
By Leonardo Zelig
Fenômeno constante na história da humanidade, o relacionamento entre pessoas mais velhas e bem mais novas parece pontuar geração pós geração. Mas, o que motivam as pessoas a procurarem parceiros com idades tão discrepantes? A busca pela sensação de juventude? Dinheiro? Afinal, vale a pena? E mais importante, dá certo?
Neste fim de semana chuvoso, resolvi dar um pulo em uma boate badalada da cidade, porém, ao entrar no recinto e identificar possíveis alvos, me deparei com a faixa etária de 17 – 18 anos. Para minha surpresa, que nem é mais tão surpresa assim, presenciei moças de segundo grau se portando como damas milionárias à la The O.C, com ares de arrogância e “síndrome da modelo louca”.
Como tenho vinte poucos anos e ser cínico é a minha maior qualidade, encaro, atualmente,tudo como uma experiência antropológica. Com esse foco, resolvi junto ao meu wingman costumaz Conrado Malaquias, abordarmos duas garotas acuadas no canto. Suas idades eram enigmáticas e esperavam impacientes a chuva passar para invadirem novamente a pista de dança. Fomos lá:
-Tudo bem com vocês? – Perguntamos interessados.
-Tuuudo.
-E ai? Vocês paradas aqui no canto, não estão gostando da festa não?
-Mais ou menos.
-Vocês gostam desse tipo de musica que esta tocando? Eletrônica?
-Mais ou menos.
-Certo...
-O que vocês fazem da vida? - Perguntam elas por educação, mas sem qualquer interesse.
-Eu faço Direito e meu amigo aqui, Conrado Malaquias, é jornalista.
-ahammmmm... – (desinteresse)
-E vocês? Estão na faculdade? – Perguntamos tentando “salvar” o papo.
-naooo.
-No segundo grau?
-naoooo.
-Aonde então??
<>
-Vocês estão em alguma espécie de limbo? – Pergunto curioso.
-O que é limbo?
PAUSA
Nunca esperaria ter que explicar a uma dama, num sábado a noite chuvoso, o significado da palavra limbo. Mas, com aquela humilde dúvida, pude constatar o abismo que me separava da pequena ninfeta de seus aparentemente 18 anos. Sem limbo ou com limbo, fiquei é sem gás para prosseguir o diálogo e acabamos deixando o papo morrer ( se é que ele já não começou morto!). Os interesses são outros, as fases são outras e até a pegada é outra! Daí pergunto: como contornar tais problemas?
Ao transitar por esse ambiente e tentar, em vão, dialogar com garotinhas juvenis, só me restou apenas ficar de espectador para aquela multidão de modelos wannabe dotadas de campo de visão acima de cabeças como a minha. Por sinal, cabeças como a minha rolam sem piedade em lugares assim.
A noite só teve certo highlight quando a ex-bbb Josie apareceu no ambiente e, toda sorrisos, cumprimentou a todos e até bateu um papo comigo! Daí você tira: num ambiente aonde a única mulher simpática do lugar é a ex-bbb Josie, a “celebridade” da parada, as coisas vão muito mal...
Noite desastrosa ou não, o que importa é que identifiquei minha dificuldade em estabelecer uma conexão com mulheres provenientes da geração Jonas Brothers. Com raras exceções, a maioria delas abraçam pra valer o mundo do consumo desenfreado e das superficialidades. Diante da cultura de aparências e da futilidade, mostro-me avesso á este meio, preferindo procurar mulheres maduras ou semi-maduras (ou até mesmo pseudo-maduras), ou que ao menos saibam o que é limbo. Você sabe?
Neste fim de semana chuvoso, resolvi dar um pulo em uma boate badalada da cidade, porém, ao entrar no recinto e identificar possíveis alvos, me deparei com a faixa etária de 17 – 18 anos. Para minha surpresa, que nem é mais tão surpresa assim, presenciei moças de segundo grau se portando como damas milionárias à la The O.C, com ares de arrogância e “síndrome da modelo louca”.
Como tenho vinte poucos anos e ser cínico é a minha maior qualidade, encaro, atualmente,tudo como uma experiência antropológica. Com esse foco, resolvi junto ao meu wingman costumaz Conrado Malaquias, abordarmos duas garotas acuadas no canto. Suas idades eram enigmáticas e esperavam impacientes a chuva passar para invadirem novamente a pista de dança. Fomos lá:
-Tudo bem com vocês? – Perguntamos interessados.
-Tuuudo.
-E ai? Vocês paradas aqui no canto, não estão gostando da festa não?
-Mais ou menos.
-Vocês gostam desse tipo de musica que esta tocando? Eletrônica?
-Mais ou menos.
-Certo...
-O que vocês fazem da vida? - Perguntam elas por educação, mas sem qualquer interesse.
-Eu faço Direito e meu amigo aqui, Conrado Malaquias, é jornalista.
-ahammmmm... – (desinteresse)
-E vocês? Estão na faculdade? – Perguntamos tentando “salvar” o papo.
-naooo.
-No segundo grau?
-naoooo.
-Aonde então??
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-Vocês estão em alguma espécie de limbo? – Pergunto curioso.
-O que é limbo?
PAUSA
Nunca esperaria ter que explicar a uma dama, num sábado a noite chuvoso, o significado da palavra limbo. Mas, com aquela humilde dúvida, pude constatar o abismo que me separava da pequena ninfeta de seus aparentemente 18 anos. Sem limbo ou com limbo, fiquei é sem gás para prosseguir o diálogo e acabamos deixando o papo morrer ( se é que ele já não começou morto!). Os interesses são outros, as fases são outras e até a pegada é outra! Daí pergunto: como contornar tais problemas?
Ao transitar por esse ambiente e tentar, em vão, dialogar com garotinhas juvenis, só me restou apenas ficar de espectador para aquela multidão de modelos wannabe dotadas de campo de visão acima de cabeças como a minha. Por sinal, cabeças como a minha rolam sem piedade em lugares assim.
A noite só teve certo highlight quando a ex-bbb Josie apareceu no ambiente e, toda sorrisos, cumprimentou a todos e até bateu um papo comigo! Daí você tira: num ambiente aonde a única mulher simpática do lugar é a ex-bbb Josie, a “celebridade” da parada, as coisas vão muito mal...
Noite desastrosa ou não, o que importa é que identifiquei minha dificuldade em estabelecer uma conexão com mulheres provenientes da geração Jonas Brothers. Com raras exceções, a maioria delas abraçam pra valer o mundo do consumo desenfreado e das superficialidades. Diante da cultura de aparências e da futilidade, mostro-me avesso á este meio, preferindo procurar mulheres maduras ou semi-maduras (ou até mesmo pseudo-maduras), ou que ao menos saibam o que é limbo. Você sabe?


