sábado, 26 de dezembro de 2009

O que aprendemos em 2009

Caros leitores, agradecemos todo o apoio que tivemos ao longo desse ano de 2009. Um projeto que nasceu numa madrugada fria qualquer de Brasília, após mais uma noite de insucessos com o público feminino. A idéia: montar um blog no qual dividíssimos com o público os xavecos que você NÃO deve fazer numa balada. Em meio a zilhões de blogs pretenciosos, que tratam sedução e relacionamentos de forma séria demais, surge esse canal, aonde humor e sarcasmo se unem de forma desconcertante. Tivemos sucessos na noite, mas para cada sucesso passamos por cinco tocos. Então, porque não transformar esses tocos ou socos em material de blog? Fazer de um limão, uma limonada azeda, porém cômica!?

O Blog findou formando uma cartilha de nossos acertos e erros numa cidade seca e de nivel HARD no quesito conquista feminina. Aprendemos nesse ano que avisar que uma mulher parece com alguém famosa, pode ser uma faca de dois gumes; que a co-pilotagem pode tanto te ajudar como te atrapalhar na hora da chegada; que pernambucanos, por aqui, tem mais dificuldade de terem sucesso que nós brasilienses; que bancar o estrangeiro ou o pirata fake não cola; que são paulinos nem sempre são bem-vindos e que armlove e PPF são táticas arriscadas na hora de escolher sua parceira!

Antes de fecharmos de vez as cortinas, não podemos deixar de agradecer às meninas da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp de Bauru, por ter nos incluído em seu jornal ADOLESSÊNCIA. Portanto, um muito obrigado a Vivian Lourenço, Tássia Tieko, Laís Modelli e Mariana Zaia, jornalistas de futuro promissor! (e umas gatinhas!) Eis um pequeno trecho da matéria:

Com o objetivo de compartilhar aventuras e experiências na balada, como foras e ficadas, tem uma galera na internet que cria blogs.
Dois exemplos são o “Se ferrando na balada - insucessos de jovens à procura do sexo oposto” e o “Elas/Eles”.
O “Se Ferrando na Balada” (seferrandonabalada.blogspot.com) é mantido por um jornalista e por um advogado, ambos de Brasília, que utilizam os codinomes Conrado Malaquias e Leonardo Zelig, e também por eventuais colaboradores. “A idéia de começar o blog surgiu numa conversa entre amigos, enquanto compartilhávamos nossos fracassos em relação ao sexo feminino nas baladas. Decidimos usar o bom humor e compartilhar essas aventuras com todos”, afirma Conrado Malaquias.
Já o “Elas/Eles” (elaseles.blogspot.com) é escrito pela publicitária gaúcha Teresa Fur, por uma publicitária e estudante de Cinema e Línguas que identifica-se apenas pelo apelido de Agrilla, e há a intenção de trazer um homem para a equipe, já que o que fazia parte parou de colaborar com as garotas.
Elas explicam que criaram o blog porque os que já existiam mostravam o homem como cafajeste e a mulher como vítima. “Decidimos que o sexo feminino seria a protagonista da situação”, afirmam.
Afinal, quem disse que se dar mal com o sexo oposto
não pode ser engraçado?

Fechamos 2009 então dando boas risadas e alguns beijos na boca, mas fica a expectativa que 2010 seja um ano repleto de material cômico, com direito a situações seinfeldianas. Enfim, um ano pretty, pretty, pretty good! Contamos com vocês nessa empreitada, leitores! Tenham um excelente ano novo!

Equipe Se Ferrando na Balada

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O "Outro" Sexo Oral

Por Conrado Malaquias

Algumas pessoas antes e durante o rala-e-rola sentem a necessidade de se expressar oralmente. Não, não estou falando daquele oral gostosinho que ocorre na região sul, estou falando de literalmente, falar, prática conhecida como Dirty Talking: “Ô vontade de te comer!”, “Como você é gostosa!”, “Já ta molhadinha, tá? (estilo Freddie Mercury Prateado)” e outras cretinices do gênero. Minha opinião e política é: cale a boca! Anule suas chances de disparar alguma besteira totalmente inadequada e concentre-se no trabalho braçal, bocal e pint....que são as atividades que realmente contam.

Poréeeeeem, é claro, se a sua parceira iniciar o diálogo sujo você deve estar preparado para não deixá-la em um monólogo. Deixar mulher falando sozinha é roubada em qualquer situação (embora, as vezes, extremamente necessário), neste contexto então, será no mínimo estranho!

Aviso, antes, que não estou em posição de dar dicas para ninguém sobre isso. Não capto a vibe, não entendo a mecânica, enfim, não sei mesmo como faz. A minha contribuição aqui será a de mostrar para os mancebos o que não fazer, para que assim possam se desviar de possíveis constrangimentos.

Minhas “habilidades orais” já foram requisitadas algumas vezes, principalmente por coroas (por algum motivo, elas gostam de saber com antecedência e detalhes o que será feito com o corpo delas), e meus 3 erros mais memoráveis foram:

- Dar aquelas respostas prontas e insossas como “não sou de falar, sou de fazer”. Você correrá o risco da moça achar que sua falta de criatividade no dirty talking se estenderá para a cama ;

- Ser muito genérico do tipo “então, eu quero fazer umas coisas com seu corpo aí, você sabe” parecendo assim que não sabia do que estava falando;

- Não identificar o nível de safadeza do papo. Enquanto ela no nível 1, falava de papai-e-mamãe, eu, já no nível 5, falava do frango assado invertido, causando nojo e estranhamento, encerrando assim qualquer possibilidade de estender minha noite acompanhado.

Enfim, o dirty talking pra mim tem funcionado como aquela prova de final de semestre que eu me iludo que nunca vai chegar, deixo pra estudar de última hora e nunca estou seguro das minhas respostas. Por isso mancebo, estude!! Revisar nunca é demais.


E para você leitor(a), qual é o pior 'crime' que uma pessoa pode cometer durante estes curiosos papos?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Encoleirado!

Por Conrado Malaquias


Não importa o quão bem-sucedido, inteligente e articulado um homem seja. Se ele entrar em um relacionamento sem ter personalidade, pulso firme e sem rever alguns conceitos e crenças sociais sobre relacionamentos, ele irá, sem dúvida alguma, ser encoleirado. Acompanhem a estória.

Há algum tempo atrás, eu e meu chefe fomos para São Paulo a trabalho. Ele é um cara brilhante, possui mestrado, é concursado, já viajou o mundo e, apesar de jovem, já se pode dizer que é bem-sucedido na carreira. Porém, ele trouxe a esposa consigo, ou seja, todas as suas conquistas são automaticamente reduzidas a nada!

Chegamos quinta em SP e voltaríamos no domingo. O trabalho iria até sexta, então teríamos todo o fim de semana livre. Ótimo, pois no sábado eu estava planejando ir ao Morumbi, apoiar o glorioso tricolor. Convidei meu chefe, que prontamente se animou de me acompanhar.

O jogo seria no sábado ás 18h30. Como não ia a São Paulo há muito tempo, pela manhã fui passear pela cidade a convite do casal. E que surpresa! Todos os lugares que visitamos, lojas que entramos e porcarias que eles compraram, panelas, colheres e enfim, coisas de cozinha, foram escolhas e vontades DELA! “Tudo bem”, pensei, “mais tarde tem futebol”.

Voltando do passeio e a caminho do hotel, presencio um dos diálogos mais constrangedores da minha vida. Meu chefe, parecendo ter a metade de sua real altura, dirige-se timidamente a esposa:

“Então Rosinha, eu e o Conrado estamos querendo ir ao jogo mais tarde, tudo bem?”

Como um pequeno Buda, senhora da situação, ela, sem dizer uma palavra, apenas olha para ele com o semblante sério, e com a cabeça, acena que não, não está tudo bem.

“É um jogo tranqüilo amor, não quer vir com a gente?”

De novo, o sutil, porém mortal movimento se repete. Meu chefe, derrotado, então dirige a palavra a mim.

“Então Conrado, a gente vai conversar e eu te dou um toque, beleza?”

Já sabendo o óbvio desfecho da situação, apenas respondo “beleza, chefe, fico no aguardo”.

....

Já estou no estádio, confortavelmente sentado, o jogo prestes a começar, quando recebo a seguinte mensagem: “Conrado, não poderei ir ao jogo. Rosinha não está se sentindo bem e não quero deixar ela só. Um abraço”.




Lamentável. Quando um cara, mesmo depois de ter satisfeito todos os fetiches consumistas de sua mulher, não tem a liberdade de relaxar em um sábado a tarde, assistindo uma bela partida de futebol, é porque algo definitivamente está errado na relação. Este é apenas um exemplo de homem encoleirado deste Brasil. Se você, caro leitor(a), conhece mais algum exemplo, ou de repente, é um exemplo, conte-nos sua experiência!




Para melhor compreensão sobre como um homem se deixa chegar a tal situação ingrata e insalubre, recomendo a apreciação de 2 excelentes e esclarecedores filmes: Eles só Pensam Naquilo (Whipped) e Mulher Infernal (Saving Silverman). São histórias bem simples e parecidas. Amanda Peet, linda e sensual, em ambos os filmes, vira de cabeça para baixo a rotina de inseparáveis amigos, encoleirando suas vítimas, por puro e sádico prazer e sem muito esforço. Suspeito que sejam obras baseadas em fatos reais!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A INDIVIDUALIDADE DAS MULHERES


By Leonardo Zelig

Não tenho o costume de freqüentar raves ou festas enormes no qual a única atração é um DJ internacional da moda. Mas, para fugir da rotina, decidi ir a um evento desse gênero para avaliar como funciona a interação homem/mulher em meio ao caos do batidão eletrônico de um DJ pederasta francês que esta na moda.


Ao chegar ao recinto me deparo com garotas de seus 18-19 anos. Pelo fato do evento ser “Open bar”, sabia que o ambiente seria de promiscuidade e de altas doses de loucura. Pois bem, lá pela terceira música famosa do maldito DJ (não consigo entender o porquê das pessoas pagarem caro para ver um homem em cima de uma mesa de som, mixando e manipulando músicas) a cena do local me remontava ao Inferno desesperador de “Ensaio sobre a cegueira”! Eram pessoas tateando umas nas outras porque não enxergavam nada bêbadas, outros vomitando em rodas de amigo, garotas desmaiadas em meio à pista de dança e a escuridão devastadora que recaia sobre o espaço mal iluminado. Éramos seres humanos reduzidos às atividades mais primitivas, quais sejam: comer, beber e transar.


Diante dos banheiros químicos frequentes nesses ambientes, avistei uma moça de seus 27 anos que estava só. Porém, o que mais me chamou a atenção nela era sua semelhança física com a atriz global Cristiane Torloni. Decido contar isso para ela:


-Olá, tudo bem com você? – Pergunto educadamente.
-Tudo bem!
-Eu tava por aqui e te avistei em meio à multidão. Você parece muito a Cristiane Torloni, sabia?
-Queeeeeeeeeemmmmmmm? – Pergunta ela cheia de dúvidas.
-Cristiane Tornloni!A atriz!Ela faz uma porrada de novelas. Super bonita, sofisticada...
-Eu não assisto novelas.
-Mas é de se espantar que você não a conheça. Mesmo quem não assiste novela sabem quem ela é!
-Não sei quem é.
-Não tem problema!Parecer com ela é um grande elogio de qualquer forma. Ela é uma mulher de personalidade, extremamente sensual, muito atraente... Que nem você!
-Muito obrigada, querido!Sabe, você foi o primeiro cara que me abordou de forma criativa!Os outros já chegam me pegando assim – Ela fala e demonstra com suas mãos em meu corpo como os caras chegam nela.
-OPA!OPA!ME ASSEDIANDO!!- Falo brincando.
-Que isso, querido!Você entendeu... hehe – Desconversa ela bem humorada.
-Fora não conhecer a Torloni, o que uma mulher interessante como você faz aqui sozinha?Você aprecia esse DJ maluco?
-Eu gosto, cara!É muito raro eu sair... Prefiro ficar em casa assistindo Boris Casoy.
-Que peculiar, Torloni!Devia sair mais então!
-Sabe, estou cansada desses programinhas de Brasília. São sempre iguais e um fracasso na maioria das vezes! Bem, o papo tá bom, mas vou voltar la pra perto do DJ pra ouvir minhas músicas preferidas. Aff...lá só tem casal!!
-Pois então, não quer voltar lá como UM casal? –Dou minha “cantada James Bond” pra cima dela.
-Puta merda, cara!Você chega muito bem!Até me arrepiei!! – Fala ela mostrando o braço arrepiado!
Então...hehe – Fico sem graça.
-Olha só!Eu acabei de terminar meu namoro e estou ainda fragilizada. Quero curtir um pouco minha individualidade, sabe?Entrar naquela multidão cheia de casais e ficar só!Sozinha apenas apreciando o DJ tocar... Você me entende?
-Sem dúvida!Tá liberada!Mas, antes me deixa seu contato!- falo eu já pegando o celular.
-Não pegue seu celular, querido. Se eu valer mesmo a pena você se lembrará do meu número de cabeça mesmo: 86473524263523425637353536237.


Foi nesta cena, muito semelhante ao fantástico filme Woody alleano “Match Point”, que terminou meu contato com Cristiane Torloni. Em busca de momentos de individualidade, a moça, como uma brisa sorrateira, me deixou de mãos abanando sem nem sequer me provar. Creio que a abordagem foi apropriada, ela gostou de meu papo, se arrepiou com minhas investidas, porém, assim mesmo, não foi o suficiente para que eu a ganhasse. As brasilienses são um enigma!Se você é troglodita, não serve, e se você é apenas o cara certo no momento certo elas querem curtir a individualidade delas...


Cristiane, Cristiane!Sempre tempestuosa e cheia de personalidade...Será que um dia poderei colar meus lábios em seus?

sábado, 28 de novembro de 2009

A Incendiária

Por Conrado Malaquias

No último fim de semana estive presente no festival Natura About Us, realizado na chácara do Jockey Club em São Paulo. Tirando a chuva no final do show, o conseqüente lamaçal e a companhia de Júnior Lima na área vip, foi um dia bem interessante. O local estava lotado de mulheres bonitas, os shows foram ótimos e eu possuía uma visão privilegiada do palco. Então, sem reclamações aqui.

Durante a maior parte do evento fiquei circulando pelo local prestando meia atenção aos shows de Lenine e Jason Mraz. Quando foi anunciado que Sting, principal atração da noite e único show que verdadeiramente me interessava, estava para começar sua apresentação, procurei um lugar mais a frente do palco possível.

Como um imã para atrair loucuras, é claro que fui parar ao lado de uma mulher que usava algo parecido com um sombrero mexicano florido e gritava a plenos pulmões que iria transar com Sting! (para quem quisesse e não quisesse ouvir). Ela era bem atraente e interessante, mas diante de seu forte desejo pelo músico famoso e multimilionário que estava ali a nossa frente, calculei que minhas chances não eram muito altas e resolvi me concentrar apenas no espetáculo.

Porém, não pude deixar de notar como a moça em questão foi continuamente abordada durante todo o show por caras que usavam pequenas variações de “Beleeeeza minaaaa!? Bonito seu chapéu ein meeeu!”, os quais ela prontamente rejeitava. Lá pela 6ª abordagem, escuto ela dizendo “blá blá blá porque eu to com ele ali” apontando para minha pessoa.

- E ele luta jiu-jitsu, né amor?
- Oi?

Sozinho, a noite, em um lugar estranho e chuvoso e sob olhares hostis, não sei de onde tirei a coragem para cumprir minha função de macho alfa, colocar meus braços ao redor da moça e responder:

- É isso aí amor, jiu jitsu, claro!, intimidado e com um sorriso amarelo de canto de boca, tentando mostrar a todos que tudo não passava de uma singela brincadeirinha.

...

O show transcorreu tranquilamente, tanto pra mim quanto para a incendiária ao meu lado, que, não tendo sido mais incomodada pelos manos paulistas, assistiu a tudo com uma imensa cara de satisfação (mesmo sem ter transado com Sting!).

Despedi-me dela sem causar alvoroço e enquanto me dirigia para a saída, ainda notei que os olhares hostis estavam lá.

Tudo bem, a miss sombrero usou do artifício que possuía para não mais ser incomodada e assistir ao show em paz. Mas daí a me fazer um lutador jiu-jitsu? Não faço exatamente o tipo, se é que me entendem! O que rolou ali, creio eu, foi uma boa dose de vaidade, com ela no centro de toda a comoção, sendo cobiçada por vários machos e um pseudo-lutador de jiu-jitsu como protetor.

Fato é: mulher adora ver o circo pegar fogo, mas não foi dessa vez!

domingo, 8 de novembro de 2009

O que é Limbo?


By Leonardo Zelig


Fenômeno constante na história da humanidade, o relacionamento entre pessoas mais velhas e bem mais novas parece pontuar geração pós geração. Mas, o que motivam as pessoas a procurarem parceiros com idades tão discrepantes? A busca pela sensação de juventude? Dinheiro? Afinal, vale a pena? E mais importante, dá certo?


Neste fim de semana chuvoso, resolvi dar um pulo em uma boate badalada da cidade, porém, ao entrar no recinto e identificar possíveis alvos, me deparei com a faixa etária de 17 – 18 anos. Para minha surpresa, que nem é mais tão surpresa assim, presenciei moças de segundo grau se portando como damas milionárias à la The O.C, com ares de arrogância e “síndrome da modelo louca”.


Como tenho vinte poucos anos e ser cínico é a minha maior qualidade, encaro, atualmente,tudo como uma experiência antropológica. Com esse foco, resolvi junto ao meu wingman costumaz Conrado Malaquias, abordarmos duas garotas acuadas no canto. Suas idades eram enigmáticas e esperavam impacientes a chuva passar para invadirem novamente a pista de dança. Fomos lá:


-Tudo bem com vocês? – Perguntamos interessados.
-Tuuudo.
-E ai? Vocês paradas aqui no canto, não estão gostando da festa não?
-Mais ou menos.
-Vocês gostam desse tipo de musica que esta tocando? Eletrônica?
-Mais ou menos.
-Certo...
-O que vocês fazem da vida? - Perguntam elas por educação, mas sem qualquer interesse.
-Eu faço Direito e meu amigo aqui, Conrado Malaquias, é jornalista.
-ahammmmm... – (desinteresse)
-E vocês? Estão na faculdade? – Perguntamos tentando “salvar” o papo.
-naooo.
-No segundo grau?
-naoooo.
-Aonde então??
<>
-Vocês estão em alguma espécie de limbo? – Pergunto curioso.
-O que é limbo?


PAUSA


Nunca esperaria ter que explicar a uma dama, num sábado a noite chuvoso, o significado da palavra limbo. Mas, com aquela humilde dúvida, pude constatar o abismo que me separava da pequena ninfeta de seus aparentemente 18 anos. Sem limbo ou com limbo, fiquei é sem gás para prosseguir o diálogo e acabamos deixando o papo morrer ( se é que ele já não começou morto!). Os interesses são outros, as fases são outras e até a pegada é outra! Daí pergunto: como contornar tais problemas?


Ao transitar por esse ambiente e tentar, em vão, dialogar com garotinhas juvenis, só me restou apenas ficar de espectador para aquela multidão de modelos wannabe dotadas de campo de visão acima de cabeças como a minha. Por sinal, cabeças como a minha rolam sem piedade em lugares assim.

A noite só teve certo highlight quando a ex-bbb Josie apareceu no ambiente e, toda sorrisos, cumprimentou a todos e até bateu um papo comigo! Daí você tira: num ambiente aonde a única mulher simpática do lugar é a ex-bbb Josie, a “celebridade” da parada, as coisas vão muito mal...

Noite desastrosa ou não, o que importa é que identifiquei minha dificuldade em estabelecer uma conexão com mulheres provenientes da geração Jonas Brothers. Com raras exceções, a maioria delas abraçam pra valer o mundo do consumo desenfreado e das superficialidades. Diante da cultura de aparências e da futilidade, mostro-me avesso á este meio, preferindo procurar mulheres maduras ou semi-maduras (ou até mesmo pseudo-maduras), ou que ao menos saibam o que é limbo. Você sabe?


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Fantasma da Ex - Parte I

Por Conrado Malaquias


Só descobri nos últimos tempos como pode ser desagradável a experiência com ex namoradas. Por mais que você evite e aja como se não se importasse mais, sempre que o contato existir, pode ter certeza, haverá faíscas, fofocas e ofensas mútuas veladas.


Apesar deste blog não ter a pretensão de dar dicas sobre nada (para isso existem milhares de outras opções), por experiência pessoal aprendi algumas coisas que podem ajudar alguém por aí.


Por exemplo, se você, homem, foi quem iniciou o processo de ruptura, siga-o até o fim. Não ligue, não mande mensagens, e se ela o fizer, seja frio e distante. E o mais importante, nunca aceite convites para "ir ali fazer um lanchinho". Poderá parecer que você é o maior escroto do mundo no momento, mais o processo de libertação dos laços afetivos será completo muito mais rápido se nenhum tipo de esperança for alimentada.


Não beba perto de sua ex. Esse é bem auto-explicativo. Você vai vê-la ficando com outro(s), emoções há muito adormecidas serão despertas e rapaz, acredite, não vai ser bonito. Poupe-se do vexame e aja com dignidade, ou seja, não faça o que eu fiz. Aguentar tudo sóbrio no momento será terrível, mas sem dúvida é melhor que a outra opção.


Conversas inocentes e amigáveis nunca mais serão inocentes e amigáveis. Não me venha com esse papo de que "tenho um ótimo relacionamento com meu ex". Sempre que um diálogo for iniciado, haverá um dedo no gatilho pronto para disparar sobre aquela menina mal-vestida que ele estava pegando na balada, sobre o pangaré atual que tem mais dinheiro do que ele tinha, ou qualquer outra coisa que vá ridicularizar o pobre infeliz. Minha sugestão aqui é, e isso exigirá muito auto-controle, seja lacônico. "Oieeee!" - "oi"...."Tudo bom com vc??"..."tudo". Aí é claro, ela começará a te insultar, dizendo o quanto você é idiota e escroto. Use desculpas como "estou cansado" ou "muito trabalho pra fazer, desculpa não te dar atenção". Faça o que fizer, evite bate-bocas. Além de serem cansativos não levam a lugar algum.


Agora, se você tiver feito tudo certinho, tiver agido com decência e classe e mesmo assim sua ex insistir em te assombrar, contra-ataque!


Continua...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bom Apetite!!!


By Leonardo Zelig

As baladas da capital guardam diferentes mulheres para aqueles que procuram xavecar e amar. Para cada balada, há um nicho de fêmeas muito particular quanto aos quesitos: receptividade, simpatia, interação e extensão pós-balada.

Por exemplo, uma balada sertaneja é composta de cowgirls mais humildes. Elas são sorridentes, reagem bem a piadas infames (inclusive piadas no estilo “praça é nossa”), chamam você de “querido” a cada frase que proferem e por mais que atendam pelos nomes de “Katilce”, “Suellen” ou “Lucimara” sempre há chances reais de terminar a noite deitado numa cama redonda, com espelho no teto, enquanto elas realizam suas fantasias ao som de Bruno e Marrone.

Para aqueles mais exigentes, existem as baladas de playboys e patricinhas: aquelas boates com nomes estrangeiros homossexuais (“Heat”, ou “Heart”, ou “Trendy”). Nesses recintos subterrâneos infestados de Abercrombies e Diesel, há as garotas que vieram apenas “dançar com as amigas” ou aquelas que os “namorados foram ao toalete”. Uma desgraça! Elas são arrogantes, infelizes e proferem a irritante expressão “aff...” a cada 3 segundos. Quase certa a chance de voltar para casa e ainda pegar Serginho Groisman passando na tv.

Balada de AXÉ, então, é só felicidade! Não há esforço algum, pois a filosofia chicleteira é ouvir “meu cabelo duro é assim”, chamar todos de “lek” e se pegar, sem compromisso, com várias garotas atrás do trio elétrico. Talvez seja o ambiente mais natural do ser humano, aonde ele realiza as necessidade mais básicas, sem ter que revesti-las de regras sociais, afinal é só beijar, transar e mijar.

Outra balada são as festas oitentistas. Cheias de coroas ávidas por carne jovem e uma ou outra adolescente que não se adequa a geração Lady Gaga. Estas são complexas, porém, prazeirosas. Já travei diversos diálogos inspirados com essas garotas insatisfeitas pelo fato de nao encontrarem caras que curtem “The Smiths” ou “Sisters of mercy”. Nessas cabe uma boa dose de nostalgia e uma boa pegada “patrick swayze”, afinal, “nobody puts baby in the corner!”.

Finalmente, existem as baladas de pub. Espaços claustrofóbicos, cerveja maneiríssima, som apurado e um bando de gordinhas e trintonas porra loucas querendo encaçapar um macho. Esse ambiente é bom para “conhece-las”, pois o local, forçosamente estreito, permite um contato corpo a corpo mais efetivo. Estas mulheres sao receptivas e gostam de uma boa dose de loucura acompanhada de beijos suados. Give them a bloody kiss, mate!

Enfim, existem milhões de possibilidades de você fazer sua noite miserável ou memorável. Então, avalie o MENU e escolha as baladas certas para achar as mulheres certas, pois vc sempre consegue prever quando sua noite vai ser um fiasco ou nao. É tudo uma questão de estratégia. E, nessa cidade, sem estratégia, você acaba sua noite, no mcdonalds mais proximo, mandando ver num quarteirao. Bom apetite!

domingo, 4 de outubro de 2009

Tolinhas!

Por Conrado Malaquias


Em mais uma dessas festas da vida, estava eu conversando com uma moça em seus late 20s, muito bonita, bem-humorada, inteligente, bem empregada e enfim, tudo de bom. Porém, fiquei muito surpreso quando ela me forneceu a seguinte informação:


“Sou divorciada. Fiquei casada durante 4 anos e ele me disse que era gay. Foi um choque”.
“Putz, mas 4 anos? E você não desconfiava de nada?”
“Ah, sempre achei ele meio sensível demais, mas daí pra ser gay? Nem imaginava...”


...


Situações assim parecem ficar cada vez mais comuns. A moça do começo do post ficou “apenas” 4 anos com o enrustido. Mas, segundo Leonardo Zelig, em um documentário chamado I’m Gay, (transmitido recentemente pelo canal GNT), aparecem depoimentos de casais que estavam juntos a mais de 20 anos, com filhos, vida completamente estabilizada e não mais do que de repente, ELES pediam divórcio alegando incompatibilidade sexual.


Ta certo que este é um assunto complexo, com muitas variáveis e considerações a serem feitas, porém, para evitar que este post específico vire um livro, vou me concentrar em falar apenas no lado DELAS.


O que acontece com essas mulheres? Algumas delas são muito inteligentes, esclarecidas, possuem um bom papo e lêem livros até! Então por isso não consigo acreditar naquele papo “ele era sensível, mas nunca desconfiei”. Sem contar também que seus parceiros, trendy guys e excelentes dançarinos, não costumam ser muito discretos a ponto de enganar alguém. Porém, mesmo assim, elas continuam a alegar que sempre são as últimas a descobrir!


Será que chegamos a um ponto tão superficial dos relacionamentos que um rostinho bonito e uma roupinha descolada valem mais do que sinceridade? Ou nós, homens heteros, estamos tão incompetentes, que não conseguimos fornecer o mínimo apoio emocional para nossas parceiras, a ponto delas pedirem para jogar com o time deles? (E não “no”, veja bem)


Ou seria isso apenas mais um sinal dos tempos? Tempos estes em que a virilidade de outrora, representada por Stallone, Marlon Brando e Van Damme foi substituída pela graça, leveza e ternura de Zac Efron, Justin Timberlake ou um Jonas brother qualquer. Portanto, mulher, não se revolte quando seu namoradinho perfeito, que te dá dicas sobre loções, cremes e quais as casas de depilação da cidade dão os melhores descontos, for flagrado comendo um picolézinho de carne numa tarde ensolarada de domingo. Os sinais estavam lá!


Para finalizar, gostaria de esclarecer que o Se Ferrando na Balada não possui nenhum tipo de preconceito contra a comunidade gay. Pelo contrário, como fãs de música e arte em geral, admiramos o trabalho de gênios como Freddie Mercury, Cazuza, Sir Ian McKellen e Elton John. Este último por sinal, acreditem, já foi casado com uma mulher: a alemã Renate Blauel. Eis uma declaração de Elton sobre o assunto: “Estava lá eu vivendo minha vidinha heterossexual perfeitamente normal e quando percebi, estava em um avião sendo chupado por um homem desconhecido naquele banheiro apertado”.


Quem poderia imaginar né Renate? Tolinha!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

As Mulheres de uma Frase Só.

By Leonardo Zelig

“Even though I believe in myself, I really doubt that I exist”

Com esta frase profunda (ou seria rasa?), inicio o post desta semana. Tal trecho, carinhosamente digitado junto ao nome de um contato feminino meu, me chamou atençao ao correr os olhos na extensa lista de amigos on line do msn. O que há com as garotas e garotos que colocam frases desse tipo no msn ou no orkut??

“A vida sem amor, não faz sentido!”

O que pretendem essas pessoas? Chamar a atençao de seus coleguinhas ou é apenas um artifício para todos pensarem: “Veja! A Aninha é muito inteligente!” ou “Nossa! O Marquinhos carrega tanta dor no peito! Tão intenso!”...Fico confuso com as reais intenções desses poetas virtuais...Confesso que me deixam um pouco irritado, afinal, findo tendo dificuldade em me relacionar com pessoas que se definem com essas “frases de msn”. Excluí-las é a melhor opção?

“Por onde a água flui, o amanhã cresce...”

Nauseado, resolvo teclar com uma dessas “garotas de frases feitas”, uma velha colega minha. Relato o papo:

Leo Zelig diz:
Oi Clarinha!Como vc está?
Clarinha – “So o tempo cura as feridas que se abrem no coração...” diz
Oi!Leozinho!!Que saudade de vc!
Leo Zelig diz
Pois é!Quanto tempo!Como andam as coisas?
Clarinha – “So o tempo cura as feridas que se abrem no coração...” diz
Eu terminei com o Astolfo,ne?Vc sabe!? Ele era dificil demais...Tentei consertar as coisas, porque vc conhece aquela frase: “só os fracos, desistem na linha de partida”. Eu bem que tentei...
Leo Zelig diz
Yeahhh...Nao fique triste...
Clarinha – “So o tempo cura as feridas que se abrem no coração...” diz
Nunca me deprimo!Sou forte, porque vc sabe, ne? “Só quem experimentou da dor, viveu uma vida vivida”

EXCLUIR CONTATO

Clarinha – “So o tempo cura as feridas que se abrem no coração...” nunca mais foi vista em meu msn...

Voltando...

Nao saberia como abordar essas garotas tão habilidosas, que resolvem todos os seus conflitos internos com frases googleadas de Shakespeare, Fernando Pessoa e etc... Como conquistá-las? Vale a pena conquistá-las?

Almas atormentadas!

Foi Cícero, em seu leito de morte antes de ter a cabeça violentamente decepada pela espada afiada de seu algoz, quem proferiu a frase:

“OH CAUSA DAS CAUSAS! LEMBRA-TE DE MIM”

Pois então! Na geração TWITTER, o grande filósofo Cicero só é lembrado após uma busca superficial no google, para enfeitar o coração partido de “Clarinha – “So o tempo cura as feridas que se abrem no coração...” em redes virtuais de contatos.

Pobre Cícero!

*Todas as frases desse post foram transcritas de contatos meus na noite de 25 de setembro de 2009 em meu msn.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"Só vim pra Dançar"

Por Conrado Malaquias
- Dedicado ao Dirty Dancer Patrick Swayze 1952-2009


“E aí, Pedrão? Terminou com a mina mesmo?”
“Terminei, bixo...to mal”
“Bora sair pra dançar então, leq’. Você vai se sentir melhor!”
“Putz, arrasou na idéia. Chama os maluco e vamo pra pixxxta!”

....

Esse diálogo, obviamente fictício, serve para ilustrar a tese deste post, que é: Para nós homens, a dança nunca é um fim, e sim um meio. Não saímos pra dançar, não nos divertimos dançando e se soubéssemos como parecemos estúpidos dançando, nem pensaríamos nisso. Nunca.

Porém, como para o sexo oposto (nossa verdadeira finalidade) a dança é uma grande parte do jogo, temos que nos submeter. Exemplos:

- Patrick Swayze, em Dirty Dancing, é um instrutor pegador.
- John Travolta, o Tony Manero de Os Embalos de Sábado a Noite, apesar de alguns momentos constrangedores, só não pegou a própria mãe!
- E claro, Ben Stiller, em Quero Ficar com Polly, teve que fazer uma dirty dancing ridícula pra segurar a Jennifer Anniston.

Todos exemplos válidos. Afinal, suas parceiras, lindas e interessantes, eram boas de rebolado, e fazendo esse sacrifício, diminuíam os riscos de ouvirem um “só vim pra dançar” e o filme terminar mais cedo. (Daí vem minha desconfiança com caras que ganham a vida rebolando e nunca engravidaram ninguém: (ex)Integrantes de boy bands, sandijuniors e afins...)

Portanto, acho extremamente válido perder um tempo e uma grana naquela aulinha de forró ou salsa para facilitar o approach. É uma ferramenta a mais, e se elas não se importam de estarem sendo enganadas, why should you?

E se isso também não der certo, não se irrite! Porque, às vezes, essas fascinantes criaturas, só vieram mesmo pra dançar...com as amigas.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Minha Vida é uma SITCOM

By Leonardo Zelig
Ao trocar idéia com uma garota, no decurso do bom e velho xaveco, o rapaz precisa ter um papo agradável e eficiente para entreter a moça.

Os assuntos mais variados podem surgir nesse momento: desde coisas banais como:
“vc vem muito por aqui?”,
como assuntos culturais do tipo:
“Vc curte música? O que vc escuta?”...

Um tópico que tenho explorado muito é o de seriados!
“Po! Qual seriado vc assiste?”...

É evidente que os seriados tornaram-se parte essencial da cultura POP! Não saber quem é Ross Geller e Rachel Green é um pecado. Não ter uma teoria absurda para LOST, então, nem se fala... Somos uma geração sedenta por seriados, viciados em seriados e pautados por seriados! E, pasmem, não é que nossos SERIADOS nos definem?
Por exemplo:

Uma empresa que vai contratar certo funcionário, faz a seguinte pergunta para o candidato que pleitea a vaga:
Qual o tipo de seriado que o(a) senhor(a) assiste?

SEINFELD – REPROVADO!! Candidato cínico demais para viver em sociedade...

FRIENDS – STUPID!! NEXT!

CSI – Humm! Candidato que tem senso de investigação...Deve ser organizado e sério no trabalho.

THE OFFICE – Street smart...and book smart

THE O.C. - Pessoa frívola e perdulária! Deve furtar grampeadores do escritorio...


O seriados acima são apenas alguns indícios de como eles dizem muito a respeito de nossa personalidade e gostos.

O mesmo ocorre num bom papo com a gatinha na balada. Quando a pergunta do seriado que ela curte é proferida pelos meus lábios ávidos por um beijo, busco uma resposta satisfatória para criar uma sinergia (POR FAVOR, FALE SEINFELD! SEINFELD! SEINFELD!!!!).

Elas nunca falam Seinfeld, mas tudo bem...Hoje em dia, já me acostumei com aquela garota que curte "24h" ou "Anjos da lei" ou, até mesmo, "ALF , O ETEIMOSO". Afinal, elas, também, podem ser divertidas...

Como "SEINFELD", de fato, moldou minha pessoa, acabo partindo de uma perspectiva extremamente cínica e absurda da vida em geral. As mulheres peculiares, com as quais Jerry Seinfeld ou George Costanza se depararam ao longo de 9 incríveis temporadas, tendem a me visitar de vez em quando. Elas são material farto para experiências antropológicas, mas não passam disso.

Fica a dica, meus caros, escolha bem a sua sitcom! Ela pode ser determinante para você conseguir um bom emprego ou para você achar a mulher da sua vida.

No mais, é tudo yada, yada, yada...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

É Bonito ser Feio!

Por Conrado Malaquias

Ah, os churrascos universitários! Grandes amigos destes blogueiros, já nos proporcionaram histórias engraçadas e bizarras. Mais uma vez, a matéria-prima para um post veio de um deles: O infame Vaca Louca, promovido pelo curso de direito da Universidade de Brasília.

Em tal evento, Leonardo Zelig se atracou, com diferença de minutos, com a mulher mais feia e a mulher mais gorda de sua vida (como ele mesmo julgou). Sucesso! E eu, se não cheguei a tanto, digamos que não estive com modelos aquele dia...

Quando relatamos os acontecimentos para amigos e chegados, obtivemos reações variadas: “ahahaha, é isso aí, churrasco é pra isso mesmo!”, “boto fé, as gordinhas também merecem amor!” até o outro extremo, “afff, tenho pena de vocês”, “nunca precisei disso, as mulheres chegam em mim”.

Este é um assunto que rende. Podemos começar nos justificando, dizendo que nossa embriaguez retardou nossa capacidade de escolha. Mas não, essa não é a intenção. Estávamos shit-faced drunk? Sim. Demos vexame? Sim. Lidamos com mulheres que a maioria de vocês não chegaria nem pra salvar a própria mãe da morte? Sim, fizemos tudo isso. Estamos aqui para encarar a questão e não fugir dela com desculpinhas pra lá de manjadas.

Poderíamos aqui também, discutir a subjetividade da beleza. “Quem ama o feio, bonito lhe parece” and all that crap! O que, apesar de ser uma discussão relevante, creio não caber neste caso, pois, sabíamos que as mulheres com quem nos relacionamos aquele dia, não eram exatamente bonitas ou possuíam os padrões de beleza geralmente requeridos...

E quem disse que para elas NÓS éramos bonitos? Aí é que está. Podemos não encontrar Brad Pitts e Angelinas Jolies todos os dias, mas certas festas, certas ocasiões nos apresentam um clima (ou seria apenas o álcool?) que nos fazem querer pegar as Helena Bonham Carters da vida. Ou em outras palavras, transformam patinhos feios em pessoas momentaneamente atraentes.

E não deveria haver arrependimento por algo feito no calor do momento, pois somos jovens e é isso que fazemos, trabalhamos com a inconseqüência. E afinal de contas, não estamos machucando ou fazendo mal a ninguém não é mesmo? Pelo contrário, como cantaram maravilhosamente bem Roland Orzabal e Curt Smith, quando agarramos uma gordinha ou quando elas agarram um “tosquinho” e aquele beijo acontece, com toda a paixão e comprometimento possível de se beijar um completo estranho, estamos sowing the seeds of Love!

Chegamos ao final do post, e a mensagem que eu espero que tenha chegado a vocês, meninos e meninas, é que não calculem demais suas ações. Compareçam ás festas promíscuas de corpo, alma e coração, encham a cara e ofereçam uma chance pelo menos para os Adrian Brodys, ou os esquisitinhos interessantes, como preferirem.

Caso no fim das contas a experiência não for satisfatória, garanto que vai render pelo menos uma bela história para compartilhar com os amigos. Pois lembrem: se a cerveja, responsável por tantos arrependimentos e ressacas literais e morais, nos ensinou alguma coisa de positivo, é que redondo é rir da vida!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Múltipla Escolha

Por Conrado Malaquias

Quem nunca na balada já se deparou com a seguinte situação: Está lá o grupinho de cocotas dançando, 4 ou 5 amigas, uma gordinha, uma com cara de “só vim pra dançar” e dois ou três alvos interessantes, carismáticos e aparentemente acessíveis...problema: qual abordar?? Como fazer “a” escolha?

Pois então...sábado à noite, dia de baladinha universitária. Clima legal, clima bacana, muita gente jovem bonita e...embriagada! The usual...ainda bem!

Festa adentro, logo o bróder que estava comigo (da maneira mais heterossexual possível) encontra três conhecidas suas: três belas moçinhas, interessantes, carismáticas e aparentemente acessíveis...o problema era que uma era melhor amiga da outra que era irmã da outra, ou seja, uma vez que o alvo fosse escolhido e atacado, as outras duas estariam automaticamente OFF LIMITS!

Antes de entrarmos nos ocorridos da noite, vejamos como se encontravam as candidatas naquele momento. Ah! Detalhe importante que ajudou a encaminhar a noitada para seus lamentáveis rumos: eu estava completamente sóbrio...

Alvo #1 – O de minha preferência. Já havia conhecido antes. Uma gracinha, super animada e o mais importante: embriagada. Já havia tomado minha óbvia decisão e quando respiro fundo para partir para o approach...é claro que ela já estava engalfinhada com outro zé! Primeiro baque da noite, mas o show tem que continuar!

Alvo #2 – Irmã mais jovem do Alvo #1. É de fora, veio a Brasília a passeio (deve ter se arrependido). Também muito simpática. O problema era que a bendita só queria dançar forró, maldito seja!

Alvo #3 – A melhor amiga. Em retrospecto, esta deveria ter sido meu alvo escolhido. Ela era bem bonitinha, não dançava forró e mora sozinha (sendo otimista, pensando no futuro)! O problema era que não parecia muito receptiva, cara de poucos amigos. Talvez fosse seu jeito, talvez não...

Enfim, cheguei na #2 com sua irmã e a melhor amiga observando tudo. Não rolou, e aquele promissor grupo se tornou condenado para mim. E o resto da festa não apresentou mais nenhuma situação promissora...Not a great night!

Lição da história: Quando uma situação semelhante se apresentar e você não souber o que fazer, pense bem, mas não pense demais. Na dúvida, ataque a bêbada!
twitter.com/tocoblog

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Angelica who??

By Leonardo Zelig


O approach “você parece com a...” continua sendo aquele que mais me propicia subsídios para quebrar o gelo com uma desconhecida e engatar um papo. Nesses dias, estava gastando minha munição de atrizes e cantoras com as brasilienses na balada, quando avistei uma garota deveras exótica: cabelo preto, fisionomia marcante e um ar de certa experiência. Fiquei, por um tempo, matutando qual seria a atriz que teria semelhança com ela...Achei:

-Olá, tudo bem? – Inicio educadamante.
-Tudo bem... – Olha ela desconfiada.
-Eu estava observando você...E te achei muito parecida com uma atriz...
-Sério?Qual? – Pergunta espantada.
-Angelica Houston – Respondo(Péssima escolha, mas ela parecia mesmo)
-Queeeeemmmmmmm???

Adoro quando isso acontece, pois você sempre ganha tempo para explicar quem é a atriz, filmes em que ela atuou, gostos cinematográficos...O assunto desenvolve rápido...

-Bem, ela fez um filme chamado “Convenção das bruxas”... – Péssima escolha número um.
-Qual????? – Pergunta cheia de dúvidas.
-Ela, também, fez um filme que vc deve ter assistido!”Família Adams”! Mortícia!! Lembra?- Segunda péssima escolha.
-Naaaaooooo....Nunca vi...

Pode ter parecido uma piadinha de mau gosto, mas, genuinamente, nao falei esses filmes para sacaneá-la. Ela realmente nunca havia assistido nenhuma das peliculas (como alguem nunca assistiu Familia Adams?), e nao consegui lembrar de nenhum outro trabalho, normal, que Angelica Houston tivesse feito. Sem contar que Angelica Houston nao é nada atraente...

Pode parecer loucura, mas a menina me deu papo que durou cerca de meia hora...Tá certo que cinema não era o forte dela, no entanto, quando você faz uma garota rir ou pelo menos a aborda de forma “diferente”(corky, no meu caso) as coisas parecem fluir de forma positiva.

Nao consegui beijar Angelica Houston, mas consegui dançar com ela e até dar uma rasteira nela em determinado momento da festa (piada interna). Fica a lição:

HOJE EM DIA, ATÉ ATRIZES EXÓTICAS PARA MULHERES EXÓTICAS PODEM TE AJUDAR NA BALADA, POR MAIS QUE ISSO PAREÇA ABSURDO...

VIDA LONGA À MORTÍCIA ADAMS!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Salvem as professorinhas de Direito…


by Leonardo Zelig

Num desses eventos oitentistas de Brasilia, lá pelas tantas da madrugada, avistei uma antiga professora universitária minha. A professorinha, que nas horas vagas era promotora, estava solitária e com cara de poucos amigos. Ali, várias coisas passaram pela minha cabeça ao vê-la...Disponível...Sujeita à um xaveco...



Digo isso, porque sempre tive a fantasia de ter algo com uma professora, especialmente no ramo do Direito, no qual vao aquelas belas damas promotoras, juízas ou advogadas, vestidas de tailleur, falar diante de jovens adultos, cheios de hormonios, sobre crimes, contratos e sedução...digo, evicção. Há algo sexy no ramo jurídico feminino, não sei o que é, mas há.



Pois bem, resolvi que era imperativo me aproximar da bela Raquel Welch:

-Dra. Raquel Welch!!!! – exclamei com entusiasmo!
-Como vai, meu bem? Aluno, nao é?
-Exato!Mas, Dra!!!Você nao se lembra de mim???Tao participativo nas aulas!!Leonardo!Leonardo Zelig!!
-São tantos alunos...Ficaria louca se decorasse cada nome...hehhe- Respondeu sem graça.
-Raquel!Vamos dançar!!?Curtir essa noite linda!- Falei bêbado.
-Não, querido...Eu tomei muitos Martinis. Prefiro ver essa juventude linda dançando(?) – Seja lá o que for isso...
-Tem certeza, Raquel!?Vc sabe que eu sou seu fã. Dançar com você seria um prazer.
-Muito obrigada, querido!Uma coisa: no dia da prova quero ver vc tirando um SS, ouviu??
-Claro, Dra. Raquelzinha!Pra senhora é sempre SS! – Soltei minha infeliz cantada “Praça é nossa”.

O approach com Raquel, a professorinha de Penal, foi um fiasco. Havia uma barreira de alguns anos de idade , além da profissional, afinal promotoras nunca beijam estagiários ou alunos, beijam? Mas, acredito que relaçoes entre pupilos e professores podem ser um bom afrodisiaco, pois existe um senso de hierarquia, de respeito e uma áurea de proibido. E tudo que é proibido é mais gostoso.



Ponto para aquele que entre Vade Macums, Apostilas e cursinhos consegue ter tempo de fantasiar com as doutoras de Direito, pois com, data vênia máxima, elas são um petardo da cultura jurídica!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

MISSÃO: PERNAMBUCO

by Leornardo Zelig


Decidi inovar na noite brasiliense. Como os insucessos têm sido constantes nessa cidade, e diante da hostilidade costumaz das candangas para com os candangos, resolvi fazer um teste: me passar por nordestino para ver se a recepção seria a mesma de um xavequeiro local ou não. Como faço jus ao meu nome, Zelig, tenho alta capacidade de adotar sotaques e trejeitos de grande parte das culturas locais desse país. Devidamente metamorfosiado em pernambucano no evento, agora era só chegar chegando, doido!

Aparecia com um papo assim para as brasilienses:

-Tudo bem com você, minha linda?Olhe só!Eu sou de Candeias, Recife, e vim com uns amigos meus conhecer as gatiiiinhas de Brasilia...Mas até agora, vocês tem sido muito hostis... – Abordava carregando no sotaque.
-Também, meu filho!Com esse sotaque...Aff...
-Mas você acha que meu sotaque é tão corta tesão assim?? – Pergunto eu cruzando os braços e intrigado.
-Com certeza!Eu não ficaria com alguém que fale assim...Tipo assim...Não dá...

Primeira tentativa: Falha. O sotaque realmente incomodou a moça. Mas isso não me impediu de chegar em outra dama solitária a alguns metros dali:

-Tudo bem? Eu sou de Recife e queria trocar uma ideia com vc!Só que as meninas desse assustado (festa), estão caçoando de meu sotaque...Fiquei arretado!
-Não liga nao, querido. As meninas daqui são intolerantes e ridiculas mesmo.
-E você é daqui?É? – Pergunto fascinado pela sinceridade.
-Eu sou brasiliense...Mas meu namorado foi ao banheiro... – responde ela sem dar muita esperança e utilizando a frequente desculpa de baladas da capital.
-Eu respeito esses namorados que vão ao banheiro...Dizem que os playboys dessa cidade gostam de uma briguinha, né?
Pois é... – responde sem graça.

Segunda tentativa: falha. Simpática, porém, claramente não se afeiçou a minha pessoa.
Quando as garotas daqui, não saíam correndo quando eu abria a boca e mostrava meu pernambuquês, elas empurravam a amiga de outro estado:

-Você é de Recife??Nossa amiga aqui é da Bahia!Fala com ela...

Era meio: “nós não nos relacionamos com pessoas de fora de Brasilia, portanto vá conversar com alguém de fora...”. Foi uma grande surpresa, pois isso eu nunca havia percebido!Existe um senso de bairrismo, de gueto por aqui. Curioso...

Algumas riam, outras se incomodavam, mas a impressão que tive foi de que um pernambucano pode ter um desafio maior devido ao seu sotaque. Nessa terra aonde o nosso sotaque é basicamente o “tipo assim...tipo, carai, vei”, chamar sua mãe de “mainha” ou xingar alguém de “tabacudo” na capital é considerado meio over para as portadoras de vagina dessa cidade.Uma pena...

Fica a lição: Pernambucanos, as recifenses são mais bondosas, então nada de férias em BSB. As mulheres daqui são abestadas demais e a gente só se dana com elas...Que despautério!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O Súcubo

Por Conrado Malaquias
Definição da wikipédia:
Na lenda medieval ocidental, um súcubo é um demônio com aparência feminina, com sedutora beleza, muitas vezes com demoníacas asas de morcego e grandes seios, que invade o sonho dos homens a fim de ter uma relação sexual com eles. (...)Ela permanece lentamente a retirar-lhe energia até à sua morte por exaustão

Eu cada vez mais acredito que mulheres-demônio, como descritas acima, estão cada vez mais presentes nos dias de hoje. Elas são jovens, atraentes, e altamente charmosas. Porém, depois de alguns meses, alguns direitos básicos de qualquer homem, como escolher suas próprias roupas e calçados, falar com velhos amigos e amigas, dependerão do crivo DELA.

Acompanhe um exemplo prático do dano que o súcubo pode causar ao íncubo (vítima do súcubo). O relato que se segue é um trecho de um testemunho que um jovem rapaz deixou para sua “namorada” via orkut:

(...) Durante todo o tempo em que passamos terminados eu só conseguia pensar em você, ia de madrugada no seu prédio, só pra lembrar como era ir te deixar em casa (...)Me arrependo de ter saído com outra garota, pq enquanto eu estava com ela eu só conseguia pensar que não era você e voltei a beber pra tentar parar de pensar... Por isso q terminei com ela assim q vc mandou.... Voltei logo q vc deixou, no meio da viagem com os meninos....

Respondam-me leitores, isto para vocês é um relacionamento saudável? Esta moça parece estar fazendo bem a este rapaz? Ou ele parece apenas a sombra de um homem condenado pelo súcubo a viver como escravo eterno de seus encantos?

Sim, meus jovens. O problema é grave e pode atingir qualquer um de nós homens. Talvez seja o grande mal dos nossos tempos. A única dica que posso lhes dar é para que fiquem longe de Brasília. As autoridades acreditam que um grande reduto delas encontram-se aqui.

“Ah, Conrado, não vou deixar nenhuma mulher mandar em mim, sou esperto!”

É meu amigo...eu também achava que era, eu também achava...

sábado, 27 de junho de 2009

Michael, elas não ligam pra gente!

By Leonardo Zelig



Eu frequentemente costumo, no meio do xaveco, inserir um papo musical pra conhecer os gostos e artistas prediletos da garota. Gosto de estudar a personalidade delas a partir dessas preferências: tanto de filmes como de músicas. Costumo dizer que essas coisas podem ser determinantes na forma como se conduzirá o papo...


Por exemplo, notei que a maioria das mulheres que abordo e não curtem muito música, sempre me respondem assim:


-Pois então, que tipo de música, ou artista você curte? – Eu pergunto.
-Beeeeemmmm...É...Eu gosto muito de Marisa Monte...Daquela também...Adriana Calcanhoto...E adoro Ana Carolina...


O que há com essas cantoras? Elas de repente viraram o safe bet diante de respostas “qual sua cantora preferida?”, assim como “O pequeno príncipe”ou “O Alquimista” são os pilotos automáticos, de muita gente, diante da pergunta “qual seu livro preferido?”. Quando você cita essas artistas, não há muito assunto nessa área...O que você vai falar? Que a Marisa Monte era uma tribalista legal? Ou que a Ana Carolina é bi? E daí?


Quando a trinca das musas “piloto automatico da MPB” entram no papo, você já pode estar ciente de que música não é algo que você tenha em comum com ela.


Vamos mudar de assunto.


É diferente quando aparece uma cantora fora do jet set JOVEM PAM/MTV HITS:


-Poxa! Eu curto pra caramba Joan Baez!
-Putz! Sem dúvida sou fã da Diana Krall!!
-Amo a Chrissie Hynde e a Annie Lennox...


Quando você escuta garotas na balada citando cantoras assim, soa como “Cerumim” para meus ouvidos entupidos de Rihana...É afrodisíaco pra caramba! Eu sempre tive muita vontade de encontrar uma garota que curtisse uma companhia a dois ao som de Smooth Operator da SADE, ou que se arrepiasse ao escutar ETTA JAMES interpretando AT LAST. São raras as espécies, em Brasília, que dão valor para esses pequenos petardos da cultura musical.


Diante da morte de Michael Jackson, fiquei devastado com a perda do gênio. Não teremos mais o moonwalker ou o smooth criminal que nos enfeitiçava com seu giros e passos que só ele sabia fazer. Diante de uma garota gatinha da faculdade, indaguei se ela não sentiria falta de Michael...Eis o que ela me respondeu:


- Eu não!!!! Menos uma pessoa feia no mundo...Já vai tarde...


Com essa resposta, deixo a vocês meus caros leitores o meu pesar em saber que as gatinhas que estão, por ai, em Brasília, além de serem intolerantes com o sexo oposto (Sai daqui seu bêbado escroto!!), além de terem orgasmos múltiplos com Rihana ft. AKON, são monstruosas em relação as valiosas pequenas coisas da vida, como um sorriso, ou uma gentileza ou um bom gosto musical...


Where are the girls who will rock our worlds?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Régis, um Brasileiro

Vi esse vídeo no Manual do Cafajeste e não podia deixar de postá-lo aqui. Não, este rapaz não faz parte da equipe do Se Ferrando na Balada, mas desde já fica o convite, pois tenho certeza que ele tem muuuuuita história para contar sobre o tema. Eu planejava fazer um post mais detalhado com os "melhores momentos" de cada vídeo, mas eu não saberia por onde começar. Então, leitores, vão com fé e assistam a todos. A satisfação é garantida!:






É muito carisma, sensualidade e eloquência. Pura sedução! E queridos leitores, comentem...rapazes: há pontos positivos nas técnicas de Régis? Vocês adotariam para vocês algumas delas? Moças: Se um rapaz chegasse assim para vocês, teria chances de um algo a mais? Ou seria sumariamente rejeitado?

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A Vida e a Morte de Joãozinho

Por Conrado Malaquias e Leonardo Zelig






Joãozinho sempre foi um menino especial. Desde cedo começara a mostrar suas virtudes acadêmicas. Era o típico aluno ‘primeiro da classe’ e seus trabalhinhos eram constantemente elogiados pelas professoras.


Além de muito inteligente, Joãozinho também sempre foi muito simpático e carinhoso, fazendo muitos amigos em todos os lugares por que passou. Logo, devido a sua mente privilegiada e sua facilidade de fazer e cuidar dos amigos, uma clara vocação já pintava desde cedo: A medicina. E Joãozinho teria dado para um belo médico não fossem os acontecimentos do último fim de semana...


Joãozinho foi a um desses churrascos-baixaria promovidos pela universidade federal local, onde carne, farofa e vinagrete não passam de lendas de outrora. A ordem do dia era cachaça, de todos os tipos para todos os gostos. Melhor combustível para adolescentes mal-intencionados não há!


E como bebeu Joãozinho! O menino virtuoso, excelente estudante e brilhante futuro médico entornava tudo o que via pela frente sem a menor timidez ou pudor. E isso, é claro, levou a uma descontração acima do normal. Joãozinho estava falante, conversava com todos e com todAs, principalmente! E dançava, como dançava Joãozinho! Mas é claro, nenhuma alegria dura pra sempre...


Após algum tempo, um comportamento esquisito começara a aflorar: Joãozinho se escorava em árvores, murmurava coisas sem nexo e não conseguia manter sua cabeça em pé. Atenção leitor: se algum dia um amigo seu apresentar na balada UM desses três sinais, fique de olho nele. Agora, se você identificar esses TRÊS sinais ao mesmo tempo no infeliz, não hesite: IT’S GO HOME TIME!

Leonardo Zelig (quem mais?) e eu então seguimos a lei. Incapaz de controlar o movimento das próprias pernas, quem dirá o equilíbrio, Joãozinho teve de ser praticamente carregado até nosso veículo. Decidimos que Joãozinho precisava ser alimentado para recuperar a energia e vitalidade e seguimos para o McDonald’s mais próximo. Aqui, mesmo moribundo, Joãozinho mais uma vez demonstra sua personalidade bondosa: Preocupado com os outros convidados do churrasco que também deveriam estar com fome, Joãozinho ia deixando para trás uma trilha de coisas-que-eu-comi-durante-a-semana, certificando-se assim, que ninguém iria se perder no caminho! (reposição de líquido já pra esse menino!)


Ok. Lanchamos e fomos deixar Joãozinho em casa, pensando que nossa aventura iria finalmente encontrar um desfecho tranqüilo, apesar de tudo. Como desgraça pouca é bobagem, acompanhe com Leonardo Zelig o relato sobre a parte final de nossa memorável noite:


Quando seu amigo está a um passo do coma alcoólico, deve-se certificar que ele chegará seguro em sua casa. Dessa forma, subi as escadas do prédio com Joãozinho e ao colocar a chave na fechadura de seu apartamento ouvi um grande alvoroço vindo de seu lar...Era uma festa de família...que dia para Joãozinho escolheu para beber,cair e levantar!!!


Eis que nos sentamos na escada do andar de seu bloco e ligamos para sua irmã sair de casa e dar um apoio psicológico ou mesmo uma saída para fazer o pequeno João atravessar a sala e chegar em seu quarto sem notarem seu visual “fim de festa”. Como num filme de Ben Stiller ou qualquer besteirol americano, junto com a irmã de Joãozinho, aparecem a mãe, o pai, o tio, o padre...


-O que esta acontecendo por aqui???
-Meuuuuuuu Deuusss!Joãozinho!
(familiares com as mãos na boca)


É interessante quando sua mãe, enfim, descobre que o filhinho dela bebe (e como bebeu!). É um divisor de águas! A perda da inocência.


Tudo se resolveu após justificativas evasivas diante de um porre, como: “eu estava de estômago vazio, isso acontece!” ou “É normal! Eu apenas tomei duas caipirinhas”. Sempre tentamos tratar o evento como algo comum. Not as bad as it looks!


Fica a lição! Joãozinho pode e deve beber o quanto quiser, mas sempre se certifique de que festas de família não estarão ocorrendo quando você chegar destroçado em casa...Sua integridade pode ficar manchada...de Vodka!!!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Táticas Falíveis

Por Leonardo Zelig e Conrado Malaquias


A idéia para este post surgiu depois de algumas conversas em rodas de bar e churrascos brasilienses regados a muita cerva, vodka e misturas estranhas. Nestas conversas foram reveladas algumas das cretinices que o jovem brasiliense está fazendo uso para conseguir interações mais íntimas com o sexo oposto. São relatos de técnicas moralmente, socialmente e eroticamente questionáveis (mas seus usuários juram que dão certo!). Acompanhe:


MATA LEÃO - Ou para os mais românticos, ARM LOVE. A técnica consiste em chegar sorrateiramente na dama desacompanhada e jogar aquele papo furado de entrada. Lá para o meio da conversa, se a dama se mostrar ‘indecisa’, aproxime-se cada vez mais e...MATTTA LEAOOOOOOOO!!!!


Com toda delicadeza do mundo, uma chave de braço é aplicada na garota, possibilitando ao macho um beijo forçado de um romântico desvairado. No inicio, você pode sentir as unhas da moça cravadas em seu peito, mas a dor dura só até ela se desmanchar em seus braços em um suspiro de amor. Lábios com lábios e corpos ardendo são algumas das características que o mata leão pode te proporcionar...ou senão, um chute no saco ou pepper spray nos olhos. The risk is yours, buddy!


ATAQUE SOVIÉTICO - Recentemente, uma garota me falou do ataque soviético, última moda na porta do Bar Caçapa de Taguatinga (cidade satélite de Brasília)...A brincadeira é realizada por pessoas que estão um pouco low on cash na balada e precisam ficar bêbadas com uma única garrafa de cerveja.


Consiste basicamente numa pessoa tapar a boca da garrafa da cerva, agitá-la com força considerável e posicioná-la na boca aberta da vítima. Uma vez posicionada, deve-se soltar o dedo e o que sair da garrafa devera ir direto para o estômago virgem do indivíduo. Eis o ataque soviético.

obs: GASES, MUITOS GASES!


P.P.F – Essa curiosa técnica é posta em prática depois que a primeira parte da missão da night é completa, ou seja, o negócio é fechado com uma garota. Depois, se ela aceita dar continuidade à noite fora da balada, mais uma das seguintes situações se apresentar,

- Não há lugar apropriado para a FINALIZAÇÃO (falta dinheiro para motel ou pais em casa)
- Paira no ar a dúvida se vai acontecer a FINALIZAÇÃO ou apenas amassos mais intensos,

faça uso do P.P.F, ou...Pau Pra Fora. Sim, é isso mesmo leitor. Ao invés de gastar preciosa energia tentando tirar as roupas DELA, tire as suas!

De acordo com os relatos que ouvi de usuários desta técnica, a prática serve também para economizar tempo e descobrir logo o ‘destino’ da noite, uma espécie de ‘ou vai ou racha’ cafajeste. Também me juraram que no mínimo, o P.P.F te garante um handjob. Ou isso ou um belo tapa!

Desnecessário se aprofundar nos riscos dessa tática, certo?

Assistam á um exemplo prático da situação, abordado pela melhor série de todos os tempos aqui.


E vocês leitores? Alguma pratica exótica que queiram dividir?
...


O Se Ferrando na Balada condena qualquer tipo de prática minimamente violenta ou que leve a algo não-consentido pela mulherada. Be nice!


segunda-feira, 18 de maio de 2009

Parabéns pra você? Acho que não...

Por Conrado Malaquias

Para manter o clima nostálgico iniciado por Leonardo Zelig, a interação deste relato ocorreu em uma daquelas saudosas festinhas de salão de festa-debaixo-de-bloco. (Não, eu não entrei bêbado de penetra em nenhuma festinha infantil, eu fui convidado e a idade dos presentes era condizente com a minha).

Logo na chegada, percebo que o esquema seria bem família: todos os convidados com seus respectivos conhecidos conversavam em mesinhas se esbaldando com coca-cola e fanta à vontade. “É...a noite vai ser longa...”, pensei.

Sentei, então, á mesa onde estavam alguns amigos, conversei sobre miudezas do cotidiano, estágios e faculdades. De repente, não mais do que de repente, quando eu já me conformava que a festa ficaria naquele “chove-não-molha”, uma bela mocinha, amiga da aniversariante, senta-se ao meu lado. Somos apresentados, e ela, além de muito bonita, demonstra ser também bastante simpática e espirituosa. Conversamos sobre diversos assuntos, corriqueiros e sérios, ela ri das minhas piadas estúpidas, eu rio das dela e tá tudo muito bom, tá tudo muito bem.

Aproveitando que o salão estava extremamente abafado, a convido para continuar nossa conversa lá fora junto de alguns outros poucos amigos e amigas.

O papo continuou muito bom, falamos bastante, até que já não havia mais dúvidas. Chamem do que quiser: reciprocidade, sentimento, vibe (minha preferida). O que quer que seja, estava lá. Era hora de avançar uma base. Sutilmente, mudo a pauta da conversa...

“Então...ta solteira?” (sentiram a sutileza?)

“Ah...rola um ficante...”

“E como é que tá essa história?”

“Ah...ta mais ou menos...”

“Mais ou menos né...”

É claro, na situação que nós dois nos encontrávamos, “mais ou menos” para mim significou “esse cara não existe, nunca existiu”. E julgando pelas reações seguintes, risinhos tímidos e olhares envergonhados, para ela também...

Poderia ter fechado o negócio naquele momento, mas a moça parecia estar tímida pela quantidade de pessoas ao redor que observavam nossa crescente intimidade. Compreensível. Para resolver o problema, atiro essa cretinice:

“Olha, eu vou ali atrás da pilastra ver um negócio...se alguém quiser me acompanhar...”

Ok, eu sei eu sei, nada engenhoso, esperto ou sensual, mas o que importa é que deu certo. Segundos depois, lá vem ela. Eu, encostado na pilastra, pego a sua mão, falo mais algumas besteiras, ela ri e eu pensando “é agora”, pego sua cintura e a puxo pra mais per...

“GENTE, É HORA DE CANTAR ‘O PARABÉNS’, VAMOS ENTRAR?”, grita a aniversariante.

Minha pretendente, que já estava tímida e agora também, um pouco constrangida, se apressa para seguir a instrução.

“É melhor a gente entrar, ta todo mundo olhando...”

“É, ta certo”, respondo, mas pensando sobre a aniversariante “FIAAAAAAAAAAAA DE UM RATO”.

Após toda aquela cerimônia, volto até a moça para conferir a nossa situação.

“Olha, tem muita gente aqui e eu tenho que ir embora, depois a gente conversa ok?”

...

Logo notei que ela era uma daquelas moças que são facilmente “influenciadas pelo ambiente” (assunto que já abordamos aqui). Ambiente pequeno, muitas amigas e desconhecidos olhando, elas se recolhem e se retraem. O problema é que nesta situação particular, a chance estava lá. Tivessem os acontecimentos se adiantado em 1 minuto, 30 segundos que seja, eu teria fechado o negócio. Mas como eu poderia prever que seria majestosamente COCKBLOCKED pela aniversariamente? Talk about timing, cena de filme de sessão da tarde...só posso concluir que não era pra ser, não naquela noite...

Agora, imaginem a minha sinceridade e satisfação cantando “parabéns pra você...”

sábado, 16 de maio de 2009

Novidade!(?)

Como somos moderninhos e prafrentex aderimos à modinha do twitter!

www.twitter.com/tocoblog

Ainda não sabemos para que serve exatamente, mas nos acompanhem lá! É de graça!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Frankie goes to Hollywood!


By Leonardo Zelig.


Festas oitentistas sempre são divertidas, afinal é um momento no qual você pode se lembrar de como as coisas eram mais inocentes e divertidas com uma boa dose de nostalgia.O cenário kitsch propõe uma noite de curtição ao som de Hall and Oates e Huey Lewis and the news, nos telões cenas dos smurfs e sempre há a aparição surpresa de um ídolo oitentista, que no caso eram 2: KID VINIL E NASI.

Ambiente caracterizado, cabe analisar o seleto público da festa: moças de seus 30 e poucos anos, muitas vezes encalhadas, e casais. Confesso que eu e meus amigos fomos concebidos no final da década de oitenta, eu, particularmente, no ano de 86 – grande ano de Ferris Buller! Com o descompasso de idade dos jovens atacantes sedutores, em relação às gatas brasilienses originárias de final dos anos 70, tudo torna-se mais difícil...O nível do approach se eleva e não há muita enrolação!

Eis que estou lá breaking down com “thriller” e, logo, identifico uma loira mais velha na varanda da festa...sozinha...eu abordo:

-Tudo bem?
-Tuuuudo! – responde ela carinhosamente.
-Eu, aqui, dançando Michael Jackson e você parada?
-É!Eu estou cansada...Dancei muito já!
-Sério?E qual é seu nome?
-Kelly Mcgillis!Prazer!
-Prazer, Kelly!Meu nome é Zelig. Leonardo Zelig.
-E o que que você faz da vida? – (pergunta difícil para um universitário desempregado responder para uma trintona já estabelecida)
-Eu estudo Direito...sou universitário! E você? – pergunto receoso.
-Sou psicóloga! Tenho meu próprio consultório...

Neste momento, tudo fica tenso, já que você não pode competir economicamente e nem profissionalmente com a mulher. Para tentar conquistar a moça, você deve concentrar num papo cabeça, mais voltado pra maturidade...Tento:

-Sabe...eu estava reparando e você me pareceu ser psicóloga mesmo. Eu pude identificar um olhar clínico seu em relação à multidão.Você parecia examinar as interações alheias... – Indago Kelly acionando meu módulo psicólogo.

-É verdade, querido! Que astuto! Você parece ser um rapaz subjetivo e observador!

-Subjetivo! Sou mesmo...hehe...adoro o subjetivismo de uma relação...a complexidade...

-hahaha...sem dúvida! Que pena que estamos separados por uma década de experiência...senão poderíamos até dar certo!

-Ora! Só temos a ganhar com essa década de diferença...Não?

Eventualmente elas sempre dizem o que virá a seguir...

-Não, querido. Você é muito jovem para mim...um beijo! – Sai a dama acompanhada de sua amiga.

THE MAGIC ENDS...

A interação com mulheres mais velhas e estas associadas com a profissão de psicologia quadriplica o desafio da noite. Tentar conquistar uma mulher desse nível exige conversa refinada e total controle de seus hormônios. Eu tento criar uma persona meio inspirada em Frank Sinatra, seguro e sofisticado, mas nem sempre as mulheres compram a idéia, já que eventualmente sempre solto uma cachorrada que destrói tudo.

Bem, é o preço a se pagar por ser subjetivo demais.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pra Quê?

Por Denílson McLovin


Depois de uma série de histórias de cunho sócio-psico-sociológico sentimentais, voltemos ao sentido primeiro de nosso blog: relatar a "arte", ou o que quer que seja, de SE FERRAR NA BALADA.


Decido ir para um tipo de festa que vem se tornando cada vez mais popular em nossa cidade: os churrascos (a maioria sem carne) universitários. Características: bebida liberada, música de baixa qualidade - o que significa empolgação do público - mulheres bonitas - em proporção semelhante à torcida rubro-negra em dia de final contra o Botafogo -, ingresso caro. Enfim, embora um pouco mais pobre, parecia caminhar para uma festa com vários ingredientes positivos.


Depois de certo tempo, me perco momentaneamente de meus amigos Dorival Pimpão e Gregory House, com os quais fui à festa. Nesse meio tempo, reencontro colegas que não via a muito, relembro tempos de infância, vejo situações engraçadas (=bêbados fazendo merda). Estava tudo perfeito, só faltava escolher a vítima. Depois desse pensamento avisto meus amigos, acompanhados de uma possível candidata.


Me aproximo de meus amigos e percebo que conhecia a moça. Vimos-nos uma vez em um aniversário de um amigo em comum. Lembramos de tal ocasião e engatamos o papo. De uma conversa entre 4 amigos, a prosa evoluiu para um 1x1 separados por alguns poucos centímetros. Ouvi sobre alguns dramas pessoais, falamos sobre assuntos diversos...Enfim, a situação parecia favorável.
Eis que toca o celular da moça. Após a rápida conversa, ela me fala:
- Denílson, vou ali na saída rapidinho para entregar uma chave pra minha amiga. Você me espera aqui? Não quero ficar sozinha nesse lugar! Eu já volto!
Esperar a gatinha um pouquinho...que mal tem né?
Depois de 15 minutos meus amigos me reencontram e perguntam sobre a moça. Explico a situação e eles concordam em permanecer no local comigo, esperando-a, afinal, ela já deveria estar voltando. Mais meia hora e nada...Não acreditando que alguém poderia fazer tamanha crocodilagem a outro ser humano, insisto ficar no local, mesmo sendo desencorajado pelos amigos (=zoado pelos amigos).
Bem, como vocês já devem ter percebido, ela não voltou. E mergulhando novamente nas questões de cunho sócio-psico-ideológico sentimentais deixadas de lado por alguns parágrafos, eu pergunto: O que leva alguém a fazer isso? Porque não simplesmente falar: "Olha Denílson, gostei de ter conversado com você, mas não vai rolar, tenho que ir embora."?
Alguém tem alguma explicação?

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Não é tão simples assim...

Por Conrado Malaquias

Em nosso post anterior, Lembra de Mim?, escrito por Leonardo Zelig, surgiu uma discussão da seguinte natureza: Na balada, para ficar, basta estar afim?
Nossas queridas leitoras do Cama, Tradução & Banho, um blog bacana que todos deveriam ler, acham que sim. Como eu discordo, e acho que o tema não é tão simples assim, resolvi fazer um post utilizando as observações das moças para que todos possamos refletir melhor sobre o assunto. Vejamos:
DanyZinha disse...
Por que os amigos gays fazem isso?? Porque eles são orientados a fazê-lo, quando a mulher não está a fim. Eles funcionam como wing men tbm. Mas nesse caso para nos livrar de furadas!
Por experiência própria e observação, nem sempre é necessário uma orientação para que amigos gays e gordinhas (mais comumente), se intrometam na interação de suas respectivas amigas. Como já foi abordado aqui, às vezes, por ciúme da amiga bonita, ou por estarem no 0x0, a gordinha, no caso, realiza o cockblock, alegando que o fulano era feio ou chato, não querendo saber se a amiga estava afim ou não.
Já no caso do amigo gay ele pode achar que o bofe está mal vestido ou até mesmo ciúme da meeeeega, pois a noite foi reservada para que eles pudessem dançar e só! Acredito que foi isto que ocorreu com Leonardo Zelig em sua missão, já que a conversa estava rendendo e a moça aparentemente não dava sinais de insatisfação.
DanyZinha disse...
Olha, qdo uma mulher ta a fim de um cara, ela faz uma coisa bem simples... fica com ele!
Babi Freitas disse...
As frescas, se estiverem afim, tb ficam!
Ivy disse...
Se ela tá afim e pá, ela realmente fica,não tem erro.Fresca ou não.
Aqui, apesar da opinião unânime, devemos discutir.
Mais uma vez, pelos meus achados, creio que a situação não é tão simples. Muitas mulheres, por n motivos, não só ser fresca, mesmo que estejam afim do cara não ficarão na balada. Podem ser por porque possuem uma personalidade pobre, ou seja, as amigas não deram o ok, go ahead; são excessivamente tímidas, tem muita gente olhando (a moça do Uma Grande Palhaçada é um exemplo); são evangélicas; e finalmente são mais velhas, já passaram da fase de ficar.
Creio que existam outros motivos, que pedirei a colaboração de vocês para achá-los...
E aí, concordam, discordam?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

LEMBRA DE MIM??



by Leonardo Zelig


OK! Mais uma vez no Calaf (bar tradicional de Brasília) e um gosto amargo de cerveja na boca. Eu e meus sóbrios amigos andávamos por lá sempre observando as diversas gatas despojadas do ambiente... Quando avisto uma!Belíssima!Olhos verdes, cabelos esvoaçantes, estilosa,cheirosa e um sorriso insinuante de deixar qualquer homem louco...Meu amigo Justin Timberlake me alerta:

-Leonardo! Essa é a Marcinha! Estudou comigo na terceira série do Colégio X quando erámos moleques!

-Deveras... Justin... – Respondo eu intrigado.

Oportunamente, decido aplicar o golpe do seu amigo que estudou com a gatinha. Tática arriscada, porém, combustível suficiente para interação de alguns minutos ou quem sabe de uma hora:

-Olá, Marcinha! – Abordo a garota empolgado!

-Olá... – Responde ela assustada.

-Você não se lembra de mim?? Estudei com você no colégio X!! Leonardo Zelig!!! Terceira série!!

-Sério!! Será?? – Indaga a jovem confusa...

-Claro! Eu me lembro perfeitamente de você! Como esquecer desses olhos!? Seu sorriso!?MÁRCIA!!

-Muito Obrigada! Espera...Acho que sim... EU ME LEMBRO DE VOCÊ!!!

-Que bom que você lembrou!! Eu vim até com um amigo que estudou com a gente nessa época no colégio X!Lembra dele? Justin Timberlake? – Aponto para meu amigo, que este sim, havia estudado com Marcinha...

-Não lembro, Leo...Que pena...Desconheço...

-Pois então! Como andam as coisas? Está fazendo qual curso?

-Direito!

-Eu também!!-Respondo eu simpático.


A conversa deve ter durado uns vinte minutos...Foi o tempo do amigo gay dela puxá-la e começar a interromper nossa interação, que até então ia a mil maravilhas (Por que amigos gays fazem isso??)...

Consegui descolar o msn e orkut da Marcinha...Esses talvez sejam os equivalentes do nostálgico telefone de outrora...Deixo a dúvida: uma mulher quando está afim do cara
passa seu msn/orkut ou o número certo do celular?

Conclusão

A tática de incorporar seu amigo que estudou com a gatinha é limitada e arriscada, pois a garota pode te colocar em xeque ao tentar relembrar coisas do passado. Mas em um ambiente alcoolizado ninguém se lembra de nada e ninguém se importa com a veracidade dos fatos, correto? De tal sorte, que uma mentirinha como essas pode permitir uma quebrada de gelo genial para engatar uma agradável conversa ao som de Seu Jorge e sua burguesinha!
Pois, por um momento, eu tive a minha burguesinha...E foi bom...Ah!Como foi!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Do Baú: O Vidente

Por Conrado Malaquias

Como recordar é viver, a estória desse post foi retirada diretamente do baú do Se Ferrando na Balada. Eu e Leonardo Zelig, personagens principais deste ‘causo’, possuíamos a tenra idade de 16 aninhos (ou 17, whatever) e começávamos a aprender as artimanhas e sutilezas da noite. Mas como vocês poderão perceber, não éramos exatamente fast learners...

A interação ocorreu na saudosa boate TREND, antigo lar da piranhagem-mirim brasiliense. Anos vão, anos vem e a rotina nunca muda: Se você vai a uma dessas boates pra frentex ouvir “I can’t wait for the weekend to begin” ou “promiscuous girl” pela 835414141 vez, você MUST encher a cara!!! A diferença é que nessa fase adolescente, as pessoas tendem a se sentir invencíveis e não sabem exatamente se equilibrar na linha entre, ficar legal para bater aquele papo descontraído com ax gatinhaxx, ou ser referido no dia seguinte na faculdade como “aquele bêbado vomitando na boate sábado”.

Como não somos exceção a regra, já adentramos o recinto chamando urubu de meu lôro e aqui mais uma vez, a rotina não muda: você entra na boate bêbado, você dança sozinho na pista, as pessoas apontam pra você, você leva 10 tocos, o funk começa e pronto...você acha a vítima da estória!

Aqui, a moça, se é que posso chamá-la assim (já já vocês entendem), estava sozinha. O que Zelig e eu fizemos então, vejo hoje como uma versão embrionária (e totalmente ridícula) da co-pilotagem. Não me lembro de quem partiu a idéia, mas ficou combinado o seguinte: O Zelig a abordaria, descobriria seu nome, o que ela faz e se não conseguisse nada mais, seria a minha vez de abordá-la. Mas não como Conrado Malaquias, e sim como: Conrado Malaquias, O VIDENTE.

Dito e feito, Zelig me volta com o seguinte relato: “Olha Conrado, o nome dela é FULANA, ela tem 44 anos e trabalha no Carrefour. Ela é uma daquelas moças que ficam andando de patins.”

Apaixonei!

Espero um tempinho pra não ficar muito na cara e chego na bendita. Com toda a sensualidade possível digo o seguinte: “Olha, eu tava te olhando, e eu senti uma vibração muito positiva vindo de você, tinha que vir aqui...”

“Haha...ta bom...”

“É sério, desde criança eu sinto essas coisas sabe? Não sei se é 6º sentido ou vidência, mais o fato é que eu senti com você!”

“Vidente? Ai ai, essa é nova...”

“Não acredita? Se eu acertar seu nome e o que você faz aí você acredita e rolaria alguma coisa?

“Hmmmm...pode ser”

“Me dá 3 chances?”

E após errar estrategicamente as duas primeiras tentativas, ‘surpreendentemente’ acerto a terceira!

E o resto da história deixo para a imaginação dos nossos poucos, mas bravos leitores...

....

Sim, a tática é boba e infantil. Mas éramos apenas jovens aprendendo o caminho das pedras na selva que são os night clubs. Gosto de pensar que hoje nossos approaches e personagens ficaram mais criativos e sofisticados. Ou não. O que importa é que nos divertíamos bastante naquela época e continuamos nos divertindo hoje em dia.

Enfim, se existe alguma moral nessa história, essa seria: não nos levemos tão a sério.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O tal do "Timing"


Por Denílson McLovin'


Para quem não está muito familiarizado com o termo, definiria “timing” como o momento (ou período de tempo) certo para praticar alguma ação. Ter “timing” é saber a hora certa de fazer alguma coisa, de dizer algo para alguém ou simplesmente de partir para o ataque. Vocês já devem estar imaginando quão bom é o meu senso de “timing”... leiam até o final.

Leonardo Zelig fala em tal momento para o seu alvo de sua semelhança com alguma celebridade. Por algum motivo (eu ainda não descobri qual), Conrado Malaquias disse, naquele momento específico, que vinha de uma família de piratas. Mas como saber se aquela hora é a certa? Como descobrir se você deveria ter falado/feito antes ou se ainda deve esperar mais um pouco para tomar uma ou outra atitude? Onde está a linha que divide o tempo em dois períodos: antes, atitude precipitada, que te define como apressadinho; e depois, que te transforma numa plantinha a ser regada.


Dessa comparação já surge a primeira dica: evite passar da linha ou esperar demais para agir ou falar. Por motivos muito simples: o apressadinho leva no máximo um toco (cuja história você pode até enviar para o “se ferrando na balada”). Já na condição de plantinha você terá muita dor de cabeça. Podem confiar: prefiram levar um toco a ser uma plantinha. Quem leu o “post” sobre o assunto sabe.
Porém, também há razões para se buscar o “timing” certo. E o motivo para a espera é, apenas, que, se praticada no tempo certo, sua ação tem aproximadamente 100% de ser bem sucedida. A espera, na medida certa, é o tempo necessário para fazer crescer a expectativa e a vontade no outro. E aí é só alegria.

E daí surge a pergunta: COMO ACHAR O “TIMING”? É uma boa pergunta. Eu acho que já encontrei o “timing” certo uma vez... e já errei outras tantas. Tudo se resume a prestar atenção. Em atitudes, em palavras, gestos, linguagem corporal, olhar. Perceber o que está em volta. O importante é, tendo as pistas de que o “timing” está chegando, não medir muito suas ações nem ficar pensando demais. Não ter medo de agir nem de acertar.

Porque senão: “o ‘timing’ passa, o ‘timing’ voa”.

E vocês, o que têm a dizer sobre “timing”?
P.S. Desculpem-me pelo tempo ausente. Compromissos profissionais estavam me matando. Enquanto o blog não dá dinheiro alguém tem que trabalhar por aqui...