo para você conhecer novos caras...como eu...hehhe
-Vamos fazer o seguinte, querido...Eu te passo meu telefone e orkut...que tal?
-Eu preferia bater um papo com você ao vivo aqui. Mas vou respeitar o seu luto...hehe

Toda solícita e sorridente ela passa o telefone e orkut...aparentemente verdadeiros.

Deixo ela em paz.

No dia seguinte, lá pela tarde de um Domingo quente, resolvo adicioná-la no ORKUT. Mando o seguinte scrap:

SCRAP:

Oi fulana! te adicionei aqui viu? gostei de te conhecer! Você parece ser uma menina gente fina...um beijo!

Resposta dela depois de 25 segundos:

TÁ PROCURANDO O QUE AQUI, MEU FILHO????

Bem, a receptividade espantosa da senhorita de luto me abalou. Foi um baque! A moça sorridente era na verdade uma VACA. Por um breve momento, pensei em socar a tela de meu laptop e mandar um scrap ríspido...mas seria se rebaixar demais...Escolhi o silencio dos inocentes mesmo, seria mais digno de minha parte...

Conclusão
As patricinhas sorridentes são uma espécie perigosíssima! Agem com requinte e sofisticação. Sorriem, nutrem esperanças tolas no pobre pretendente e dão corda para que vc as xaveque, para ao final cockblock you. Sempre demonstram estar abertas para “conhecer” pessoas, mas na verdade querem comer seu fígado com um bom Chianti e fava beans...Bom pra elas, só o Jorginho mesmo, que deve estar quebrando alguma boate por aí pra liberar energia depois de malhar a semana toda na Academia. Boa sorte com elas "Jorginhos" e Boa noite.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Noite Caribenha

by Leonardo Zelig


Sábado animador na capital federal! Smirnoff com Fanta Laranja (combinação óbvia, pórem explosiva) under the moonlight, macaquices em quadras do sudoeste e gafs em supermercados da cidade...Eis que surge a possibilidade de irmos para uma boate caribenha aproveitar uma curtição bem latina. Listo!Vamos a bailar!

Ao chegar lá, duas filas consideráveis se desenham en la calle: uma para os “com nome na lista” e outra para a “ralé” – como tudo aqui em Brasilia - Éramos três jovens afoitos pelo xaveco e pela diversão “sadia"...Nada iria nos deter!Remotamente...

Em meio ao povo avistamos duas garotas de seus 20 poucos anos, uma de cabelo vermelho longo e outra de cabelo curtinho preto, corpinho legal, uma delicada e sorridente e outra nem tanto. Abordo a morena sorridente:

-Oye como va!
-Oi...Tudo bem?
-Vocês estão na fila?
-Sim...Essa é a fila da ralé. E aquela ali daqueles que tem nome na lista...
-Então junte-se a nós ali na fila “vip”, nosso amigo está guardando nosso lugar lá. A gente interage, faz um “get together”...
-OK.

As duas garotas devidamente apresentadas ao nosso outro amigo, Denilson Mclovin, começam a dialogar de forma casual e até agradável( bem, a de cabelo vermelho nem tanto). Eu começo a conversar com a garota sorridente:

-Vocês sabem dançar salsa?
-Nem sabemos...E vocês?
-Tentamos.
-Qual o signo de vocês? – Pergunta ela interessada.
-O meu é Libra! – Respondo eu interessado.
-Eu sou peixe!
-Peixe dá certo com Libra...
-hihihihihihh

Opa, vibe positiva no ar!Entonces, tento puxar papo com a moça de cabelo vermelho ,que não estava muito feliz em estar ali, para integra-la ao grupo:

-E você?Tá tão séria!
-he...he...he
-O que você faz da vida?
-Eu canto numa banda de Rock...
-Poxa, legal!Você tem cara de curtir música mesmo, tem um visual estiloso bacana, deve gostar de boas bandas... Qual a sua banda predileta?
-T.AT.U. – Responde secamente a garota.

OOPS...Vibe negativa no ar...

Nesse momento, não consegui mais dar continuidade ao diálogo, já que nao compreendo muito gente que elege TATU como a banda predileta e éramos os próximos a entrar naquele estabelecimento caribenho de araque.
Ao entrarmos, as duas meninas encontram outro grupo de garotas, que já estavam lá dentro, e logo se dissipam, demonstrando claramente o jogo de interesses das duas em interagir apenas para entrar na boate mais rápido!Que mierda!Mujeres vampiresas...
Durante o PEA - planejamento estratégico de abordagem - de nosotros, a bonitinha-porém-ordinária-garota sorridente reaparece e aborda meu amigo Conrado Malaquias:

-Oi.Tudo bem com vocês?
-Tudo.
-Tá vendo aquela gatinha ali? – Diz ela apontando para uma garota jovem, baixa e bem atraente.
-Sim.
-Eu duvido que você consegue fazer ela gozar que nem eu...
WHAAAAAAAAAAATTTTTTTTTTTTTTTTTTT
A sorridente vai lá e PEI!!Beija a garotinha na nossa frente!
Ela nos avisou mais tarde que era Lésbica.”Score”!


O que devemos fazer numa situação como essa?Situação cada vez mais comum na sociedade, diga-se de passagem:
a) propor um menáge;
b)Ficar espantado;
c)Encarar com naturalidade;
d)dançar lambada.

Eu acabei escolhendo a opção c) mesmo e fui atrás de mulheres heterossexuais para fingir dançar salsa. Acabei conhecendo figuraças nessa noite!Dancei ao som de Buena Vista Social Club, demonstrei confiança e “equilibrio” ao abordar mulheres sóbrias e até fiquei com uma señora de seus trinta e poucos anos que gostou da minha bunda, digo rumba. No dia seguinte, acordei com ressaca de uma noite caliente e o gosto de uma boca que eu não beijei.

TATU 1 x EU 0.