quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Fantasma da Ex - Parte I

Por Conrado Malaquias


Só descobri nos últimos tempos como pode ser desagradável a experiência com ex namoradas. Por mais que você evite e aja como se não se importasse mais, sempre que o contato existir, pode ter certeza, haverá faíscas, fofocas e ofensas mútuas veladas.


Apesar deste blog não ter a pretensão de dar dicas sobre nada (para isso existem milhares de outras opções), por experiência pessoal aprendi algumas coisas que podem ajudar alguém por aí.


Por exemplo, se você, homem, foi quem iniciou o processo de ruptura, siga-o até o fim. Não ligue, não mande mensagens, e se ela o fizer, seja frio e distante. E o mais importante, nunca aceite convites para "ir ali fazer um lanchinho". Poderá parecer que você é o maior escroto do mundo no momento, mais o processo de libertação dos laços afetivos será completo muito mais rápido se nenhum tipo de esperança for alimentada.


Não beba perto de sua ex. Esse é bem auto-explicativo. Você vai vê-la ficando com outro(s), emoções há muito adormecidas serão despertas e rapaz, acredite, não vai ser bonito. Poupe-se do vexame e aja com dignidade, ou seja, não faça o que eu fiz. Aguentar tudo sóbrio no momento será terrível, mas sem dúvida é melhor que a outra opção.


Conversas inocentes e amigáveis nunca mais serão inocentes e amigáveis. Não me venha com esse papo de que "tenho um ótimo relacionamento com meu ex". Sempre que um diálogo for iniciado, haverá um dedo no gatilho pronto para disparar sobre aquela menina mal-vestida que ele estava pegando na balada, sobre o pangaré atual que tem mais dinheiro do que ele tinha, ou qualquer outra coisa que vá ridicularizar o pobre infeliz. Minha sugestão aqui é, e isso exigirá muito auto-controle, seja lacônico. "Oieeee!" - "oi"...."Tudo bom com vc??"..."tudo". Aí é claro, ela começará a te insultar, dizendo o quanto você é idiota e escroto. Use desculpas como "estou cansado" ou "muito trabalho pra fazer, desculpa não te dar atenção". Faça o que fizer, evite bate-bocas. Além de serem cansativos não levam a lugar algum.


Agora, se você tiver feito tudo certinho, tiver agido com decência e classe e mesmo assim sua ex insistir em te assombrar, contra-ataque!


Continua...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bom Apetite!!!


By Leonardo Zelig

As baladas da capital guardam diferentes mulheres para aqueles que procuram xavecar e amar. Para cada balada, há um nicho de fêmeas muito particular quanto aos quesitos: receptividade, simpatia, interação e extensão pós-balada.

Por exemplo, uma balada sertaneja é composta de cowgirls mais humildes. Elas são sorridentes, reagem bem a piadas infames (inclusive piadas no estilo “praça é nossa”), chamam você de “querido” a cada frase que proferem e por mais que atendam pelos nomes de “Katilce”, “Suellen” ou “Lucimara” sempre há chances reais de terminar a noite deitado numa cama redonda, com espelho no teto, enquanto elas realizam suas fantasias ao som de Bruno e Marrone.

Para aqueles mais exigentes, existem as baladas de playboys e patricinhas: aquelas boates com nomes estrangeiros homossexuais (“Heat”, ou “Heart”, ou “Trendy”). Nesses recintos subterrâneos infestados de Abercrombies e Diesel, há as garotas que vieram apenas “dançar com as amigas” ou aquelas que os “namorados foram ao toalete”. Uma desgraça! Elas são arrogantes, infelizes e proferem a irritante expressão “aff...” a cada 3 segundos. Quase certa a chance de voltar para casa e ainda pegar Serginho Groisman passando na tv.

Balada de AXÉ, então, é só felicidade! Não há esforço algum, pois a filosofia chicleteira é ouvir “meu cabelo duro é assim”, chamar todos de “lek” e se pegar, sem compromisso, com várias garotas atrás do trio elétrico. Talvez seja o ambiente mais natural do ser humano, aonde ele realiza as necessidade mais básicas, sem ter que revesti-las de regras sociais, afinal é só beijar, transar e mijar.

Outra balada são as festas oitentistas. Cheias de coroas ávidas por carne jovem e uma ou outra adolescente que não se adequa a geração Lady Gaga. Estas são complexas, porém, prazeirosas. Já travei diversos diálogos inspirados com essas garotas insatisfeitas pelo fato de nao encontrarem caras que curtem “The Smiths” ou “Sisters of mercy”. Nessas cabe uma boa dose de nostalgia e uma boa pegada “patrick swayze”, afinal, “nobody puts baby in the corner!”.

Finalmente, existem as baladas de pub. Espaços claustrofóbicos, cerveja maneiríssima, som apurado e um bando de gordinhas e trintonas porra loucas querendo encaçapar um macho. Esse ambiente é bom para “conhece-las”, pois o local, forçosamente estreito, permite um contato corpo a corpo mais efetivo. Estas mulheres sao receptivas e gostam de uma boa dose de loucura acompanhada de beijos suados. Give them a bloody kiss, mate!

Enfim, existem milhões de possibilidades de você fazer sua noite miserável ou memorável. Então, avalie o MENU e escolha as baladas certas para achar as mulheres certas, pois vc sempre consegue prever quando sua noite vai ser um fiasco ou nao. É tudo uma questão de estratégia. E, nessa cidade, sem estratégia, você acaba sua noite, no mcdonalds mais proximo, mandando ver num quarteirao. Bom apetite!

domingo, 4 de outubro de 2009

Tolinhas!

Por Conrado Malaquias


Em mais uma dessas festas da vida, estava eu conversando com uma moça em seus late 20s, muito bonita, bem-humorada, inteligente, bem empregada e enfim, tudo de bom. Porém, fiquei muito surpreso quando ela me forneceu a seguinte informação:


“Sou divorciada. Fiquei casada durante 4 anos e ele me disse que era gay. Foi um choque”.
“Putz, mas 4 anos? E você não desconfiava de nada?”
“Ah, sempre achei ele meio sensível demais, mas daí pra ser gay? Nem imaginava...”


...


Situações assim parecem ficar cada vez mais comuns. A moça do começo do post ficou “apenas” 4 anos com o enrustido. Mas, segundo Leonardo Zelig, em um documentário chamado I’m Gay, (transmitido recentemente pelo canal GNT), aparecem depoimentos de casais que estavam juntos a mais de 20 anos, com filhos, vida completamente estabilizada e não mais do que de repente, ELES pediam divórcio alegando incompatibilidade sexual.


Ta certo que este é um assunto complexo, com muitas variáveis e considerações a serem feitas, porém, para evitar que este post específico vire um livro, vou me concentrar em falar apenas no lado DELAS.


O que acontece com essas mulheres? Algumas delas são muito inteligentes, esclarecidas, possuem um bom papo e lêem livros até! Então por isso não consigo acreditar naquele papo “ele era sensível, mas nunca desconfiei”. Sem contar também que seus parceiros, trendy guys e excelentes dançarinos, não costumam ser muito discretos a ponto de enganar alguém. Porém, mesmo assim, elas continuam a alegar que sempre são as últimas a descobrir!


Será que chegamos a um ponto tão superficial dos relacionamentos que um rostinho bonito e uma roupinha descolada valem mais do que sinceridade? Ou nós, homens heteros, estamos tão incompetentes, que não conseguimos fornecer o mínimo apoio emocional para nossas parceiras, a ponto delas pedirem para jogar com o time deles? (E não “no”, veja bem)


Ou seria isso apenas mais um sinal dos tempos? Tempos estes em que a virilidade de outrora, representada por Stallone, Marlon Brando e Van Damme foi substituída pela graça, leveza e ternura de Zac Efron, Justin Timberlake ou um Jonas brother qualquer. Portanto, mulher, não se revolte quando seu namoradinho perfeito, que te dá dicas sobre loções, cremes e quais as casas de depilação da cidade dão os melhores descontos, for flagrado comendo um picolézinho de carne numa tarde ensolarada de domingo. Os sinais estavam lá!


Para finalizar, gostaria de esclarecer que o Se Ferrando na Balada não possui nenhum tipo de preconceito contra a comunidade gay. Pelo contrário, como fãs de música e arte em geral, admiramos o trabalho de gênios como Freddie Mercury, Cazuza, Sir Ian McKellen e Elton John. Este último por sinal, acreditem, já foi casado com uma mulher: a alemã Renate Blauel. Eis uma declaração de Elton sobre o assunto: “Estava lá eu vivendo minha vidinha heterossexual perfeitamente normal e quando percebi, estava em um avião sendo chupado por um homem desconhecido naquele banheiro apertado”.


Quem poderia imaginar né Renate? Tolinha!