domingo, 10 de outubro de 2010

Gordinhas e fãs do cantor Daniel.



By Leonardo Zelig


Lá estava eu numa balada sertaneja experimentando novos ares, já que essa vida de baladas oitentistas, pubs e rockzinho não leva a nada, no máximo a um telefone ou um msn errado de uma gatinha revoltada. Pois bem, o ambiente escolhido foi a célebre Roda do Chopp, point de pessoas fissuradas em Henrick e Ruan ou Pedro Paulo e Mateus...

O ambiente amplo é composto pela pista de dança extensa, um palco e diversas mesas espalhadas. Um local notoriamente composto em massa pelo público feminino só poderia ser um ótimo contexto para colocar minhas cantadas e aproaches com vários perfis de mulheres em dia. Antes de entrar, dei uma calibrada providencial com Coca Cola Zero misturada com uma vodka que atende pelo nome de ROSKOFF (R$5,00!!!!)!!!!

Já dentro da balada, fui logo abordado por uma gordinha que papeava com meu amigo. Ela se apresentou e falou que estaria por ali com as amigas, abrindo o caminho para algo no futuro. Na pista de dança, fiz algumas tentativas em vão com uma ou duas moças solitárias que diziam estar sozinhas por opção e que queriam curtir a noite sertaneja sem homens...OK...

Devidamente embriagado, localizei a gordinha da entrada sentada numa mesa afastada e com cara de poucos amigos. Resolvi me aproximar:

-Maria!Lembra de mim??Da entrada??
-Ora, lembro sim!
-Você tá aí sentada com cara de poucos amigos...Quer uma companhia?
-Claro!Vamos dançar!!!!

Depois de dançar desastrosamente o passo “dois pra lá, dois pra cá” com Maria, exausto, convideia-a para sentarmos. Trocamos alguns beijos tórridos que foram pontuados por diálogos furados, miudezas da vida. Eis que percebi a incompatibilidade de assuntos. Como conciliar a “ficada mais demorada”quando não há nada que nos une a nao ser a boca??

Maria era uma garota que curtia sertanejo, tinha pôsteres do Daniel pregados na parede do quarto, era fã de contabilidade e falava espanhol fluentemente. Eu, por outro lado, não gosto de música sertaneja, atiro dardos e toco fogo em pôsteres do Daniel, odeio contabilidade e falo portunhol fluentemente. Com perfis tão díspares, vivenciei algo, até então, inédito em minha carreira amorosa: silêncios contrangedores durante uma ficada.

-Você curte mesmo o cantor Daniel? – Perguntei discrente.
-Curto...
(pausa)
-Por que? – Insisto.
-Ah! Não sei...Ele é muito bom...
(longa pausa)
(Pausa)
Beijo ela...
(Pausa)

Depois de beija-la e abraça-la bastante para suprir a falta de interesse mútuo um na vida do outro, resolvi me despedir dela. Em tom de chacota, fui recebido por meus amigos que não compreendiam o porquê de gastar tanto tempo ficando com uma garota roliça naquele lugar. Não me importava, a experiência de ter ficado com um perfil de mulher totalmente diferente do que estou acostumado me fez refletir: estamos nessa vida para ´aproveitar´. Além do mais, essas moças gordinhas fãs de Daniel precisam uma hora ou outra parar de beijar o cartaz do cantor pregado na parede do quarto e beijar a boca de caras reais.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A Balada do Pistoleiro.



By Leonardo Zelig


Era mais uma noite de nostalgias na festa oitentista que rolava na capital federal. Pessoas requebrando ao som de Cyndi Lauper, rapazes chegando nas gatinhas com fundo musical garantido pelo Duran Duran e eu a procura de uma jovem senhora que curtisse um mancebo de 22 anos. Como é de praxe em festas do gênero, haveria uma grande surpresa que seria revelada lá pela meia noite, no ápice da festa. Eis que sob um palco montado de forma improvisada, surge o saudoso Serginho Malandro com seu boné de pirocóptero e muita animação para entreter os trintões. Seria reproduzida no palco a “Porta dos desesperados”, antiga atração infantil do Malandro que era transmitida na emissora do homem do baú lá nos idos de 1991/92.

GLU...GLU...GLU...GLU

Ao fim da palhaçada, Sérgio convocou a todos para se dirigirem à pista de dança afim de que casais fossem formados. Uma seleção de baladas que iam de “Take my breath away”do Berlin até “Save a Prayer” do Duran Duran explodiram nos alto falantes e pessoas de rostinhos colados procederam a dança do acasalamento madrugada adentro. Eu, rapaz de 22 anos, avisto uma nobre garota, de talvez seus 36 anos, olhando fixamente para mim...Shall we dance?

Eis que já posicionado e com rosto pregado ao da garota, num timing perfeito, ecoa no ambiente a voz potente e arrepiante da Senhora Tracy Chapman:

“Sorry
Is all that you can’t say (…)”

“Baby, Can I hold you”,
hit inesquecível da cantora norte americana, começa a tocar na festa e a minha recém acompanhante cochicha ao pé do meu ouvido:

-Dancei muito ao som dessa música na minha adolescência! – Diz ela sussurrando.
-De fato...Uma bela música pra se curtir a dois. – Respondo.
-Dancei e também beijei muito ao som dessa baladinha lá em Porto Alegre.Me traz tantas lembranças... – Ela conclui demonstrando saudade daquele tempo...
-Bacana...Você beijou muito gaúcho dançando “Baby, can I hold you”, certo? Mas, já beijou algum brasiliense com fundo musical de Tracy Chapman? – Pergunto malicioso.
-Nunca... – Responde ela com sorriso malicioso.
-Quer experimentar?

“Words don’t come easily
Like sorry
Like sorry (…)”


Inevitavelmente nos beijamos. Sem frescuras ou sem preliminares, as trintonas sabem o que querem e vão direto ao ponto. Em um ambiente regado a estímulos oitentistas, de saudosimos, fiz a minha trintona se remontar à sua tenra adolescência. Pode ser que ela estivesse projetando em mim a saudade daquele tempo, da fase que não volta mais. De qualquer forma, fiquei feliz em servir de estímulo pra que ela se lembrasse de que ainda estava viva a faísca da juventude nela. A troca de experiências foi intensa, prova viva de que uma noite com Serginho Malandro e Tracy Chapman, combinação aparentemente indigesta, pode render muito mais do que você imagina...

“But you can say baby
Baby can I hold you tonight
Maybe if I’d told you the right words
At the right time
You’d be mine”

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Amizade Homem/Mulher: A Verdade (E Somente a Verdade)

Por Conrado Malaquias

Nas últimas semanas, em conversas com amigos e colegas de classe, fui ofendido, chamado de machista, imaturo e outros adjetivos desagradáveis, tudo isso porque defendia firmemente a posição de que é impossível existir uma amizade sincera entre homem e mulher.

Em meio aos muitos “que absurdo!”, “você precisa crescer” e “sinto muito que você pense assim” vindos, em sua maioria, de coleguinhas feministas cinquentonas, sabem o que eu não ouvi? Argumentações racionais e exemplos concretos que me mostrariam o contrário. E sabem por que não ouvi tais argumentações e exemplos? Porque eles seriam fracos e facilmente rebatíveis!

Como homem, solteiro e aproveitando este espaço que sempre foi sincero ao discutir assuntos relacionados aos percalços dos relacionamentos entre homens e mulheres, tentarei destrinchar aqui, pra você mulher, alguns pensamentos aleatórios envolvendo este interminável e polêmico assunto. Acompanhe.

Pra mim, a premissa-mãe que rege todas as pseudo-amizades entre seres do sexo oposto é: AMIZADE ENTRE HOMEM E MULHER SÓ É POSSÍVEL QUANDO A MULHER NÃO TEM INTERESSE NO MANCEBO.

No momento em que você, mulher, começar a mudar minimamente seu comportamento perto de seu grande “amigo”, fizer uma piadinha de duplo sentido, rir mais demoradamente de uma piada contada por ele, der aquele olhar 0.1 décimo mais demorado, mesmo que por engano, sinto muito, mas seu mancebo “amigo”, que já tinha pensamentos impróprios com você, irá tentar encontrar maneiras de torná-los realidade.

Vai começar com conversas estranhas e elogios insólitos no msn. “Você tava gata hoje ontem no bar ein!?” “Brigada, hehehe”. E depois, do nada, vai evoluir para convites para sair que você irá classificar como “nada a ver”. “E aí, bora marcar um cinema (ou lanche, sorvete...enfim, qualquer coisa mais ou menos romântica, tradicionalmente feita a dois)?” “Claro, vê aí com o pessoal que dia é melhor!”

É isso mesmo mulheres, 90% das amizades com o sexo oposto só existem porque vocês não querem pegar seus amigos! Ou vocês realmente acham que o seguinte diálogo tem alguma verossimilhança?

Marcão...tem um tempo que eu queria te falar uma coisa, to afim de você...

Julinha, você ta confundindo as coisas. A gente é só amigo!”

Dá um tempo né!?

Se esse diálogo fosse real e Marcão dispensasse a gata da Julinha assim, friamente, seriam grandes as chances de Marcão ser uma biba loka! Portanto, se você mulher, discordou de tudo que eu falei até aqui e orgulhosamente anuncia com toda a certeza que tem uma amizade masculina, muita calma e, antes, CONSIDERE SERIAMENTE A POSSIBILIDADE DO SEU “AMIGO” SER HOMOSSEXUAL. Hoje em dia, ela é cada vez mais real.

MULHER DE AMIGO MEU É HOMEM, MAS SÓ SE O AMIGO MEU FOR MUITO AMIGO MESMO. Homens verdadeiramente de bem nunca considerarão a possibilidade de mexer com ex de seus melhores amigos, mas se o mancebo for apenas um conhecido, ou um “cara que você estudou no ensino médio, faculdade, etc.”, então mulher, você não precisa nem ser ex. Você sabe do que eu estou falando, não sabe? Ao menor sinal de crise em suas relações passadas, nunca notou a quantidade de “amigos” que aparecem oferecendo um ombro...bem...amigo? Dizendo que o seu namorado não sabe apreciar o que tem? Que se ele tivesse a sorte de estar com você, ele te trataria como uma princesa? Exatamente.

ESSAS REGRAS SE APLICAM A PESSOAS DENTRO DE CERTO NÍVEL DE NORMALIDADE. Se você faz o estilo Pé Grande, pesa 200 kg, tem bafo, cecê, é estrábica ou metralhada, então é possível que você tenha um amigo de verdade. Eu sei que é cruel, mas não sou eu que faço as regras. Pelo contrário, até as considero bem filhasdaputa. Por outro lado, mulheres julgam os homens de maneira semelhante, senão pior (eu mesmo sou cheio das amigas). That's just the way it is!

Eu sei que é difícil aceitar que muitas das amizades construídas com pessoas do sexo oposto estejam apoiadas em pilares tão fracos e, mesmo que você, mulher, pergunte para o seu “amigão” sobre essas coisas e ele negue tudo, acredite: É TUDO VERDADE! Pode parecer falsidade e oportunismo da nossa parte. No fundo, preferiríamos ser sinceros, seria menos exaustivo. Mas a sociedade nos obriga a jogar o jogo, vocês com suas armas, nós, com as nossas, e a pseudo-amizade, é uma delas!

E como diria Chris Rock...you never know!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

É Preciso Trabalhar!


Por Conrado Malaquias

Um sábado a noite desses, precisava sair de casa. Eram quase 22 horas, o tempo estava passando e todos os meus amigos ou estavam bundando ou já tinham arrumado outros programas no estilo clássico de Brasília: cineminha ou barzinho. Aprecio um bom filme e uma cerveja com os amigos como qualquer pessoa de bem, mas neste sábado eu precisava de um programa, digamos, mais rock n’ roll, já que tinha acabado de entrar de férias depois de semanas estressantes na faculdade e no trabalho.

Quando já estava me preparando para assumir a derrota e fazer a triste escolha entre Playstation, Legendários e Zorra Total, eis que descubro que um amigo meu que trabalha fora estava em Brasília e tão mal-intencionado quanto eu. Este amigo, P.J, não é daqueles que eu saio sempre, mas sempre que eu saio com ele é para fazer algum programa que eu normalmente não faria.

Fomos desbravar a noite brasiliense então eu, P.J e um terceiro conhecido nosso, que possui o apelido de “Saúde”. Voltaremos a ele depois.

O programa escolhido foi o show do Bruno & Marrone, com abertura de Michel Teló (???) na Granja do Torto (Pra quem queria rock n’ roll...bem-vindos ao cerrado!). Para quem não é de Brasília, a Granja é uma espécie de mini-roça artificial aonde faz muito frio. Em certas épocas, o ambiente também funciona como “casa de shows” para artistas sertanejos.

Cheguei ao local animado, de coração aberto e pronto para conhecer esta realidade, tão popular no Goiás e no Brasil a fora, porque não!? Mas aí eu lembrei que sou um rapaz da cidade e que esta história de mato, chapéu de cowboy, cocô de boi e sofrimento de corno simplesmente não funciona pra mim. E aqui, façamos justiça: muito se fala(ou) dos emos, que são uns frescos, uns chorões. E eles são mesmo, mas em matéria de intensidade e tristeza, uma reunião de CPM22, NX Zero e Fresno é uma tarde ensolarada no parque quando comparado a ouvir Bruno & Marrone cantando “Choram as Rosas”. Sério, próximo do fim do show eu estava me sentindo um pouco deprimido com todo aquele clima...

Minha noite teria sido um desperdício total se não fosse o ocorrido envolvendo ele, O Saúde! Não me entenda mal caro leitor, em tempos em que Justin Bieber é rei, tenho orgulho de fazer parte da última geração de heterossexuais a moda antiga, porém, o cara era realmente bonito. E sabe aquelas histórias que todos nós já escutamos sobre mulheres que chegam nos caras, mas poucos de nós já presenciamos? Pois é, algo impressionante e um pouco revoltante de se presenciar.

Estávamos eu, meu amigo P.J e Saúde conversando, quando uma ninfeta de uns 18 anos, não mais do que sorrateiramente e ignorando a minha presença e a de P.J no local, interrompe a conversa, se coloca no meio da roda, agarra ás suas mãos e pede com toda a suavidade e doçura: “dança comigo?” Saúde, que não estava prestando atenção em muita coisa, com as mãos nos bolsos e aquele ar natural de descolado que esses caras tendem a ter, se faz de difícil: “mas eu não sei dançar!”

Ela responde, toda solícita: “Eu te ensino”

E então eles dançaram e depois de 5 minutos se amaram embalados pelo som de “Dormi na Praça”, “Pra não Morrer de Amor”, “Ficar por Ficar” e outros petardos do estilo bovino-romântico-roçeiro. Eu não sei você leitor, mas o máximo que eu consegui depois de dizer para uma mulher que eu não sabia dançar foi uma expressão de impaciência.

E foi assim, apenas parado ali, curtindo o show e sendo O Saúde que o rapaz fechou este negócio. Pareceu até o que costuma acontecer com...uma mulher!

Mas daí acontece uma reviravolta na trama. Depois de algum tempo de muita conversa e poucas carícias, percebo que a ninfeta começava a demonstrar sinais de insatisfação com o rapaz. Em determinado momento ela se aproxima de mim e declara: “seu amigo fala demais!” Momentos depois, ela avisa O Saúde que iria “ali” com as amigas e que já voltava.


Nunca mais foi vista.

Destaco duas coisas disso tudo. Primeiro, foi bom ver que ainda há um fio de esperança em Brasília. Existem sim mulheres sem frescuras por aqui, que sabem o que querem e vão atrás, mesmo que você tenha que ir buscá-las em um inferninho sertanejo. Segundo, impossível fugir daquele infame senso-comum “deus não dá asa pra cobra, e quando dá, tira o veneno”. A beleza foi suficiente para poupar esforços, atrair e garantir a gatinha. Mas, para mantê-las, é preciso trabalhar! Haja saúde!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Um cargo público para chamar de seu...

By Leonardo Zelig

Nos últimos tempos, tenho me deparado com uma espécie curiosa de mulheres brasilienses: as concurseiras. Ocupantes de cerca de 70% a 80% das cadeiras dos cursinhos de Brasília, lá estão elas, faça sol ou faça chuva, prestando atenção nas aulas de Regimento Interno e afins! Geralmente vivem integralmente pra estudar, andam pra lá e pra cá com Vade mecum debaixo do braço, possuem pavio curto e diante de qualquer barulho dentro da sala de aula, que não seja as competências do STF, proferem o infame shhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

Interessante notar, que num ambiente tão diversificado de cursinho (evangélicas, patricinhas, alternativas, aposentadas e MILFS), todas parecem se uniformizar nos temas de conversa, pelo menos durantes os dois meses que antecedem a prova do concurso. Então, é muito comum captar conversas desanimadoras dessas mulheres do tipo:

- Gente, vocês viram que a prova corre o risco de ser adiada? - Assustada
-Sério?? - Espantados
-Seríssimo! - Veementemente

Ou

-Ontem resolvi 1500 exercícios de constitucional! – Gaba-se a patricinha orgulhosa.
-Parabéns!!!! – Anima-se a concorrente que gostaria de vê-la enforcada.

Durante algumas aulas, pude ter a oportunidade de me aproximar dessas concurseiras xiitas para avaliar e entender o que as move. Muito sérias, parecem estar constantemente sob efeito letárgico, quase nunca brincam e a única ação/emoção que as interessa é ir na coordenação queixar-se de algum professor mequetrefe. Pergunto-me: Como essas mulheres tem prazer?

Súmulas do STJ não podem funcionar como afrodisíaco, certo? Tampouco, assistir aos programas da TV JUSTIÇA aos sábados não deveria causar orgasmos múltiplos no sexo feminino, correto?...Não deveria, mas começo a achar que há grandes chances de causar.

Certo dia presenciei uma garota queixando-se da quantidade de gente acomodada que havia no serviço público. Ela, toda animada, dizia ter interesse em desenvolver o chamado CONCURSOTERRORISMO, que consistia em explodir repartições públicas espalhadas pelo Distrito Federal para matar os servidores públicos e consequentemente abrir mais e mais vagas em concursos públicos ao longo do ano. A galera chorou de rir...Com este tipo de humor fino e catastrófico, compreendi os anseios dessas mulheres: não é um pinto ou uma bolsa Vitor Hugo que elas querem, mas sim um cargo público ( não importa a remuneração!Elas querem um cargo para chamar de seu...).

Quanto a vida social ou sexual dessas mulheres obcursianas ou vestconcursianas, notei que é nula. Já pesquei inúmeros relatos delas contando como foi abrir mão do namoro de 5 anos para fazer sexo com a apostila de 500 páginas com mais de 2500 exercícios de direito administrativo. Ou uma outra senhora que não transava há 6 meses com o marido, porque alegava que qualquer horinha de prazer perdida com seu cônjuge, podia representar um ponto a menos na prova. SCORE!!!

Que Marcão, Ricardão ou Carlão que nada! As concurseiras estão interessadas nos atributos do CESPE, no dinheiro que a Fundação Carlos Chagas vai dar pra elas fazerem compras, nas viagens para Paris que a ESAF lhes garantirá e nos orgasmos que só uma boa FUDIVERSA pode dar. Estou CERTO ou ERRADO??

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O mundo é das feias.


By Leonardo Zelig

Relembrando a minha vida amorosa, percebi que já fiquei com muitas mulheres feias. Elas são recorrentes em minha vida, e nunca achei isso algo que me incomodasse necessariamente...Quando falo de mulher feia, me refiro a mulheres que não são padrões de beleza, nem tampouco Godzilla atacando Tóquio numa manhã de Domingo. Sempre consegui identificar qualidades nas feias que me chamam a atençao, como: um charme, um jeito de olhar, uma jogada de cabelo, uma cruzada de pernas ou o bom humor.


Existe, porém, toda uma dinâmica para a mulher feia, no século XXI, conseguir sobreviver nesse mercado duro de BBBs siliconadas e afins. A concorrência é dura e dependendo do território geográfico pode ser desastroso!Perceba, uma mulher no Rio Grande do Sul que seja feia, pode ter mais dificuldade do que a mulher feia paulista.O negócio é elas saberem jogar com as ferramentas que possuem...


Comecei a notar, pelo menos em Brasilia, que mulheres feias gostam de estar acompanhadas de mulheres gatas, e estas, por sua vez, curtem a companhia de uma amiga feia. Cheguei a possível conclusão, após olhar clínico recorrente da situação, que as feias curtem andar com amigas bonitas sob o pretexto de poderem estar em lugares badalados (já que gente bonita sempre está em lugares bacanas) e pelo fato de acreditarem que pegarão a rebarba dos tocos da amiga gata. Quase sempre dá certo, já que a feiura acaba atraindo wingmen, homens com o ego destruído pela amiga bem afeiçoada e homens kamikazes...


As amigas bonitas, por sua vez, gostam de estar rodeadas de feiura, para que possam se destacar, afinal a beleza será realçada diante de pessoas desprovidas de beleza. Por exemplo, se você olhar para um trio de mulheres, andando na rua, composto por Charlize Theron, Helena Bonham Carter e Cristina Ricci, obviamente, todos identificarão na hora a belíssima Theron e só terão olhos para ela. Agora, se você vê no shopping Charlize Theron, Catherine Zetta Jones e Jennifer Connely conversando casualmente, seu cérebro funde e você fica: opa...opa...opa...A pobre Charlize estará ofuscada.


Um importante fator para as feias serem adoradas é que na maioria das vezes elas são mulheres divertidas, possuem humor ácido e cortante e personalidade bem definida, já que pelo fato de não terem sido abençoadas com a beleza, buscam compensar isso sendo inteligentes, ganhando prêmios, sendo cultas ou desenvolvendo outros aspectos da personalidade para despertar a libido masculino de alguma forma. Ou nao...


Eu, particularmente, tenho uma queda por mulheres da categoria “sexy ugly”. As mulheres “sexy ugly” são aquelas consideradas feias pela sociedade, mas que por algum fator misterioso, ou trejeitos, ou olhar ou corkyness acabam disparando um efeito no homem, no qual não se consegue achar uma razão plausível. Tenho como exemplo a divertida irmã de John Cusack, Joan Cusack, que claramente é feia, mas tem alguma coisa que faz ela ficar minimamente atraente.


Feiura e beleza, são duas armas que as mulheres podem utilizar sabiamente para o bem ou para o mal. Saiba encarar a feiura como adjetivo positivo, afinal elas são menos frescas do que as gatinhas, sabem rir, conversam sobre tudo e nunca possuem spray de pimenta pra jogar nos olhos do homem que a corteja.


Agora, a Charlize Theron...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Mistério de Dani Fusca

Por Conrado MalaquiasHá algum tempo atrás fui vítima de uma idéia vil, cruel e esquizofrênica, daquelas que só uma mulher desocupada poderia ter.
Uma “amiga”, Chiquinha, vivia comentando com Leonardo Zelig sobre como ela tinha curiosidade sobre a minha pessoa em relação às minhas atitudes com as mulheres: como eu chegava, papo, cantadas e coisas do tipo. Um dia, Chiquinha chegou para mim dizendo que uma amiga sua, que inclusive havia estudado conosco no ensino médio, era super afim de mim e havia pedido meu msn. Sem medo de ser feliz, autorizei o fornecimento de tal informação. O nome da amiga: Dani Fusca.
Dani Fusca supostamente estava morando em Goiânia no momento e cursando alguma ciência exata que agora não me recordo. Perguntei para ela porque nunca a havia visto no colégio antes, ao que ela me respondeu que era muito tímida e quase nunca saia da sala nos intervalos... Continuamos conversando, ela se mostrou muito simpática e uma bela de uma gatinha, a julgar pelas fotos que me mandava: loira, baixinha, olhos claros...tava muito fácil pra mim, logo, comecei a desconfiar.
Em uma das conversas virtuais, Dani Fusca me informava que estava vindo para Brasília e que gostaria de me ver. Passou-me seu telefone e fiquei de ligar. No dia combinado, então, liguei e qual não foi minha surpresa ao ouvir: ESTE NÚMERO NÃO EXISTE. Pois bem, fui questionar Chiquinha, que, naturalmente estava a par de toda a situação e me respondeu que Dani Fusca era muito, muito tímida e que era para eu não desistir, ter paciência com ela. Tá bom viu Chiquinha!?
Fui investigar essa história fétida. Perguntei a um colega dos tempos de ensino médio, que estudou na sala que Dani Fusca alegou pertencer, se ele se recordava de tal pessoa. “Nunca vi ou ouvi falar, e com essa descrição e com esse nome, eu me recordaria.” Muito convincente. Perguntei para mais umas três pessoas e ninguém nunca havia ouvido falar desta mulher. Um fastasma!
Até que um dia a coisa mais estranha aconteceu. Estávamos eu e Zelig estudando na biblioteca da faculdade quando passa por nós, ninguém mais ninguém menos que ela: Dani Fusca! Ou devo dizer, a mulher que aparece nas fotos que Dani Fusca me mandou. Fui relatar este interessante acontecimento para Chiquinha, que, sem se abalar e achando tudo muito normal, me diz que as duas (Chiquinha e a menina da faculdade) eram amigas e que ela é realmente muito parecida com Dani Fusca.
Sem paciência e já entendendo tudo o que havia ocorrido, preferi não entrar em conflito com Chiquinha. Poderia tê-la questionado sobre o imediato sumiço de Dani Fusca do msn. Poderia ter dito que posteriormente achei o Orkut da menina da biblioteca, amiga de Chiquinha, e que nele estavam as mesmas fotos que Dani Fusca havia me mandado. Poderia até, vejam vocês, ter entrado em contato com esta menina e avisá-la que estavam usando as fotos dela como se fossem de outra pessoa, e claro, mencionar também que sua amiga Chiquinha que havia me apresentado essa outra pessoa. Mas não senhores e senhoras, tive parcimônia e sabedoria para apenas me retirar discretamente da história deixando um telefone de ajuda profissional para Chiquinha...
Moral da história: mulheres, quando vocês forem inventar um personagem fictício e enviar fotos de uma pessoa real para infernizar a vida de algum mancebo, (sabe-se lá por qual motivo)certifiquem-se que tal pessoa não estuda na mesma faculdade que a sua vítima. =)