sábado, 5 de junho de 2010

A camuflagem feminina.

By Leonardo Zelig


Hoje não, querido, vim dançar com minhas amigas...
Tradução: “Desculpa, querido!Você é feio…Não dá...Desculpa”

Eu sou lésbica!
Tradução: "Puta que pariu!Você me causa ânsia de vômito...Saia já daqui!!"

Eu tenho namorado, querido!Não vai rolar...
Tradução:
“Garoto escroto!Você tem cara de ter pinto pequeno, ser pobre e assistir ao Faustão aos domingos!Ninguém merece...aff”

As frases acima são provenientes da dura realidade das baladas. Qualquer homem que sai na noite brasileira está sujeito a essas frases manjadas que as garotas utilizam para camuflar suas reais impressoes sobre aquele macho conveniente ou incoveniente que veio apenas trocar uma idéia.

Sempre no alto de seus saltos e com spray de pimenta estrategicamente posicionado em sua bolsa, as mulheres brasilienses proferem frases feitas montadas para dispensar os inúmeros rapazes que as abordam...Frases essas provenientes de um código de conduta passado de amiga para amiga pelo boca a boca. Dessa forma, lesbianismo, namorado no banheiro, dançar com as amigas ou estar muito gripada acabaram virando formas nacionais (ousaria dizer até internacionais) educadas de despachar o rapaz rapidamente.

A grande questão é: nós, rapazes, estaríamos preparados para a sinceridade feminina, caso elas não utilizassem formas sutis de dispensa?

O ego na balada tem de estar exposto a uma serie de ataques e confrontos quando você vai pra rua paquerar. Ele é definitivamente colocado em xeque a partir do momento que você pisa na pista de dança. E a verdade é que se você não tiver preparado para olhadas feias, cara de nojo e maozada na cara, você é um homem morto!

Por mais que saibamos que a garota nao é lesbica ou que o namorado nao foi ao banheiro ( porque ele nao existe) é de certo modo reconfortante não enfrentar as impressões sobre você vindo de uma mera desconhecida. O tão frágil ego ficaria realmente abalado após sucessivos ataques a sua beleza, ao seu nariz grande, ao seu papo ruim ou a sua falta de pegada.

No entanto, surgem também aquelas garotas com a política de não ficar em balada, seja porque nao sabe quem o rapaz beijou antes ou porque acha sem sentido ficar por ficar. Nunca saberei se esse é mais um procedimento de pé na bunda, ou se realmente há garotas genuinamente com tal postura na noite (pelo menos até pintar Brad Pitt querendo beijá-las). A conferir...

Talvez devessemos encarar essas sutilezas femininas como uma forma carinhosa de tratamento, afinal a realidade nua e crua quase sempre pode nos chocar!Como certa vez uma garota me disse:

“Vai tomar no ..., filho da puta!Acabei de ser chifrada e to com ódio de homem!Sai daqui!”

Saí de cabeça erguida a procura da próxima lésbica gripada com spray de pimenta...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Motel não é Lugar DE Comer!

Por Conrado Malaquias

Estava eu conversando estes dias com uma colega de trabalho que me contava sobre suas peripécias amorosas do fim de semana.

Ela e seu namorado de décadas haviam ganhado cortesias de um motel da cidade, uma daquelas promoções “pague 4, foda 8”, ou em linguagem de motel, “pernoitar”. Lá foram eles então aproveitar pra sair da rotina e apimentar a relação.

Foi escolhida a madrugada de domingo para a aeróbica do capeta, e de lá, o casal havia combinado que iria direto para seus respectivos trabalhos/faculdades. Portanto, teriam de ir preparados com mochilas, vestimentas apropriadas e marmita(??) pra começar a batalha da semana que se iniciava.

Depois de encerradas as atividades, banhinho tomado e devidamente vestidos, retiraram o carro da “garagem” e se dirigiram àquela infame cabine (momento interessante, pois se tiver fila, você, ao mesmo tempo em que se esconde pra não ser reconhecido(a), olha discretamente para os carros da frente e de trás esperando dar o flagra em alguém...o que, infelizmente, nunca acontece) para quitar as contas e depositar a chave do quarto. Enfim, procedimento padrão ao sair de um motel, certo? Não dessa vez...

Recepcionista invisível do motel:
- Queridos, alguém esqueceu uma marmita na geladeira do quarto, imagino que seja de vocês né? Querem que alguém venha aqui entregar?

Casal com a cara no chão imaginando a cena que seria a empregada do motel se dirigindo ao carro com uma tupperware na mão:
- Err...então...pode deixar, eu vou lá rapidinho buscar. – Voluntariou-se a metade masculina do casal.

E assim, de cabeça baixa e marmita escondida debaixo da camisa, o mancebo retorna ao carro, encerrando a aventura de um jovem casal pobre e atrapalhado de Brasília.

Motéis, com todas as suas esquisitices e particularidades já são ambientes intimidantes por natureza. Portanto, keep it simple e não seja guloso: deixe a marmita em casa, pois a refeição já é garantida.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um Chevette, três copos vazios e uma puta.

By Leonardo Zelig


O que fazer em Brasília num sábado a noite sem programas bacanas rolando na cidade? Assistir Zorra Total? Não...Foi ante essa indagação que eu, Conrado Malaquias e Dorival Pimpão decidimos arriscar um programa radical: um puteiro, daqueles de lap dance e dançarinas no cano.

Para procurar esse tipo de atividade não há área melhor do Distrito Federal do que Taguatinga, cidade para se aproveitar a vida em grande estilo dependendo do seu ponto de vista. Ela te oferece uma vasta opção de bordeis, boates country, festas três ambientes (faca, tiro e briga) e demais preciosidades.

Eis que chegamos num estabelecimento chamado “Brazilian Show” posicionado na pista principal de Tagua, O PISTÃO SUL. A casa de entretenimento adulto é dotada de letreiros gritantes em neon e um leão de chacara assustador na porta responsável por recepcionar os ilustres frequentadores da casa. De pronto, ele já recolhe os vinte reais da entrada e permite nosso livre acesso a um mundo de putarias. Logo na entrada, diversos cartazes anunciando dançarinas que julgo serem famosas como: Ludimila Boca de Veludo, Kauane e Raiane e Regininha Tremilique. Agora vai!

O ambiente era escuro e relativamente amplo. Algumas mesas colocadas estrategicamente ao redor de um palco com o infame cano no centro e diversas garotas safadas transitando pelo local em shorts apertados e vestimentas provocativas. Nós éramos três jovens sem grana a procura de diversão.

Os shows ocorriam de 15 em 15 minutos. As mulheres eram anunciadas com grande pompa em alto falantes gigantes e suas performances ocorriam ao som de músicas que iam de Phil Collins a Beyonce. Provocadoras, elas se despiam completamente e cavalgavam no colo de um ou outro espectador sentado nas mesas do local. Dorival Pimpão foi um dos alvos...Lucky Bastard!

Num dos intervalos, a prostituta de nome Juliana Mendes se aproxima de nossa mesa sem nenhum copo ou bebida sobre esta:

-Porra! Não tem nenhum copo na mesa de vocês?? Vocês são pobres? Aposto que não têm nem dinheiro pra botar diesel no Chevette fudido de vocês! Se vocês querem vir pra um lugar desses, pede pelo menos água com gás que aí pelo menos, nós, putas, vamos pensar que eventualmente vocês irão pedir whisky ou alguma bebida assim! Agora, se for pra chegar aqui, sentar e não pedir nada...Esquece! Nenhuma puta irá ao encontro de vocês, garotos!

-É mesmo? – Pergunto chocado e com o ego destruido.

-É sim! Eu vim falar com vocês, porque eu não sou de Brasilia e pra mim não importa se o cara tem dinheiro ou não nesse momento. Só quando vou fazer o programa que me importa, né? Mas, minhas colegas de Brasilia nem se aproximam quando veem que os caras não tem aonde cair morto e não são clientes em potencial.

Recuperado do balde de água fria e já digerindo a pobreza em meu âmago financeiro, comecei a dar papo para a atenciosa Juliana Mendes, que se insinuava, estimulava, dançava e tentava fazer o trabalho dela da forma mais honesta possível. Apesar da sinceridade sutil de elefante, ela demonstrava perícia na arte de seduzir, ora de forma putona, ora de forma devassa...

Ainda no ambiente saudável de putaria, debatemos entre nós como de fato apenas Juliana Mendes (natural do Maranhão) parecia nos registrar no local. Enquanto isso, nas mesas cheias de copos de whysky e de água mineral (com gás) havia alta concentração de garotas, que inclusive estavam a ponto de transar ali mesmo! A conclusão foi inevitável! Até putas de Brasília nos menosprezam! E teve que aparecer uma prostituta proveniente do Maranhão, lugar de gente feliz, para dialogar conosco e acreditar no nosso potencial de possíveis clientes. Ela errou de qualquer forma...Pobre garota.

A noite terminou quando pegamos nosso chevetão e vazamos, sem esquecer, é claro, de parar no posto para colocar um óleo diesel no carro, afinal, correr riscos de madrugada com seu automóvel não é nada bom, né?

Life is a bitch!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Será que Ela É?

Por Conrado Malaquias

Ah, que gatinha...rostinho lindo, corpinho show, moicano invocado, calça de soldado e....OPA! Moicano e calça de soldado? Como assim?

Sim, queridos leitores. Há alguns meses atrás me interessei por uma moça, bem bonitinha, é verdade, cujo visual dava toda indicação de que ela gostava de um pastel de cabelo. Porém, devido a nossas interações, sempre divertidas e cheias de piadinhas de duplo sentido, comecei a pensar que, talvez, ela também pudesse curtir um picolé de carne. Curioso que sou, parti pra investigar até onde iria a toca do coelho.

Geralmente, quando tal situação ocorre, é com mocinhas heterossexuais duvidosas da sexualidade do mancebo pretendido. Possíveis bibas escondem ou disfarçam melhor suas viadagens (tirando é claro, as devidas exceções), do que possíveis meninas-menino, que, ao se vestirem de lenhadoras e praticarem o ódio aos homens, não deixam margem pra dúvidas.

Esta moça, porém, era a famosa exceção da regra. Muito simpática, costumávamos conversar bastante sobre os mais diversos assuntos: faculdade, música, baladas... Eram sempre papos muito interessantes, mas ela nunca dava pistas claras sobre suas preferências (quer dizer, devido ao estado sempre crescente de seu moicano, sua preferência estava mais ou menos clara. A essa altura, me restava saber se esta preferência era ou não uma exclusividade). Eram sempre coisas vagas do tipo:

- Pois é, namorei dois anos e to na pixxxta agora,hehehe...
- Ah, é?? E...bem...tipo...vocês se falam ainda?
- Ah, a gente meio que se afastou, sabe como é né?
-Ah...e...e não deu pra manter a amizade?
- Não, não.

Durante semanas pensei em uma maneira delicada de perguntar: “Você pega homem também?”. Nada me veio. Até que finalmente a encontrei em uma festa. Não sei se fui eu ou a forte influência do álcool, mas rolou. Ela pega homens também!

Ou pegava. Semanas atrás a encontrei em outra festa e a abordei cheio de amor pra dar. Dessa vez, porém, não tive tanto sucesso: “Não rola Conrado. Agora só as gatinhas, hihihihi, desculpa!”. Não tenho como ter certeza, mas será que eu tive algo a ver com isso? Dei aquele empurrãozinho final que faltava para ela desistir dos homens pra sempre?

Enfim, conversão sexual é assunto para outro post. Sobre aventuras com moças de moicano e calças de exército, tenho duas dicas a oferecer: primeiro, certifique-se de que ela é, de fato, mulher. Segundo, não vá com tanta sede ao pote sem ter certeza de que ela gosta do que você tem pra oferecer, pois ficarás com cara de bobo quando for rejeitado por uma mulher que te deu todos os sinais que o negócio dela é o velcro. De resto, sem preconceitos e vai ser feliz!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Os 8 Níveis de um Mancebo Atuante - Qual é o seu?

Por Conrado Malaquias

Junto ao teor humorístico de nossos posts, procuramos, às vezes, adicionar um pouquinho de antropologia, traçando um perfil meio torto é verdade, do comportamento dos jovens em baladas e em outras situações, digamos mais íntimas. E a inspiração para esse post surgiu observando, primeiro, os diferentes comportamentos dos mancebos nas baladas de hoje em dia e, segundo, refletindo sobre como agíamos nas mesmas situações no passado.

Confira agora a conclusão de como um mancebo evolui, ou não, na vida.

Nível 0 – Você mancebo, começa a ter vontade de beijar e comer as menininhas, mas és tão bostinha e inapto, que tens medo de falar com mulher e quando o faz, fala sobre bandas e programas que só você escuta e assiste, dá risadinhas nervosas e envergonhadas e faz perguntas fora de hora. Em outras palavras, você é um desastre e um esquisito. Na minha geração (porque hoje essa porra ta toda bagunçada) essa fase começava lá pra 6ª, 7ª série e terminava no comecinho do ensino médio. Para alguns, é claro, essa fase só termina na faculdade e para outros nunca termina...

Nível 1 – Se você não for um completo doente, já perde aquele medinho besta de falar com mulher e até já arrisca uns approaches na baladinha sub-17. Mas porque a qualidade do seu papo ainda é ridícula e medonha, tu ainda és um bostinha e um pega ninguém que volta da balada ainda em tempo de bater aquelazinha para ‘O Perfume de Emanuelle’. Porém, dias (não muito) melhores virão...

Nível 2 – Parabéns, mancebo! Essa é a fase das suas primeiras conquistas. Sabe aquela gostosona da escola que até os professores querem comer? Pois então...esqueça! Com a sua mínima experiência atual e falta de malemolência, comece a dar atenção para as gordinhas, magricelas e esquisitinhas, pois elas serão as únicas a te dar papo. E lembre-se: elas podem não ter sido seu primeiro amor, mas podem muito bem serem responsáveis pelo seu primeiro hand job!

Nível 3 – Você já freqüenta as baladinhas e churrascos promíscuos da faculdade há algum tempo, o álcool, que já é parte integral da sua vida nessas ocasiões, fez maravilhas pelo seu desempenho. Não há sinais de timidez, você é animado e carismático e de vez em quando até rola uma gatinha...E é nessa hora que você vomita e tem de deixar a balada mais cedo e carregado, pois ainda és um juvenil que se envergonha por desconhecer limites.

Nível 4 – Estamos virando gente, mancebo! Após muito quebrar a cara e se humilhar publicamente, você adquire sofisticação! Na balada, você não mais age como o palhaço da festa, bebe só o necessário para quebrar o gelo, é mais observador, estuda os alvos antes de agir e traça estratégias junto aos mancebos amigos (wingmen) para aumentar as chances de conquista. Características de um autêntico predador...

Nível 5 – Devido a sua recém-adquirida finesse, o mundo de baladinhas pra frentex e churrascos, com todas as suas superficialidades e menininhas enjoadas, não mais te atrai como há pouco tempo atraia. Gastar dinheiro em ingressos para conhecer e interagir com mulheres não faz mais sentido por que agora o dia-a-dia virou a sua balada. Você adquiriu as ferramentas para abordar colegas no trabalho e na faculdade, mulheres em lanchonetes, shoppings, livrarias e até na sala de espera do dentista. O local é apenas um detalhe, pois agora você é quem cria a ocasião.

Uau, mancebo! Quem diria que chegaríamos tão longe! De um bostinha punheteiro a um predador de consultórios...meus parabéns! Lamento lhe informar, porém, que este é provavelmente o fim da linha para a maioria de nós, pois os últimos três níveis são alcançados apenas por homens de grandes talentos e habilidades especiais. Confira:

Nível 6 (também conhecido como nível Brasília) – Esse é o nível daqueles bravos guerreiros que conseguem ter sucesso, ou no mínimo paciência em terras de mulheres intragáveis, irritantes e enjoadas que, não são nem tão bonitas e gostosas, mas que por algum motivo se auto-intitulam DIVAS. Quando uma relação é estabelecida, cuidado: elas não querem apenas seu dinheiro e que você abandone seus amigos e família. Elas querem tudo isso e a SUA ALMA. Muitos homens bons são derrotados neste ponto do caminho...

Nível 7 (também conhecido como nível Roberto Justus) – E daí que você é um cara grosso, bobão e cheio de manias irritantes? Você é podre de rico e isso é o que importa! Não existe maior afrodisíaco para uma mulher do que chegar de carrão, causando na balada logo depois daquele jantarzinho humilde de R$ 200,00, mesmo que o provedor seja um tremendo babão com dificuldades de montar frases completas.

Nível 8 (também conhecido como nível Johnny Depp ou nível Mick Jagger) – Para chegar a este nível 99% de nós teríamos de nascer de novo...e de novo...e de novo. É mais do que bom papo, dinheiro e carrões (embora seus participantes também tenham tudo isso!). É presença, é status. Mais o mais interessante aqui é que os homens deste grupo abdicaram de suas aparências – usam roupas esquisitas, chapéus e óculos estranhos, fazem caminho de rato no cabelo, interpretam piratas fedorentos – e mesmo assim permanecem como os homens mais desejados do planeta, enquanto o mancebo do dia-a-dia, se aparecer com uma pancinha mais saliente, passa a ser imediatamente tratado como o Homem Elefante. C’est la vie...

E você leitor? Em qual nível acredita estar? Leitoras, existe algum ranking parecido para as mulheres?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"The tap"

By Leonardo Zelig


Certa vez decidi convidar uma garota que havia conhecido na balada para um cineminha. Não costumo sair com garotas provenientes de ficadas em baladas, elas nunca respondem minhas mensagens ou sempre dão o telefone errado...Paciência!

Como essa garota parecia estar bem interessada em minha pessoa, resolvi arriscar uma típica comédia romântica com ela. Dizem que assistir comédia romântica da Julia Roberts no primeiro encontro é receita certeira para uma noite cheia de surpresas...Oscar pra ela!

Sem ainda beijá-la e ja dentro do cinema estrategicamente acomodado numa posição que permitisse que um de nós tomasse a coragem para break the ice, fui cada vez mais me aproximando...Tenho essa mania meio juvenil de fazer as coisas no cinema gradativamente: coloco meu braço perto do dela, vou tateando a mão dela com meus dedos, me aproximo e voilá!Um beijo! Obviamente só beijo se o feedback corporal dela for positivo, caso contrário continuo entretido no filme da Roberts.

Então, estava dando “aquele” beijo cinematográfico na garota, só que algo estava errado. Ela não abria a boca!Parecia haver uma rejeição por parte dela, como se minha língua impusesse algo e fosse barrada por um muro impenetrável, seus dentes!Nao!Como pode ser!?Me lembro que o beijo na balada era bom...Ninguém pode beijar dessa forma!
Quando tudo já parecia ruim, sinto "THE TAP"!

ATENÇÃO: É recorrente fatos abordados nos episódios do seriado "seinfeld" ocorrerem em minha vida, verdadeiras cenas tiradas da sitcom se reproduzindo ao vivo em minha vida real. Pois então, existe esse episódio no qual o personagem George Constanza está “satisfazendo”com sua língua uma mulher durante o sexo oral e de forma inusitada ela dá um tapinha no ombro dele, como se indicasse para ele interromper o que estava fazendo.Enough...

O "TAP" deve ser temido por qualquer homem!Seja no beijo, no sexo, no papo...Ele representa o que há de mais sutil (ou não) na linguagem feminina para que você pare imediatamente o que estiver fazendo because it’s not good!You suck!

Nunca havia recebido esse tipo de comando de uma mulher. Ao pereceber o tap, abortei imediatamente o beijo e voltei a posição “filme/Julia Roberts”. Fiquei imaginando o que seria esse indicativo...Eu beijo mal?Mas, era ela quem não abria a boca...Cheio de dúvidas terminei o encontro com a pulga atrás da orelha!Será que para algumas meu beijo é bom e para outras meu beijo é ruim? Acredito que isso deve se repetir em outros campos da relação (sexo, sexo oral ou belly punching). Não da pra satisfazer todas as garotas,ne?

Seja o que for, as sábias palavras de Jerry Seinfeld ecoam na minha moral masculina:

THE TAP IS TOUGH



quinta-feira, 8 de abril de 2010

Se Ferrando no Baile

Por Conrado Malaquias


Bailes de formatura são festas certamente curiosas. Gente que não vale nada se escondendo atrás de ternos, vestidos, maquiagem e chapinha, pais com sorrisos amarelos que não vêem a hora de voltar pra casa e pegar o finalzinho do Serginho Groisman (ou de Emanuelle no Espaço), bandas de qualidade questionável e a valsa, a infame valsa...hora que inevitavelmente algum convidado engraçadinho irá gritar para o amigo formando: “GOSTOSO!” , enquanto este e sua mãe caminham e sorriem de maneira envergonhada.



Nos 2 últimos bailes nos quais estive presente, pude observar todas essas características: as roupas, as sessões de fotos intermináveis, e por algum motivo desconhecido por mim, o eterno Kenny G(!!!) embalando a eterna valsa. É um ritual de passagem, e como em todo ritual, certas práticas não mudam, por mais chatas e imbecis que sejam. O que vale mesmo é encher a cara e dançar e se divertir com os amigos, como se você fosse a pessoa mais feliz do mundo, mesmo que só por uma noite.


Em Brasília, terra dos wannabe-descolados, ficam ainda mais gritantes o quão efêmeras e artificiais são toda essa alegria e estado-de-espírito-denoite-de-formatura. As meninas põem seus vestidinhos bonitos e vão requebrar seus corpinhos na pixxta - com aqueles óculos bregas e plumas coloridas - para indicar que estão se divertindo pra valer. “A NOITE É NOSSA MEEEEEGA!!!!” Porém, quando o mancebo, de terninho achando que é alguém na vida, se aproxima querendo compartilhar toda essa descontração...a agulha arranha o disco: BACK OFF! , e toda aquela desenvoltura, em uma noite que é para ser um extravasa de 4 anos de um curso que você nem queria fazer em primeiro lugar, é travada.


Oh, well...pelo menos é open bar.