domingo, 7 de novembro de 2010

Kung Fu Trainee



By Leonardo Zelig

O período pós-faculdade pode ser deveras incerto quando se é despejado no mercado de trabalho sem o amparo de um contrato...de trabalho. Entre os estudos para um concurso público e outro, resolvi arriscar um programa de Trainee. O banco HSBC estava fazendo um processo seletivo e eu havia sido convocado para a penúltima etapa do processo: uma dinâmica de grupo em São Paulo.

Mala pronta, webjet e lá estou eu andando de terno pela Avenida Paulista em pleno meio dia numa sexta feira calorenta. Me dirijo ao prédio, perto da GAZETA, aonde seria realizada a dinâmica. Logo no elevador dou de cara com o ilustríssimo apresentador Milton Neves em seu horário de almoço, aceno para ele com a cabeça e subo até o décimo andar. As portas se abrem e me deparo com um extenso corredor sombrio que leva até uma produtora de eventos (local aonde ocorreria a dinâmica). Me dirijo à secretária e ela pede encarecidamente que eu sente em um dos sofás da sala de espera até chegar a hora da atividade, já que eu havia chegado com uma hora de antecedência...

Passados 30 minutos, aparece uma bela moça loira que também acaba sentando ao meu lado. Lado a lado com ela, começa a passar pela minha cabeça: “Será que nessas situações você deve virar amigo dos seus concorrentes?”, ou “Deve-se ficar na sua?Ou interagir?” e “mas, ela é tão gatinha...Será que vale um flerte?Nunca mais vou vê-la...”. Já naquela situação constrangedora de eu e ela, sem assunto, olhando pra parede branca, tento quebrar o gelo com um “small talk”:

-Você veio participar da dinâmica do HSBC? – (Pergunta retardada)

-Vim...Sou lá de Curitiba...E você?

-Sou de Brasília...Pois é,né?

-É...

-Você tá pleiteando vaga de qual curso?

-Psicologia. Quero trabalhar no Recursos Humanos.E você? - pergunta ela “demonstrando” interesse.

-Direito, área Legal do HSBC.

-Bacana!...Tá quente aqui,né? –(Quando esse comentário é proferido por qualquer pessoa em um diálogo, há grande chance da interação estar morta, o assunto “clima” deve ser abordado em último caso, quando não existe mais nenhum tema a ser trazido para o papo. Ela foi um pouco precipitada ao puxar essa budega...).

-Tá quente mesmo...

Eu, a loira e um engenheiro fomos posicionados numa salinha, COM AR CONDICIONADO, quando começou a enrolação de apresentação de cada um dos candidatos para o grupo: o que você faz da vida -Profissão - Curso - Hobbies...Me apresentei e logo em seguida a Loira contou sua história de vida, basicamente ela era psicóloga, especialista em programas de trainee (este era o 15º programa que ela participava) e professora de kung fu. Como assim? Professora de Kung fu??

Eu e ela ao longo do processo fomos aniquilados pelo “engenheiro-sabe-tudo”, que, injustamente, já estagiava no HSBC e sabia de tudo e mais um pouco sobre o banco. Nada feito para mim e para a moça...Com ares de derrota, acompanhei a lutadora de kung fu até a calçada do prédio.

-Então é isso, né? –falo eu em tom deprimido.

-Eu tô puta...Eu esperava passar nessa droga...

-Que isso!Há outros programas trainee...

-Esse é o meu 15º programa, cara!Não aguento mais!! – Ela faz gesto violento no ar com os punhos cheios de hematomas.

- Você quer dar uma volta pra espairecer?Ir na Livraria Cultura logo ali, ou no MASP comigo? – Já começa a correr um filminho em minha cabeça: eu e ela aos beijos tórridos, depois praticando sexo marcial no quarto do meu hotel na Rua Augusta.

-Não!Eu vou embora!Beijo... – Sai ela antipática destruindo qualquer possibilidade de experiência comigo nas ruas de São Paulo.

Sem contrato com o HSBC e sem a garota, terminei uma micro aventura paulistana. Valeu a experiência, mas fica a dica: saiba tudo sobre a empresa aonde quer trabalhar, seja desinibido e não crie fantasias com sua concorrente de vaga de emprego, especialmente se ela luta kung fu. Caso contrário, só vai levar porrada!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Garotas Cariocas, suingue sangue bom!



By Leonardo Zelig


Numa sexta feira brasiliense, nada mais convidativo do que se embebedar no bar mais próximo. A escolha da noite foi uma choperia no centro da cidade: GAROTA CARIOCA. Frequentado pela classe média, este bar vivencia, atualmente, grande sucesso na vida noturna da capital federal, vide suas longas e intermináveis filas.

Com um repertório esdrúxulo de djs que tocam desde "Ana Júlia" do Los Hermanos até "Fama de putona" da Tati Quebra Barraco em questão de segundos, eu e Conrado Malaquias, devidamente calibrados com um barril de chopp, resolvemos explorar o bar e ver o que as interações com as gatinhas poderiam render. Not much...

Abordamos uma ou outra garota que dançava sozinha, mas éramos sempre recepcionados com grosserias, pontapés e artilharia pesada de “affs” e “ninguém merece”. Sempre muito cortês, eu as abordava com aquele papinho: “Po, vocês estão sozinhas aí!Eu to com meu amigo aqui, bora conversar...sei lá...”. E a resposta era algo assim: “Olha só, meu filho!Nós não queremos conversar com vocês não...Não estamos interessadas”.

Meio derrotados, resolvemos voltar para a mesa, no caminho, no entanto, avistamos duas garotas encostadas na bancada do bar e que traziam na cara algo até então não encontrado na balada: sorrisos. Resolvi arriscar:

-Tudo bem com vocês?Vocês estão sozinhas aí, querem bater um papo comigo e com meu amigo?
-Tudo bem... – (ALELUIA!)
-Vocês são daqui mesmo de Brasília?São tão simpáticas...
-Não...Somoshhh cariocashhh. Viemoshhh para um Congresso aqui em Brasília, porque trabalhamoshhhh na Fiocruz.

Conversamos cerca de 20 minutos com elas, e sempre muito sorridentes e simpáticas fizemos o diálogo render. Trocamos informações e impressões sobre as diferenças abissais entre a vida noturna brasiliense e uma vida noturna de verdade na LAPA da cidade maravilhosa. Eu e Conrado, trabalhando como Wingman um do outro, tentamos direcionar a conversa para ver se rolava uma ficada:

-Mas, vocês tem namorados lá no Rio?
-Temos...Eu namoro há 5 anos e a minha amiga namora há 6 meses.
- Mas, eles deixam vocês saírem de boa,ne?
-As vezes....Eles não sabem que a gente sai de vez em quando...hihihih...Mas, não vem com esse papo não de que “você acha que eles não estão ficando com outras garotas lá no Rio,enquanto vocês estão aqui?”. Nós somos fiéis, queridos!

Mesmo, com a negativa muito clara para nós de que não iria rolar nada além de um bom papo naquela interação, tudo aquilo serviu para nos mostrar como mulheres normais de outros estados encaram de forma descontraída e digna a abordagem de nobres cavalheiros querendo socializar. As cariocas são mulheres que batem papo numa boa, sorriem, dão risadas, chiam, seduzem e são um tanto quanto charmosas. Já as brasilienses... bem, são brasilienses, com suas caras amarradas, mal amadas e desinteressadas. Até aqui, o Rio de Janeiro continua lindo!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Vicky, Cretino… AMSTERDAM!!


A volta de Denílson McLovin

Olá amigos leitores do “se ferrando na balada”! Depois de muito tempo ausente e, como não pude deixar de perceber, excluído (não sem razão, é verdade) da seção “quem somos” de nosso tão estimado blog, me arrisco a escrever sobre uma de nossas aventuras na bela cidade holandesa de Amsterdam. Consciente de que não o farei com a mesma maestria que meus colegas Zelig e Malaquias, recorro, para pelo menos igualá-los em certa medida, à analogia com o mundo dos filmes. Como vocês descobrirão mais adiante, essa história se parece com a película de Woody Allen somente pelo título e pelo fato de a história ter se passado na Europa. Porém, como bem sabem meus caros amigos e os leitores que se lembram de meus famigerados posts, não perco uma oportunidade de trocadilho.

Como já exposto anteriormente neste blog, fizemos (eu, Conrado Malaquias, Leonardo Zelig e Stanislaw Juvêncio) uma Eurotrip no começo desse ano. Como também já falado em outra história, nosso destino final, por questões logístico-físico-financeiro-biológicas, foi Amsterdam, a Disney dos maduros demais para se encantar com Mickey e sua turma e aburridos de menos para engatar um relacionamento sério e monótono que caia na rotina e tenha o sol da Toscana como destino provável de lua de mel. Vamos aos fatos...

Já na chegada à terra dos vascaínos da Europa (tri-vice campeões mundiais, ho ho ho ponto para os trocadilhos) a curiosidade tomava conta de nosso grupo. Conrado Malaquias e Leonardo Zelig se esqueceram do medo de avião que possuem e trocaram o aperto mútuo de mãos (praxe nos pousos das aeronaves) na chegada à capital holandesa por gritos histéricos que revelavam a apreensão de conhecer essa bela cidade e seus encantos que, até então, não conhecíamos pessoalmente. Depois de nos instalarmos no albergue e desviarmos das inúmeras bicicletas (lá, existem em número equivalente ao de besouros na capital federal neste momento), chegamos finalmente à famosa Red Light District. Logo de cara, constatamos que tal local é vítima de tantas calúnias e difamações como Dilma Ducheff e o seu mentor, o herói nacional Luís Inácio (pobrezinhos). Não tem nada de violento, nada de tráfico de drogas ilícitas na rua e, muito menos, só barangas nas vitrines. Muito pelo contrário, muuuuuiiiito pelo contrário. Modelos internacionais é o mínimo que posso dizer das moças.

Depois de aproximadamente 15 voltas no “circuito XXX”, o proibidão, de Amsterdam, cada uma delas justificada por 3 semanas de igrejas, museus e pontes nas demais cidades que visitamos, resolvemos assistir a um show de sexo ao vivo (sim, isso existe!!!) atendendo recomendação do primo de Zelig. Muito bem, mais 4 voltinhas para decidir em qual casa iríamos adentrar e, finalmente, escolhemos: Entramos no Casa Rosso.

A aparência era a de um teatro normal, capacidade para umas 100 pessoas, com alguns lugares no nível do palco e outros poucos numa espécie de mezanino. Como não sabíamos o que nos esperava, resolvemos começar assistindo ao show do andar de cima do teatro, mais longe do palco (“vai que voa alguma coisa em cima da gente!”, bradou sabiamente um de nossos amigos). O “show” era composto por cinco ou seis esquetes que se repetiam ininterruptamente, literalmente, nas palavras do proprietário do local quando por nós indagado sobre até quando duraria o show.

A impressão do show é que era algo muito coreografado e robotizado, o que parecia decepcionar a nós e ao público em geral. O único dos esquetes digno de nota (e que motivou esse post e serviu de pano de fundo para todo esse blá blá blá até agora) era de Vicky, a dançarina da Banana. Não exatamente pela sensualidade (Vicky perdia de dez a zero para as belas holandesas que se exibiam nas vitrines vizinhas), mas por sua dose de humor. Era basicamente assim, Vicky dançava, de biquíni e rebolando, com um chocalho em cada mão ao som de uma música que só tinha uma palavra: Banana ("Banana, paranpamparan, Banana, paranpamparan"). Depois, 3 voluntários eram chamados ao palco para comer (cada um dava uma mordida por vez) a banana que era colocada na parte mais íntima de Vicky. Lá pelo último pedaço da banana, um gorila entrava sorrateiramente no palco e enrabava, com uma banana acoplada à sua região mais íntima os voluntários, que a essa altura estavam de quatro, mordendo a banana na xoxota de Vicky. Gargalhadas, cortinas se fecham, ponto final.

Já havíamos visto duas vezes cada cena e Stanislaw Juvêncio, como de costume, estava irrequieto. Queria de qualquer forma que descêssemos para o andar de baixo do teatro ou então deveríamos ir embora. Tudo isso com a discrição de costume (em alto e bom som e, claro, em bom português). Pra quê? (lembrança do meu último post). Ao final do showzinho de nosso amigo, surge uma voz máscula como a de Ricky (não o Martin, sim o maior ídolo da história da equipe do Morumbi) na fileira atrás da nossa com a fatídica pergunta:

- Vocês são brasileiros? (Não burro! Somos croatas, mas falamos português fluentemente).

- Somos sim – respondemos, com medo de praticar a ironia acima e do que poderia nos acontecer naquela ocasião por termos nascido no país tropical.

- Ai... então (diz o senhor mexendo efusivamente as mãos) eu que fiz as coreografias do show. Vocês estão gostando?

- Claro – nos apressamos em dizer para acabar de uma vez com o diálogo constrangedor.

E assim foi. Qualquer papo que nosso amigo brasileiro quisesse puxar conosco era prontamente abafado, com receio de onde isso poderia chegar. Chegava a hora da cena de Vicky. O público já era pouco e além de um gordinho inglês (bêbado, com o perdão da redundância) ninguém mais aceitava ser um dos voluntários de Vicky. Eis que a estrela desceu do palco para ir atrás de vítimas. Nada. Nisso, o migucho brasileiro começa a gritar desesperadamente:

- Vickyyyyyy!!!!!!!!! Vickyyyyyy!!!!!!!!! Eles são brasileiros. Chama eles.

- Vai lá gente!! Vocês são muito frouxos. – Disse o coreógrafo para nós.

Era hora de ir embora...

Mais uma vez: Valeu Stanislaw!!

domingo, 10 de outubro de 2010

Gordinhas e fãs do cantor Daniel.



By Leonardo Zelig


Lá estava eu numa balada sertaneja experimentando novos ares, já que essa vida de baladas oitentistas, pubs e rockzinho não leva a nada, no máximo a um telefone ou um msn errado de uma gatinha revoltada. Pois bem, o ambiente escolhido foi a célebre Roda do Chopp, point de pessoas fissuradas em Henrick e Ruan ou Pedro Paulo e Mateus...

O ambiente amplo é composto pela pista de dança extensa, um palco e diversas mesas espalhadas. Um local notoriamente composto em massa pelo público feminino só poderia ser um ótimo contexto para colocar minhas cantadas e aproaches com vários perfis de mulheres em dia. Antes de entrar, dei uma calibrada providencial com Coca Cola Zero misturada com uma vodka que atende pelo nome de ROSKOFF (R$5,00!!!!)!!!!

Já dentro da balada, fui logo abordado por uma gordinha que papeava com meu amigo. Ela se apresentou e falou que estaria por ali com as amigas, abrindo o caminho para algo no futuro. Na pista de dança, fiz algumas tentativas em vão com uma ou duas moças solitárias que diziam estar sozinhas por opção e que queriam curtir a noite sertaneja sem homens...OK...

Devidamente embriagado, localizei a gordinha da entrada sentada numa mesa afastada e com cara de poucos amigos. Resolvi me aproximar:

-Maria!Lembra de mim??Da entrada??
-Ora, lembro sim!
-Você tá aí sentada com cara de poucos amigos...Quer uma companhia?
-Claro!Vamos dançar!!!!

Depois de dançar desastrosamente o passo “dois pra lá, dois pra cá” com Maria, exausto, convideia-a para sentarmos. Trocamos alguns beijos tórridos que foram pontuados por diálogos furados, miudezas da vida. Eis que percebi a incompatibilidade de assuntos. Como conciliar a “ficada mais demorada”quando não há nada que nos une a nao ser a boca??

Maria era uma garota que curtia sertanejo, tinha pôsteres do Daniel pregados na parede do quarto, era fã de contabilidade e falava espanhol fluentemente. Eu, por outro lado, não gosto de música sertaneja, atiro dardos e toco fogo em pôsteres do Daniel, odeio contabilidade e falo portunhol fluentemente. Com perfis tão díspares, vivenciei algo, até então, inédito em minha carreira amorosa: silêncios contrangedores durante uma ficada.

-Você curte mesmo o cantor Daniel? – Perguntei discrente.
-Curto...
(pausa)
-Por que? – Insisto.
-Ah! Não sei...Ele é muito bom...
(longa pausa)
(Pausa)
Beijo ela...
(Pausa)

Depois de beija-la e abraça-la bastante para suprir a falta de interesse mútuo um na vida do outro, resolvi me despedir dela. Em tom de chacota, fui recebido por meus amigos que não compreendiam o porquê de gastar tanto tempo ficando com uma garota roliça naquele lugar. Não me importava, a experiência de ter ficado com um perfil de mulher totalmente diferente do que estou acostumado me fez refletir: estamos nessa vida para ´aproveitar´. Além do mais, essas moças gordinhas fãs de Daniel precisam uma hora ou outra parar de beijar o cartaz do cantor pregado na parede do quarto e beijar a boca de caras reais.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A Balada do Pistoleiro.



By Leonardo Zelig


Era mais uma noite de nostalgias na festa oitentista que rolava na capital federal. Pessoas requebrando ao som de Cyndi Lauper, rapazes chegando nas gatinhas com fundo musical garantido pelo Duran Duran e eu a procura de uma jovem senhora que curtisse um mancebo de 22 anos. Como é de praxe em festas do gênero, haveria uma grande surpresa que seria revelada lá pela meia noite, no ápice da festa. Eis que sob um palco montado de forma improvisada, surge o saudoso Serginho Malandro com seu boné de pirocóptero e muita animação para entreter os trintões. Seria reproduzida no palco a “Porta dos desesperados”, antiga atração infantil do Malandro que era transmitida na emissora do homem do baú lá nos idos de 1991/92.

GLU...GLU...GLU...GLU

Ao fim da palhaçada, Sérgio convocou a todos para se dirigirem à pista de dança afim de que casais fossem formados. Uma seleção de baladas que iam de “Take my breath away”do Berlin até “Save a Prayer” do Duran Duran explodiram nos alto falantes e pessoas de rostinhos colados procederam a dança do acasalamento madrugada adentro. Eu, rapaz de 22 anos, avisto uma nobre garota, de talvez seus 36 anos, olhando fixamente para mim...Shall we dance?

Eis que já posicionado e com rosto pregado ao da garota, num timing perfeito, ecoa no ambiente a voz potente e arrepiante da Senhora Tracy Chapman:

“Sorry
Is all that you can’t say (…)”

“Baby, Can I hold you”,
hit inesquecível da cantora norte americana, começa a tocar na festa e a minha recém acompanhante cochicha ao pé do meu ouvido:

-Dancei muito ao som dessa música na minha adolescência! – Diz ela sussurrando.
-De fato...Uma bela música pra se curtir a dois. – Respondo.
-Dancei e também beijei muito ao som dessa baladinha lá em Porto Alegre.Me traz tantas lembranças... – Ela conclui demonstrando saudade daquele tempo...
-Bacana...Você beijou muito gaúcho dançando “Baby, can I hold you”, certo? Mas, já beijou algum brasiliense com fundo musical de Tracy Chapman? – Pergunto malicioso.
-Nunca... – Responde ela com sorriso malicioso.
-Quer experimentar?

“Words don’t come easily
Like sorry
Like sorry (…)”


Inevitavelmente nos beijamos. Sem frescuras ou sem preliminares, as trintonas sabem o que querem e vão direto ao ponto. Em um ambiente regado a estímulos oitentistas, de saudosimos, fiz a minha trintona se remontar à sua tenra adolescência. Pode ser que ela estivesse projetando em mim a saudade daquele tempo, da fase que não volta mais. De qualquer forma, fiquei feliz em servir de estímulo pra que ela se lembrasse de que ainda estava viva a faísca da juventude nela. A troca de experiências foi intensa, prova viva de que uma noite com Serginho Malandro e Tracy Chapman, combinação aparentemente indigesta, pode render muito mais do que você imagina...

“But you can say baby
Baby can I hold you tonight
Maybe if I’d told you the right words
At the right time
You’d be mine”

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Amizade Homem/Mulher: A Verdade (E Somente a Verdade)

Por Conrado Malaquias

Nas últimas semanas, em conversas com amigos e colegas de classe, fui ofendido, chamado de machista, imaturo e outros adjetivos desagradáveis, tudo isso porque defendia firmemente a posição de que é impossível existir uma amizade sincera entre homem e mulher.

Em meio aos muitos “que absurdo!”, “você precisa crescer” e “sinto muito que você pense assim” vindos, em sua maioria, de coleguinhas feministas cinquentonas, sabem o que eu não ouvi? Argumentações racionais e exemplos concretos que me mostrariam o contrário. E sabem por que não ouvi tais argumentações e exemplos? Porque eles seriam fracos e facilmente rebatíveis!

Como homem, solteiro e aproveitando este espaço que sempre foi sincero ao discutir assuntos relacionados aos percalços dos relacionamentos entre homens e mulheres, tentarei destrinchar aqui, pra você mulher, alguns pensamentos aleatórios envolvendo este interminável e polêmico assunto. Acompanhe.

Pra mim, a premissa-mãe que rege todas as pseudo-amizades entre seres do sexo oposto é: AMIZADE ENTRE HOMEM E MULHER SÓ É POSSÍVEL QUANDO A MULHER NÃO TEM INTERESSE NO MANCEBO.

No momento em que você, mulher, começar a mudar minimamente seu comportamento perto de seu grande “amigo”, fizer uma piadinha de duplo sentido, rir mais demoradamente de uma piada contada por ele, der aquele olhar 0.1 décimo mais demorado, mesmo que por engano, sinto muito, mas seu mancebo “amigo”, que já tinha pensamentos impróprios com você, irá tentar encontrar maneiras de torná-los realidade.

Vai começar com conversas estranhas e elogios insólitos no msn. “Você tava gata hoje ontem no bar ein!?” “Brigada, hehehe”. E depois, do nada, vai evoluir para convites para sair que você irá classificar como “nada a ver”. “E aí, bora marcar um cinema (ou lanche, sorvete...enfim, qualquer coisa mais ou menos romântica, tradicionalmente feita a dois)?” “Claro, vê aí com o pessoal que dia é melhor!”

É isso mesmo mulheres, 90% das amizades com o sexo oposto só existem porque vocês não querem pegar seus amigos! Ou vocês realmente acham que o seguinte diálogo tem alguma verossimilhança?

Marcão...tem um tempo que eu queria te falar uma coisa, to afim de você...

Julinha, você ta confundindo as coisas. A gente é só amigo!”

Dá um tempo né!?

Se esse diálogo fosse real e Marcão dispensasse a gata da Julinha assim, friamente, seriam grandes as chances de Marcão ser uma biba loka! Portanto, se você mulher, discordou de tudo que eu falei até aqui e orgulhosamente anuncia com toda a certeza que tem uma amizade masculina, muita calma e, antes, CONSIDERE SERIAMENTE A POSSIBILIDADE DO SEU “AMIGO” SER HOMOSSEXUAL. Hoje em dia, ela é cada vez mais real.

MULHER DE AMIGO MEU É HOMEM, MAS SÓ SE O AMIGO MEU FOR MUITO AMIGO MESMO. Homens verdadeiramente de bem nunca considerarão a possibilidade de mexer com ex de seus melhores amigos, mas se o mancebo for apenas um conhecido, ou um “cara que você estudou no ensino médio, faculdade, etc.”, então mulher, você não precisa nem ser ex. Você sabe do que eu estou falando, não sabe? Ao menor sinal de crise em suas relações passadas, nunca notou a quantidade de “amigos” que aparecem oferecendo um ombro...bem...amigo? Dizendo que o seu namorado não sabe apreciar o que tem? Que se ele tivesse a sorte de estar com você, ele te trataria como uma princesa? Exatamente.

ESSAS REGRAS SE APLICAM A PESSOAS DENTRO DE CERTO NÍVEL DE NORMALIDADE. Se você faz o estilo Pé Grande, pesa 200 kg, tem bafo, cecê, é estrábica ou metralhada, então é possível que você tenha um amigo de verdade. Eu sei que é cruel, mas não sou eu que faço as regras. Pelo contrário, até as considero bem filhasdaputa. Por outro lado, mulheres julgam os homens de maneira semelhante, senão pior (eu mesmo sou cheio das amigas). That's just the way it is!

Eu sei que é difícil aceitar que muitas das amizades construídas com pessoas do sexo oposto estejam apoiadas em pilares tão fracos e, mesmo que você, mulher, pergunte para o seu “amigão” sobre essas coisas e ele negue tudo, acredite: É TUDO VERDADE! Pode parecer falsidade e oportunismo da nossa parte. No fundo, preferiríamos ser sinceros, seria menos exaustivo. Mas a sociedade nos obriga a jogar o jogo, vocês com suas armas, nós, com as nossas, e a pseudo-amizade, é uma delas!

E como diria Chris Rock...you never know!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

É Preciso Trabalhar!


Por Conrado Malaquias

Um sábado a noite desses, precisava sair de casa. Eram quase 22 horas, o tempo estava passando e todos os meus amigos ou estavam bundando ou já tinham arrumado outros programas no estilo clássico de Brasília: cineminha ou barzinho. Aprecio um bom filme e uma cerveja com os amigos como qualquer pessoa de bem, mas neste sábado eu precisava de um programa, digamos, mais rock n’ roll, já que tinha acabado de entrar de férias depois de semanas estressantes na faculdade e no trabalho.

Quando já estava me preparando para assumir a derrota e fazer a triste escolha entre Playstation, Legendários e Zorra Total, eis que descubro que um amigo meu que trabalha fora estava em Brasília e tão mal-intencionado quanto eu. Este amigo, P.J, não é daqueles que eu saio sempre, mas sempre que eu saio com ele é para fazer algum programa que eu normalmente não faria.

Fomos desbravar a noite brasiliense então eu, P.J e um terceiro conhecido nosso, que possui o apelido de “Saúde”. Voltaremos a ele depois.

O programa escolhido foi o show do Bruno & Marrone, com abertura de Michel Teló (???) na Granja do Torto (Pra quem queria rock n’ roll...bem-vindos ao cerrado!). Para quem não é de Brasília, a Granja é uma espécie de mini-roça artificial aonde faz muito frio. Em certas épocas, o ambiente também funciona como “casa de shows” para artistas sertanejos.

Cheguei ao local animado, de coração aberto e pronto para conhecer esta realidade, tão popular no Goiás e no Brasil a fora, porque não!? Mas aí eu lembrei que sou um rapaz da cidade e que esta história de mato, chapéu de cowboy, cocô de boi e sofrimento de corno simplesmente não funciona pra mim. E aqui, façamos justiça: muito se fala(ou) dos emos, que são uns frescos, uns chorões. E eles são mesmo, mas em matéria de intensidade e tristeza, uma reunião de CPM22, NX Zero e Fresno é uma tarde ensolarada no parque quando comparado a ouvir Bruno & Marrone cantando “Choram as Rosas”. Sério, próximo do fim do show eu estava me sentindo um pouco deprimido com todo aquele clima...

Minha noite teria sido um desperdício total se não fosse o ocorrido envolvendo ele, O Saúde! Não me entenda mal caro leitor, em tempos em que Justin Bieber é rei, tenho orgulho de fazer parte da última geração de heterossexuais a moda antiga, porém, o cara era realmente bonito. E sabe aquelas histórias que todos nós já escutamos sobre mulheres que chegam nos caras, mas poucos de nós já presenciamos? Pois é, algo impressionante e um pouco revoltante de se presenciar.

Estávamos eu, meu amigo P.J e Saúde conversando, quando uma ninfeta de uns 18 anos, não mais do que sorrateiramente e ignorando a minha presença e a de P.J no local, interrompe a conversa, se coloca no meio da roda, agarra ás suas mãos e pede com toda a suavidade e doçura: “dança comigo?” Saúde, que não estava prestando atenção em muita coisa, com as mãos nos bolsos e aquele ar natural de descolado que esses caras tendem a ter, se faz de difícil: “mas eu não sei dançar!”

Ela responde, toda solícita: “Eu te ensino”

E então eles dançaram e depois de 5 minutos se amaram embalados pelo som de “Dormi na Praça”, “Pra não Morrer de Amor”, “Ficar por Ficar” e outros petardos do estilo bovino-romântico-roçeiro. Eu não sei você leitor, mas o máximo que eu consegui depois de dizer para uma mulher que eu não sabia dançar foi uma expressão de impaciência.

E foi assim, apenas parado ali, curtindo o show e sendo O Saúde que o rapaz fechou este negócio. Pareceu até o que costuma acontecer com...uma mulher!

Mas daí acontece uma reviravolta na trama. Depois de algum tempo de muita conversa e poucas carícias, percebo que a ninfeta começava a demonstrar sinais de insatisfação com o rapaz. Em determinado momento ela se aproxima de mim e declara: “seu amigo fala demais!” Momentos depois, ela avisa O Saúde que iria “ali” com as amigas e que já voltava.


Nunca mais foi vista.

Destaco duas coisas disso tudo. Primeiro, foi bom ver que ainda há um fio de esperança em Brasília. Existem sim mulheres sem frescuras por aqui, que sabem o que querem e vão atrás, mesmo que você tenha que ir buscá-las em um inferninho sertanejo. Segundo, impossível fugir daquele infame senso-comum “deus não dá asa pra cobra, e quando dá, tira o veneno”. A beleza foi suficiente para poupar esforços, atrair e garantir a gatinha. Mas, para mantê-las, é preciso trabalhar! Haja saúde!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Um cargo público para chamar de seu...

By Leonardo Zelig

Nos últimos tempos, tenho me deparado com uma espécie curiosa de mulheres brasilienses: as concurseiras. Ocupantes de cerca de 70% a 80% das cadeiras dos cursinhos de Brasília, lá estão elas, faça sol ou faça chuva, prestando atenção nas aulas de Regimento Interno e afins! Geralmente vivem integralmente pra estudar, andam pra lá e pra cá com Vade mecum debaixo do braço, possuem pavio curto e diante de qualquer barulho dentro da sala de aula, que não seja as competências do STF, proferem o infame shhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

Interessante notar, que num ambiente tão diversificado de cursinho (evangélicas, patricinhas, alternativas, aposentadas e MILFS), todas parecem se uniformizar nos temas de conversa, pelo menos durantes os dois meses que antecedem a prova do concurso. Então, é muito comum captar conversas desanimadoras dessas mulheres do tipo:

- Gente, vocês viram que a prova corre o risco de ser adiada? - Assustada
-Sério?? - Espantados
-Seríssimo! - Veementemente

Ou

-Ontem resolvi 1500 exercícios de constitucional! – Gaba-se a patricinha orgulhosa.
-Parabéns!!!! – Anima-se a concorrente que gostaria de vê-la enforcada.

Durante algumas aulas, pude ter a oportunidade de me aproximar dessas concurseiras xiitas para avaliar e entender o que as move. Muito sérias, parecem estar constantemente sob efeito letárgico, quase nunca brincam e a única ação/emoção que as interessa é ir na coordenação queixar-se de algum professor mequetrefe. Pergunto-me: Como essas mulheres tem prazer?

Súmulas do STJ não podem funcionar como afrodisíaco, certo? Tampouco, assistir aos programas da TV JUSTIÇA aos sábados não deveria causar orgasmos múltiplos no sexo feminino, correto?...Não deveria, mas começo a achar que há grandes chances de causar.

Certo dia presenciei uma garota queixando-se da quantidade de gente acomodada que havia no serviço público. Ela, toda animada, dizia ter interesse em desenvolver o chamado CONCURSOTERRORISMO, que consistia em explodir repartições públicas espalhadas pelo Distrito Federal para matar os servidores públicos e consequentemente abrir mais e mais vagas em concursos públicos ao longo do ano. A galera chorou de rir...Com este tipo de humor fino e catastrófico, compreendi os anseios dessas mulheres: não é um pinto ou uma bolsa Vitor Hugo que elas querem, mas sim um cargo público ( não importa a remuneração!Elas querem um cargo para chamar de seu...).

Quanto a vida social ou sexual dessas mulheres obcursianas ou vestconcursianas, notei que é nula. Já pesquei inúmeros relatos delas contando como foi abrir mão do namoro de 5 anos para fazer sexo com a apostila de 500 páginas com mais de 2500 exercícios de direito administrativo. Ou uma outra senhora que não transava há 6 meses com o marido, porque alegava que qualquer horinha de prazer perdida com seu cônjuge, podia representar um ponto a menos na prova. SCORE!!!

Que Marcão, Ricardão ou Carlão que nada! As concurseiras estão interessadas nos atributos do CESPE, no dinheiro que a Fundação Carlos Chagas vai dar pra elas fazerem compras, nas viagens para Paris que a ESAF lhes garantirá e nos orgasmos que só uma boa FUDIVERSA pode dar. Estou CERTO ou ERRADO??

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O mundo é das feias.


By Leonardo Zelig

Relembrando a minha vida amorosa, percebi que já fiquei com muitas mulheres feias. Elas são recorrentes em minha vida, e nunca achei isso algo que me incomodasse necessariamente...Quando falo de mulher feia, me refiro a mulheres que não são padrões de beleza, nem tampouco Godzilla atacando Tóquio numa manhã de Domingo. Sempre consegui identificar qualidades nas feias que me chamam a atençao, como: um charme, um jeito de olhar, uma jogada de cabelo, uma cruzada de pernas ou o bom humor.


Existe, porém, toda uma dinâmica para a mulher feia, no século XXI, conseguir sobreviver nesse mercado duro de BBBs siliconadas e afins. A concorrência é dura e dependendo do território geográfico pode ser desastroso!Perceba, uma mulher no Rio Grande do Sul que seja feia, pode ter mais dificuldade do que a mulher feia paulista.O negócio é elas saberem jogar com as ferramentas que possuem...


Comecei a notar, pelo menos em Brasilia, que mulheres feias gostam de estar acompanhadas de mulheres gatas, e estas, por sua vez, curtem a companhia de uma amiga feia. Cheguei a possível conclusão, após olhar clínico recorrente da situação, que as feias curtem andar com amigas bonitas sob o pretexto de poderem estar em lugares badalados (já que gente bonita sempre está em lugares bacanas) e pelo fato de acreditarem que pegarão a rebarba dos tocos da amiga gata. Quase sempre dá certo, já que a feiura acaba atraindo wingmen, homens com o ego destruído pela amiga bem afeiçoada e homens kamikazes...


As amigas bonitas, por sua vez, gostam de estar rodeadas de feiura, para que possam se destacar, afinal a beleza será realçada diante de pessoas desprovidas de beleza. Por exemplo, se você olhar para um trio de mulheres, andando na rua, composto por Charlize Theron, Helena Bonham Carter e Cristina Ricci, obviamente, todos identificarão na hora a belíssima Theron e só terão olhos para ela. Agora, se você vê no shopping Charlize Theron, Catherine Zetta Jones e Jennifer Connely conversando casualmente, seu cérebro funde e você fica: opa...opa...opa...A pobre Charlize estará ofuscada.


Um importante fator para as feias serem adoradas é que na maioria das vezes elas são mulheres divertidas, possuem humor ácido e cortante e personalidade bem definida, já que pelo fato de não terem sido abençoadas com a beleza, buscam compensar isso sendo inteligentes, ganhando prêmios, sendo cultas ou desenvolvendo outros aspectos da personalidade para despertar a libido masculino de alguma forma. Ou nao...


Eu, particularmente, tenho uma queda por mulheres da categoria “sexy ugly”. As mulheres “sexy ugly” são aquelas consideradas feias pela sociedade, mas que por algum fator misterioso, ou trejeitos, ou olhar ou corkyness acabam disparando um efeito no homem, no qual não se consegue achar uma razão plausível. Tenho como exemplo a divertida irmã de John Cusack, Joan Cusack, que claramente é feia, mas tem alguma coisa que faz ela ficar minimamente atraente.


Feiura e beleza, são duas armas que as mulheres podem utilizar sabiamente para o bem ou para o mal. Saiba encarar a feiura como adjetivo positivo, afinal elas são menos frescas do que as gatinhas, sabem rir, conversam sobre tudo e nunca possuem spray de pimenta pra jogar nos olhos do homem que a corteja.


Agora, a Charlize Theron...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Mistério de Dani Fusca

Por Conrado MalaquiasHá algum tempo atrás fui vítima de uma idéia vil, cruel e esquizofrênica, daquelas que só uma mulher desocupada poderia ter.
Uma “amiga”, Chiquinha, vivia comentando com Leonardo Zelig sobre como ela tinha curiosidade sobre a minha pessoa em relação às minhas atitudes com as mulheres: como eu chegava, papo, cantadas e coisas do tipo. Um dia, Chiquinha chegou para mim dizendo que uma amiga sua, que inclusive havia estudado conosco no ensino médio, era super afim de mim e havia pedido meu msn. Sem medo de ser feliz, autorizei o fornecimento de tal informação. O nome da amiga: Dani Fusca.
Dani Fusca supostamente estava morando em Goiânia no momento e cursando alguma ciência exata que agora não me recordo. Perguntei para ela porque nunca a havia visto no colégio antes, ao que ela me respondeu que era muito tímida e quase nunca saia da sala nos intervalos... Continuamos conversando, ela se mostrou muito simpática e uma bela de uma gatinha, a julgar pelas fotos que me mandava: loira, baixinha, olhos claros...tava muito fácil pra mim, logo, comecei a desconfiar.
Em uma das conversas virtuais, Dani Fusca me informava que estava vindo para Brasília e que gostaria de me ver. Passou-me seu telefone e fiquei de ligar. No dia combinado, então, liguei e qual não foi minha surpresa ao ouvir: ESTE NÚMERO NÃO EXISTE. Pois bem, fui questionar Chiquinha, que, naturalmente estava a par de toda a situação e me respondeu que Dani Fusca era muito, muito tímida e que era para eu não desistir, ter paciência com ela. Tá bom viu Chiquinha!?
Fui investigar essa história fétida. Perguntei a um colega dos tempos de ensino médio, que estudou na sala que Dani Fusca alegou pertencer, se ele se recordava de tal pessoa. “Nunca vi ou ouvi falar, e com essa descrição e com esse nome, eu me recordaria.” Muito convincente. Perguntei para mais umas três pessoas e ninguém nunca havia ouvido falar desta mulher. Um fastasma!
Até que um dia a coisa mais estranha aconteceu. Estávamos eu e Zelig estudando na biblioteca da faculdade quando passa por nós, ninguém mais ninguém menos que ela: Dani Fusca! Ou devo dizer, a mulher que aparece nas fotos que Dani Fusca me mandou. Fui relatar este interessante acontecimento para Chiquinha, que, sem se abalar e achando tudo muito normal, me diz que as duas (Chiquinha e a menina da faculdade) eram amigas e que ela é realmente muito parecida com Dani Fusca.
Sem paciência e já entendendo tudo o que havia ocorrido, preferi não entrar em conflito com Chiquinha. Poderia tê-la questionado sobre o imediato sumiço de Dani Fusca do msn. Poderia ter dito que posteriormente achei o Orkut da menina da biblioteca, amiga de Chiquinha, e que nele estavam as mesmas fotos que Dani Fusca havia me mandado. Poderia até, vejam vocês, ter entrado em contato com esta menina e avisá-la que estavam usando as fotos dela como se fossem de outra pessoa, e claro, mencionar também que sua amiga Chiquinha que havia me apresentado essa outra pessoa. Mas não senhores e senhoras, tive parcimônia e sabedoria para apenas me retirar discretamente da história deixando um telefone de ajuda profissional para Chiquinha...
Moral da história: mulheres, quando vocês forem inventar um personagem fictício e enviar fotos de uma pessoa real para infernizar a vida de algum mancebo, (sabe-se lá por qual motivo)certifiquem-se que tal pessoa não estuda na mesma faculdade que a sua vítima. =)

sábado, 5 de junho de 2010

A camuflagem feminina.

By Leonardo Zelig


Hoje não, querido, vim dançar com minhas amigas...
Tradução: “Desculpa, querido!Você é feio…Não dá...Desculpa”

Eu sou lésbica!
Tradução: "Puta que pariu!Você me causa ânsia de vômito...Saia já daqui!!"

Eu tenho namorado, querido!Não vai rolar...
Tradução:
“Garoto escroto!Você tem cara de ter pinto pequeno, ser pobre e assistir ao Faustão aos domingos!Ninguém merece...aff”

As frases acima são provenientes da dura realidade das baladas. Qualquer homem que sai na noite brasileira está sujeito a essas frases manjadas que as garotas utilizam para camuflar suas reais impressoes sobre aquele macho conveniente ou incoveniente que veio apenas trocar uma idéia.

Sempre no alto de seus saltos e com spray de pimenta estrategicamente posicionado em sua bolsa, as mulheres brasilienses proferem frases feitas montadas para dispensar os inúmeros rapazes que as abordam...Frases essas provenientes de um código de conduta passado de amiga para amiga pelo boca a boca. Dessa forma, lesbianismo, namorado no banheiro, dançar com as amigas ou estar muito gripada acabaram virando formas nacionais (ousaria dizer até internacionais) educadas de despachar o rapaz rapidamente.

A grande questão é: nós, rapazes, estaríamos preparados para a sinceridade feminina, caso elas não utilizassem formas sutis de dispensa?

O ego na balada tem de estar exposto a uma serie de ataques e confrontos quando você vai pra rua paquerar. Ele é definitivamente colocado em xeque a partir do momento que você pisa na pista de dança. E a verdade é que se você não tiver preparado para olhadas feias, cara de nojo e maozada na cara, você é um homem morto!

Por mais que saibamos que a garota nao é lesbica ou que o namorado nao foi ao banheiro ( porque ele nao existe) é de certo modo reconfortante não enfrentar as impressões sobre você vindo de uma mera desconhecida. O tão frágil ego ficaria realmente abalado após sucessivos ataques a sua beleza, ao seu nariz grande, ao seu papo ruim ou a sua falta de pegada.

No entanto, surgem também aquelas garotas com a política de não ficar em balada, seja porque nao sabe quem o rapaz beijou antes ou porque acha sem sentido ficar por ficar. Nunca saberei se esse é mais um procedimento de pé na bunda, ou se realmente há garotas genuinamente com tal postura na noite (pelo menos até pintar Brad Pitt querendo beijá-las). A conferir...

Talvez devessemos encarar essas sutilezas femininas como uma forma carinhosa de tratamento, afinal a realidade nua e crua quase sempre pode nos chocar!Como certa vez uma garota me disse:

“Vai tomar no ..., filho da puta!Acabei de ser chifrada e to com ódio de homem!Sai daqui!”

Saí de cabeça erguida a procura da próxima lésbica gripada com spray de pimenta...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Motel não é Lugar DE Comer!

Por Conrado Malaquias

Estava eu conversando estes dias com uma colega de trabalho que me contava sobre suas peripécias amorosas do fim de semana.

Ela e seu namorado de décadas haviam ganhado cortesias de um motel da cidade, uma daquelas promoções “pague 4, foda 8”, ou em linguagem de motel, “pernoitar”. Lá foram eles então aproveitar pra sair da rotina e apimentar a relação.

Foi escolhida a madrugada de domingo para a aeróbica do capeta, e de lá, o casal havia combinado que iria direto para seus respectivos trabalhos/faculdades. Portanto, teriam de ir preparados com mochilas, vestimentas apropriadas e marmita(??) pra começar a batalha da semana que se iniciava.

Depois de encerradas as atividades, banhinho tomado e devidamente vestidos, retiraram o carro da “garagem” e se dirigiram àquela infame cabine (momento interessante, pois se tiver fila, você, ao mesmo tempo em que se esconde pra não ser reconhecido(a), olha discretamente para os carros da frente e de trás esperando dar o flagra em alguém...o que, infelizmente, nunca acontece) para quitar as contas e depositar a chave do quarto. Enfim, procedimento padrão ao sair de um motel, certo? Não dessa vez...

Recepcionista invisível do motel:
- Queridos, alguém esqueceu uma marmita na geladeira do quarto, imagino que seja de vocês né? Querem que alguém venha aqui entregar?

Casal com a cara no chão imaginando a cena que seria a empregada do motel se dirigindo ao carro com uma tupperware na mão:
- Err...então...pode deixar, eu vou lá rapidinho buscar. – Voluntariou-se a metade masculina do casal.

E assim, de cabeça baixa e marmita escondida debaixo da camisa, o mancebo retorna ao carro, encerrando a aventura de um jovem casal pobre e atrapalhado de Brasília.

Motéis, com todas as suas esquisitices e particularidades já são ambientes intimidantes por natureza. Portanto, keep it simple e não seja guloso: deixe a marmita em casa, pois a refeição já é garantida.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um Chevette, três copos vazios e uma puta.

By Leonardo Zelig


O que fazer em Brasília num sábado a noite sem programas bacanas rolando na cidade? Assistir Zorra Total? Não...Foi ante essa indagação que eu, Conrado Malaquias e Dorival Pimpão decidimos arriscar um programa radical: um puteiro, daqueles de lap dance e dançarinas no cano.

Para procurar esse tipo de atividade não há área melhor do Distrito Federal do que Taguatinga, cidade para se aproveitar a vida em grande estilo dependendo do seu ponto de vista. Ela te oferece uma vasta opção de bordeis, boates country, festas três ambientes (faca, tiro e briga) e demais preciosidades.

Eis que chegamos num estabelecimento chamado “Brazilian Show” posicionado na pista principal de Tagua, O PISTÃO SUL. A casa de entretenimento adulto é dotada de letreiros gritantes em neon e um leão de chacara assustador na porta responsável por recepcionar os ilustres frequentadores da casa. De pronto, ele já recolhe os vinte reais da entrada e permite nosso livre acesso a um mundo de putarias. Logo na entrada, diversos cartazes anunciando dançarinas que julgo serem famosas como: Ludimila Boca de Veludo, Kauane e Raiane e Regininha Tremilique. Agora vai!

O ambiente era escuro e relativamente amplo. Algumas mesas colocadas estrategicamente ao redor de um palco com o infame cano no centro e diversas garotas safadas transitando pelo local em shorts apertados e vestimentas provocativas. Nós éramos três jovens sem grana a procura de diversão.

Os shows ocorriam de 15 em 15 minutos. As mulheres eram anunciadas com grande pompa em alto falantes gigantes e suas performances ocorriam ao som de músicas que iam de Phil Collins a Beyonce. Provocadoras, elas se despiam completamente e cavalgavam no colo de um ou outro espectador sentado nas mesas do local. Dorival Pimpão foi um dos alvos...Lucky Bastard!

Num dos intervalos, a prostituta de nome Juliana Mendes se aproxima de nossa mesa sem nenhum copo ou bebida sobre esta:

-Porra! Não tem nenhum copo na mesa de vocês?? Vocês são pobres? Aposto que não têm nem dinheiro pra botar diesel no Chevette fudido de vocês! Se vocês querem vir pra um lugar desses, pede pelo menos água com gás que aí pelo menos, nós, putas, vamos pensar que eventualmente vocês irão pedir whisky ou alguma bebida assim! Agora, se for pra chegar aqui, sentar e não pedir nada...Esquece! Nenhuma puta irá ao encontro de vocês, garotos!

-É mesmo? – Pergunto chocado e com o ego destruido.

-É sim! Eu vim falar com vocês, porque eu não sou de Brasilia e pra mim não importa se o cara tem dinheiro ou não nesse momento. Só quando vou fazer o programa que me importa, né? Mas, minhas colegas de Brasilia nem se aproximam quando veem que os caras não tem aonde cair morto e não são clientes em potencial.

Recuperado do balde de água fria e já digerindo a pobreza em meu âmago financeiro, comecei a dar papo para a atenciosa Juliana Mendes, que se insinuava, estimulava, dançava e tentava fazer o trabalho dela da forma mais honesta possível. Apesar da sinceridade sutil de elefante, ela demonstrava perícia na arte de seduzir, ora de forma putona, ora de forma devassa...

Ainda no ambiente saudável de putaria, debatemos entre nós como de fato apenas Juliana Mendes (natural do Maranhão) parecia nos registrar no local. Enquanto isso, nas mesas cheias de copos de whysky e de água mineral (com gás) havia alta concentração de garotas, que inclusive estavam a ponto de transar ali mesmo! A conclusão foi inevitável! Até putas de Brasília nos menosprezam! E teve que aparecer uma prostituta proveniente do Maranhão, lugar de gente feliz, para dialogar conosco e acreditar no nosso potencial de possíveis clientes. Ela errou de qualquer forma...Pobre garota.

A noite terminou quando pegamos nosso chevetão e vazamos, sem esquecer, é claro, de parar no posto para colocar um óleo diesel no carro, afinal, correr riscos de madrugada com seu automóvel não é nada bom, né?

Life is a bitch!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Será que Ela É?

Por Conrado Malaquias

Ah, que gatinha...rostinho lindo, corpinho show, moicano invocado, calça de soldado e....OPA! Moicano e calça de soldado? Como assim?

Sim, queridos leitores. Há alguns meses atrás me interessei por uma moça, bem bonitinha, é verdade, cujo visual dava toda indicação de que ela gostava de um pastel de cabelo. Porém, devido a nossas interações, sempre divertidas e cheias de piadinhas de duplo sentido, comecei a pensar que, talvez, ela também pudesse curtir um picolé de carne. Curioso que sou, parti pra investigar até onde iria a toca do coelho.

Geralmente, quando tal situação ocorre, é com mocinhas heterossexuais duvidosas da sexualidade do mancebo pretendido. Possíveis bibas escondem ou disfarçam melhor suas viadagens (tirando é claro, as devidas exceções), do que possíveis meninas-menino, que, ao se vestirem de lenhadoras e praticarem o ódio aos homens, não deixam margem pra dúvidas.

Esta moça, porém, era a famosa exceção da regra. Muito simpática, costumávamos conversar bastante sobre os mais diversos assuntos: faculdade, música, baladas... Eram sempre papos muito interessantes, mas ela nunca dava pistas claras sobre suas preferências (quer dizer, devido ao estado sempre crescente de seu moicano, sua preferência estava mais ou menos clara. A essa altura, me restava saber se esta preferência era ou não uma exclusividade). Eram sempre coisas vagas do tipo:

- Pois é, namorei dois anos e to na pixxxta agora,hehehe...
- Ah, é?? E...bem...tipo...vocês se falam ainda?
- Ah, a gente meio que se afastou, sabe como é né?
-Ah...e...e não deu pra manter a amizade?
- Não, não.

Durante semanas pensei em uma maneira delicada de perguntar: “Você pega homem também?”. Nada me veio. Até que finalmente a encontrei em uma festa. Não sei se fui eu ou a forte influência do álcool, mas rolou. Ela pega homens também!

Ou pegava. Semanas atrás a encontrei em outra festa e a abordei cheio de amor pra dar. Dessa vez, porém, não tive tanto sucesso: “Não rola Conrado. Agora só as gatinhas, hihihihi, desculpa!”. Não tenho como ter certeza, mas será que eu tive algo a ver com isso? Dei aquele empurrãozinho final que faltava para ela desistir dos homens pra sempre?

Enfim, conversão sexual é assunto para outro post. Sobre aventuras com moças de moicano e calças de exército, tenho duas dicas a oferecer: primeiro, certifique-se de que ela é, de fato, mulher. Segundo, não vá com tanta sede ao pote sem ter certeza de que ela gosta do que você tem pra oferecer, pois ficarás com cara de bobo quando for rejeitado por uma mulher que te deu todos os sinais que o negócio dela é o velcro. De resto, sem preconceitos e vai ser feliz!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Os 8 Níveis de um Mancebo Atuante - Qual é o seu?

Por Conrado Malaquias

Junto ao teor humorístico de nossos posts, procuramos, às vezes, adicionar um pouquinho de antropologia, traçando um perfil meio torto é verdade, do comportamento dos jovens em baladas e em outras situações, digamos mais íntimas. E a inspiração para esse post surgiu observando, primeiro, os diferentes comportamentos dos mancebos nas baladas de hoje em dia e, segundo, refletindo sobre como agíamos nas mesmas situações no passado.

Confira agora a conclusão de como um mancebo evolui, ou não, na vida.

Nível 0 – Você mancebo, começa a ter vontade de beijar e comer as menininhas, mas és tão bostinha e inapto, que tens medo de falar com mulher e quando o faz, fala sobre bandas e programas que só você escuta e assiste, dá risadinhas nervosas e envergonhadas e faz perguntas fora de hora. Em outras palavras, você é um desastre e um esquisito. Na minha geração (porque hoje essa porra ta toda bagunçada) essa fase começava lá pra 6ª, 7ª série e terminava no comecinho do ensino médio. Para alguns, é claro, essa fase só termina na faculdade e para outros nunca termina...

Nível 1 – Se você não for um completo doente, já perde aquele medinho besta de falar com mulher e até já arrisca uns approaches na baladinha sub-17. Mas porque a qualidade do seu papo ainda é ridícula e medonha, tu ainda és um bostinha e um pega ninguém que volta da balada ainda em tempo de bater aquelazinha para ‘O Perfume de Emanuelle’. Porém, dias (não muito) melhores virão...

Nível 2 – Parabéns, mancebo! Essa é a fase das suas primeiras conquistas. Sabe aquela gostosona da escola que até os professores querem comer? Pois então...esqueça! Com a sua mínima experiência atual e falta de malemolência, comece a dar atenção para as gordinhas, magricelas e esquisitinhas, pois elas serão as únicas a te dar papo. E lembre-se: elas podem não ter sido seu primeiro amor, mas podem muito bem serem responsáveis pelo seu primeiro hand job!

Nível 3 – Você já freqüenta as baladinhas e churrascos promíscuos da faculdade há algum tempo, o álcool, que já é parte integral da sua vida nessas ocasiões, fez maravilhas pelo seu desempenho. Não há sinais de timidez, você é animado e carismático e de vez em quando até rola uma gatinha...E é nessa hora que você vomita e tem de deixar a balada mais cedo e carregado, pois ainda és um juvenil que se envergonha por desconhecer limites.

Nível 4 – Estamos virando gente, mancebo! Após muito quebrar a cara e se humilhar publicamente, você adquire sofisticação! Na balada, você não mais age como o palhaço da festa, bebe só o necessário para quebrar o gelo, é mais observador, estuda os alvos antes de agir e traça estratégias junto aos mancebos amigos (wingmen) para aumentar as chances de conquista. Características de um autêntico predador...

Nível 5 – Devido a sua recém-adquirida finesse, o mundo de baladinhas pra frentex e churrascos, com todas as suas superficialidades e menininhas enjoadas, não mais te atrai como há pouco tempo atraia. Gastar dinheiro em ingressos para conhecer e interagir com mulheres não faz mais sentido por que agora o dia-a-dia virou a sua balada. Você adquiriu as ferramentas para abordar colegas no trabalho e na faculdade, mulheres em lanchonetes, shoppings, livrarias e até na sala de espera do dentista. O local é apenas um detalhe, pois agora você é quem cria a ocasião.

Uau, mancebo! Quem diria que chegaríamos tão longe! De um bostinha punheteiro a um predador de consultórios...meus parabéns! Lamento lhe informar, porém, que este é provavelmente o fim da linha para a maioria de nós, pois os últimos três níveis são alcançados apenas por homens de grandes talentos e habilidades especiais. Confira:

Nível 6 (também conhecido como nível Brasília) – Esse é o nível daqueles bravos guerreiros que conseguem ter sucesso, ou no mínimo paciência em terras de mulheres intragáveis, irritantes e enjoadas que, não são nem tão bonitas e gostosas, mas que por algum motivo se auto-intitulam DIVAS. Quando uma relação é estabelecida, cuidado: elas não querem apenas seu dinheiro e que você abandone seus amigos e família. Elas querem tudo isso e a SUA ALMA. Muitos homens bons são derrotados neste ponto do caminho...

Nível 7 (também conhecido como nível Roberto Justus) – E daí que você é um cara grosso, bobão e cheio de manias irritantes? Você é podre de rico e isso é o que importa! Não existe maior afrodisíaco para uma mulher do que chegar de carrão, causando na balada logo depois daquele jantarzinho humilde de R$ 200,00, mesmo que o provedor seja um tremendo babão com dificuldades de montar frases completas.

Nível 8 (também conhecido como nível Johnny Depp ou nível Mick Jagger) – Para chegar a este nível 99% de nós teríamos de nascer de novo...e de novo...e de novo. É mais do que bom papo, dinheiro e carrões (embora seus participantes também tenham tudo isso!). É presença, é status. Mais o mais interessante aqui é que os homens deste grupo abdicaram de suas aparências – usam roupas esquisitas, chapéus e óculos estranhos, fazem caminho de rato no cabelo, interpretam piratas fedorentos – e mesmo assim permanecem como os homens mais desejados do planeta, enquanto o mancebo do dia-a-dia, se aparecer com uma pancinha mais saliente, passa a ser imediatamente tratado como o Homem Elefante. C’est la vie...

E você leitor? Em qual nível acredita estar? Leitoras, existe algum ranking parecido para as mulheres?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"The tap"

By Leonardo Zelig


Certa vez decidi convidar uma garota que havia conhecido na balada para um cineminha. Não costumo sair com garotas provenientes de ficadas em baladas, elas nunca respondem minhas mensagens ou sempre dão o telefone errado...Paciência!

Como essa garota parecia estar bem interessada em minha pessoa, resolvi arriscar uma típica comédia romântica com ela. Dizem que assistir comédia romântica da Julia Roberts no primeiro encontro é receita certeira para uma noite cheia de surpresas...Oscar pra ela!

Sem ainda beijá-la e ja dentro do cinema estrategicamente acomodado numa posição que permitisse que um de nós tomasse a coragem para break the ice, fui cada vez mais me aproximando...Tenho essa mania meio juvenil de fazer as coisas no cinema gradativamente: coloco meu braço perto do dela, vou tateando a mão dela com meus dedos, me aproximo e voilá!Um beijo! Obviamente só beijo se o feedback corporal dela for positivo, caso contrário continuo entretido no filme da Roberts.

Então, estava dando “aquele” beijo cinematográfico na garota, só que algo estava errado. Ela não abria a boca!Parecia haver uma rejeição por parte dela, como se minha língua impusesse algo e fosse barrada por um muro impenetrável, seus dentes!Nao!Como pode ser!?Me lembro que o beijo na balada era bom...Ninguém pode beijar dessa forma!
Quando tudo já parecia ruim, sinto "THE TAP"!

ATENÇÃO: É recorrente fatos abordados nos episódios do seriado "seinfeld" ocorrerem em minha vida, verdadeiras cenas tiradas da sitcom se reproduzindo ao vivo em minha vida real. Pois então, existe esse episódio no qual o personagem George Constanza está “satisfazendo”com sua língua uma mulher durante o sexo oral e de forma inusitada ela dá um tapinha no ombro dele, como se indicasse para ele interromper o que estava fazendo.Enough...

O "TAP" deve ser temido por qualquer homem!Seja no beijo, no sexo, no papo...Ele representa o que há de mais sutil (ou não) na linguagem feminina para que você pare imediatamente o que estiver fazendo because it’s not good!You suck!

Nunca havia recebido esse tipo de comando de uma mulher. Ao pereceber o tap, abortei imediatamente o beijo e voltei a posição “filme/Julia Roberts”. Fiquei imaginando o que seria esse indicativo...Eu beijo mal?Mas, era ela quem não abria a boca...Cheio de dúvidas terminei o encontro com a pulga atrás da orelha!Será que para algumas meu beijo é bom e para outras meu beijo é ruim? Acredito que isso deve se repetir em outros campos da relação (sexo, sexo oral ou belly punching). Não da pra satisfazer todas as garotas,ne?

Seja o que for, as sábias palavras de Jerry Seinfeld ecoam na minha moral masculina:

THE TAP IS TOUGH



quinta-feira, 8 de abril de 2010

Se Ferrando no Baile

Por Conrado Malaquias


Bailes de formatura são festas certamente curiosas. Gente que não vale nada se escondendo atrás de ternos, vestidos, maquiagem e chapinha, pais com sorrisos amarelos que não vêem a hora de voltar pra casa e pegar o finalzinho do Serginho Groisman (ou de Emanuelle no Espaço), bandas de qualidade questionável e a valsa, a infame valsa...hora que inevitavelmente algum convidado engraçadinho irá gritar para o amigo formando: “GOSTOSO!” , enquanto este e sua mãe caminham e sorriem de maneira envergonhada.



Nos 2 últimos bailes nos quais estive presente, pude observar todas essas características: as roupas, as sessões de fotos intermináveis, e por algum motivo desconhecido por mim, o eterno Kenny G(!!!) embalando a eterna valsa. É um ritual de passagem, e como em todo ritual, certas práticas não mudam, por mais chatas e imbecis que sejam. O que vale mesmo é encher a cara e dançar e se divertir com os amigos, como se você fosse a pessoa mais feliz do mundo, mesmo que só por uma noite.


Em Brasília, terra dos wannabe-descolados, ficam ainda mais gritantes o quão efêmeras e artificiais são toda essa alegria e estado-de-espírito-denoite-de-formatura. As meninas põem seus vestidinhos bonitos e vão requebrar seus corpinhos na pixxta - com aqueles óculos bregas e plumas coloridas - para indicar que estão se divertindo pra valer. “A NOITE É NOSSA MEEEEEGA!!!!” Porém, quando o mancebo, de terninho achando que é alguém na vida, se aproxima querendo compartilhar toda essa descontração...a agulha arranha o disco: BACK OFF! , e toda aquela desenvoltura, em uma noite que é para ser um extravasa de 4 anos de um curso que você nem queria fazer em primeiro lugar, é travada.


Oh, well...pelo menos é open bar.

terça-feira, 23 de março de 2010

Perdoai os Nossos Pecados…

By Leonardo Zelig
Houve um momento em minha vida no qual estava interessado em ficar com uma evangélica fervorosa! Eu estudava no mesmo local que ela e frequentemente dividia os intervalos e as tardes de estudo com a bela Koline...

Koline possuia um senso de humor não muito apurado, mas era dotada de grande humildade e simpatia, algo que chamara minha atenção em meio a aulas de Física e Química. E que Química!Podia sentir que um flerte recíproco rolava entre eu e ela a cada encontro não planejado pelas escadas do colégio.

Koline possuia essas virtudes acima citadas, porém, a cada momento oportuno (ou inoportuno) ela ressaltava a religião. Era sempre algum comentário de como “Jesus salvara a vida dela da perdição...” ou algum sermão para que eu saísse da vida “bandida” na qual eu me inseria já que eu era católico nao praticante ( seja lá o que for isso...). Suas intervenções religiosas inicialmente não me desagradavam, mas lá pelo milésimo depoimento “quero salvar tua alma” comecei a me irritar.

Alguns evangélicos tendem a querer tirar o indivíduo sem religião/pecador das trevas para leva-los à “Casa do Senhor” como se referem à seus templos estrategicamente construídos pelo Senhor Edir Macedo e sua trupe que entende muito bem de RECORDes financeiros arrecadados em prol do slogan “Jesus Cristo é o Senhor”. Eis que era minha vez de ser um alvo da causa evangélica através da bela Koline.

Foi num evento pagão, lê-se boate, que Koline foi avistada se atracando com outro macho pagão. Ela beijava como uma pecadora convicta! Talvez nem em meus 23 anos de pecados, vi um beijo tão caloroso e erótico em público. De posse da informação que-eu-vira- ela-beijar-outra-boca-que-não-a-minha ela veio ao meu encontro e proferiu a seguinte desculpa:

-Perdão, Leonardo Zelig! Eu sei que você me viu beijar um homem em uma boate, numa festa....Gostaria de pedir desculpas por ter feito isso. Foi pecaminoso, eu sei, me entregar a alguem que mal conhecia daquela forma. Estou com vergonha de minhas ações. Isto não é de Deus.Você me perdoa??

Assustado e curioso respondo:

-Claro, Koline! Não há porque se desculpar...Você estava fazendo algo normal, que não é errado!Desde quando ficar com alguém numa boate é motivo para se auto flagelar ou sair por ai pedindo perdao?

Nada parecia consolar a pequena Koline de seus atos. Enfurecida por suas ações, ela sumiu do mapa. Dizem as más línguas que virou médica e que frequenta casas de swing. A conferir...

Enfim, minhas experiências com evangélicas sempre foram intrigantes, de alguma forma eu as atraio e elas se sentem bem em minha presença...Talvez seja uma intervenção divina para que eu seja curado do sarcasmo e do ceticismo que me assolam. Talvez eu tenha o típico perfil de rapaz a ser convertido por uma evangélica. Seja qual for a razão, peço logo perdão por todas as garotas que fiquei em minha vida, afinal “ficar” não é coisa de Deus...NOT!!!!

formspring.me/tocoblog

Sim! Aderimos a mais nova modinha adotada pelos desocupados. Acesse www.forsmpring.me/tocoblog e faça suas perguntas cretinas, tire suas dúvidas imbecis ou apenas nos insulte gratuitamente! Beijo a todos!

domingo, 14 de março de 2010

Vicky Athina Barcelona

By Leonardo Zelig

Barcelona é uma cidade fenomenal! Desde a arquitetura de Gaudí e sua Sagrada Familia até a efervescente Rambla, com seus barzinhos e restaurantes charmosos. Hospedados em um albergue na famosa Plaça Reial, tivemos curiosas interaçoes com gente de outros países por lá.
Numa noite em que estávamos cansados resolvemos sentar nas mesas do lobby principal do albergue. Conversa vai, coversa vem, chegam 3 garotas belíssimas e nos abordam. As três devidamente alcoolizadas, seguram uma garrafa de vinho já pela metade e chegam sentando em nossa mesa.

A garota que se senta ao meu lado se chama Athina (como Athina Onassis) e posso dizer que desde muito tempo, não conversava com uma garota tão linda (morena de olhos azúis). Eu e Conrado Malaquias ficamos papeando com Athina, enquanto Denilson Mclovin e Gabrielle (nosso amigo que ganha a vida como sósia de Jacob Dylan ou do vj da MTV Leo Madeira) com as duas outras amigas, Vicky and Cristina.

O papo entre eu e Athina se desenrolava sem problemas. Ela estava visivelmente alterada e um convite para ir ao quarto dela poderia surgir a qualquer momento:

-So, Athina! Is your name greek or something? – Pergunto interessado.
-Yes! I have greek ancestry!
-So, it’s like Athina Onassis! Right?? – Uma pergunta bem mongol minha…
-Yes…It’s like Athina Onassis – Responde ela como se todo mundo perguntasse aquilo.
-Where are you from? – Pergunto.
-I’m from New York! I’m a new yorker living in London. I’m studying Psychology there! I came to Barcelona to spend the weekend with my friends
-That’s awesome, Athina! Are you enjoying your stay here in Barcelona?
-Sure! I loved “La Pedrera” and “Casa Battló” from Gaudí!But my favourite place is definately Park Guell!It’s extremely whimsical!It’s like entering the rabbit hole in Alice in Wonderland!
-It must be amazing!
-Where are you guys from?-
Pergunta ela sorrindo.
-We are from Brazil!

Nesse momento, as meninas começaram a perguntar como se falava palavras safadas que elas conheciam em inglês em nosso idioma, o português. Começou com expressões lights como “kiss in portuguese” até “pussy in portuguese”...A conversa entre Gabrielle e Denilson estava um pouco mais apimentada, já que as duas outras garotas nao eram tao recatadas quanto a bela Athina.

Era quase certo que pelo menos tres de nós iamos pra cama com as tres nova iorquinas, porém....AHHH! Sempre há um porém....Um Orlando Bloom de araque que trabalha no albergue avistou as garotas com a garrafa de vinho e deu uma bronca nelas, dizendo que nao podia trazer bebida alcoolica para o interior do albergue e que era pra elas irem embora. So sei que as tres new yorkers sairam correndo assustadas e nunca mais foram vistas... Eu tentei gritar:

-NO! COME BACK, ATHINA! PLEASE, DON’T GO!!!!!!!!!!

Mas, era tarde demais...Esperamos que elas retornassem sem as bebidas, porem elas se esvairam que nem fumaça. Demos até uma volta pelas redondezas, mas de nada adiantava...Elas nao estavam em nenhum lugar. A chance de nossos vidas fora desperdiçada...

Fica a dica: Barcelona é uma cidade espetacular que pode te dar muitas oportunidades, mas pode te tirar muito rápido também. Agarre essas chances, nao deixe passar! Nao deixe a pequena Athina escapar de seus dedos. Nunca esquecerei aquela oportunidade perdida, Barcelona! Como diz a canção irritante de Giulia y los Tellarini feita para o delicioso filme de Woody Allen, “Vicky Cristina Barcelona”:

“No he encontrado la razón porque duele el corazón
Porque es tan fuerte que sólo podré vivirte en la distancia
Y escribirte una canción.
Te quiero Barcelona.”

segunda-feira, 8 de março de 2010

Teasin' em Paris

Por Conrado Malaquias

Já apresentamos aqui diversas técnicas de rejeição usadas pelas mulheres: algumas só “vem pra dançar”, outras gostam de “regar plantinhas”, outras lidam com “fantasmas do passado” e por aí vai...

Nesta ocasião, apresentarei para vocês as famigeradas TEASERS.

O que são: Mulheres que não possuem a mínima intenção de trocar alguma interação romântica/erótica com você, no entanto, dão toda indicação do contrário.

Como agem: São exageradamente amigáveis, depois, muito contato físico desnecessário: pegadas no braço, abraços, pedem para andar de mãos dadas, começam a sugerir saídas (que nunca ocorrerão), “o que você vai fazer mais tarde?” e tudo que você diz passa a ser muito interessante e engraçado.

Como reagir: Esta é a pergunta de 1 milhão de dólares, pois, afinal, você só descobre que todos aqueles sinais foram joguinhos de uma tease no final, quando és rejeitado. Por experiência pessoal, creio que o grande lance aqui é manter a paciência e a elegância, pois como já dizia um dos reis, “only fools rush in”. Não responda diretamente aos avanços dela. Cozinhe um pouco, seja levemente distante. Se a moça em questão não for uma teaser, isso só atiçará o interesse dela. Daí, espere até ficar a sós com o alvo (ou pelo menos em algum lugar mais discreto) e feche o negócio.

Onde falhei: O cenário era a bela Paris. Ruas do Quartier Latin para ser mais exato. A tease era uma velha conhecida do Brasil e combinamos de nos encontrar. Todas as características mencionadas acima foram facilmente detectáveis: a simpatia exagerada, o contato físico desnecessário e os papos do tipo “e mais tarde?”, “vamos sair quando voltarmos para o Brasil?”
Para resumir a história, andamos por todo o Quartier Latin nesse clima de pré-pegação até o Georges Pompidou, aonde apressadamente cheguei chegando e fui rejeitado.

Erro #1 – Lugar (totalmente) inapropriado. Ok, o ambiente não estava tão lotado e estávamos em uma sala discreta, mas ainda assim...um museu??? Conrado seu estúpido!

Erro #2 – Histórico. A garota em questão já possuía certa fama de tease vinda do Brasil. Porém, orgulhoso, em negação e pensando com a cabeça de baixo, ignorei as preciosas informações que possuía e parti para o abraço, achando que “comigo esse tipo de manipulação não aconteceria”.

Erro #3 (conclusão) – Eu estava em Paris, com todas aquelas francesas lindas andando por lá e dei papo para uma brasileira...de Brasília ainda??? Eu mereço!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Escape em Amsterdam!

By Leonardo Zelig

Ir em baladas no Brasil é sempre divertido! Há a espontaneidade brasileira, as danças costumazes, ficadas salientes e tudo o que há de melhor na noite brasileira ou não. Ao fazer um mochilão pela Europa, é inevitável além de conhecer o Coliseu, a Torre Eiffel ou o Big Ben, conhecer o que a noite européia tem a oferecer...A cidade escolhida foi Amsterdam.

Aparentemente, a boate cool da cidade holandesa é a “Escape”, gigantesca, com dois djs, vários ambientes e capacidade para mais de mil pessoas. Eu e meus amigos mochileiros decidimos escapar da realidade num típico Domingo a noite holandes. Eis que adentramos o recinto. Inicialmente você percebe a grandiosidade do lugar com seus efeitos especiais de luzes, pessoas de perna de pau dançando na pista e músicas escolhidas a dedo para potencializar o mood da casa.

Com o passar das horas a coisa foi ficando assustadora. Senhoras quarentonas fazendo a dança do robô, membros da comunidade nipônica gay assustando os clientes inofensivos e duas garotas holandesas que infernizavam a todos, passavam a mão nos homens, se insinuavam, para quando o macho idiota se aproximar levar um:
- NO...DON’T TOUCH ME....

Depois de algumas priceless hours naquela boate, pude perceber como uma cultura diferente tem sua identidade própria na pista de dança e nas interações sociais. Não havia homens xavecando, mulheres descendo ate o chão ou a infame desculpa feminina: “Desculpa! Eu so vim dançar com minhas amigas”. Primeiro, em boates na Europa você tem um microcosmo da globalização, uma vez que há gente de diversos países Segundo, a língua que permite transitar nessa babel absurda é o inglês! Leitores, tá ai uma tarefa que os desafio a tentarem: xavecar em inglês! Como passar a malemolência sedutora, as piadinhas safadas ou a sagacidade do xavequeiro utilizando a língua inglesa? Reflitam...

Ficou a impressão que holandeses dançam de forma assustadora, que suas boates parecem cenários provenientes de Blade Runner e seus frequentadores figurantes do filme “O quinto elemento”, com menção honrosa para o japonês que parecia “Chucky - O Boneco Assassino” meets “Edward-Mãos-de-Tesoura” dançando de forma provocante...Vade retro!

Ou como diria em bom holandes:

God verdedigen me!